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Instalada
num espaço pequeno na rua da Consolação, toda a programação
tinha que se adaptar à pouca possibilidade de movimentação
de câmera, motivo pelo qual, nesse início, não
se podia realizar grandes espetáculos. Os primeiros
dois anos foram bastante conturbados: a direção
passava por mãos de diversos empresários que pouco
entendiam do veículo. Contudo, as dificuldades, como
de costume, eram vencidas pelo esforço dos funcionários.
Conforme narrou Luiz Guimarães, um dos primeiros contratados
para fazer locução e apresentação de programas: "Eu tinha que fazer também a locução das
partidas de futebol. Fazia a abertura do jogo em narração
de estúdio, corria para o campo do estádio do Pacaembu
para transmitir a partida em externa, depois corria
novamente para o estúdio para fazer a finalização
e apresentação das próximas atrações. E tudo isso
a pé. Sorte que o estádio era perto." A partir
de 1954, o radialista Vitor Costa, proprietário da
Rádio Nacional de São Paulo, resolveu investir em
televisão e comprou ações da TV Paulista. Profissional
do meio, Vitor Costa, com o carisma de seu nome, conseguiu
contratar alguns profissionais famosos da TV Tupi,
inclusive o diretor artístico Dermival Costa Lima.
Profissionais como José Castellar, Álvaro Moya, Walter
Foster, Hélio Tozzi, Hebe Camargo, Yara Lins e outros
passaram a atuar na nova emissora. Tal qual declarou
o produtor José Castellar: "Eu fui contratado por
apresentar um projeto de programação para espaços
pequenos, no qual os cenários eram reduzidos, com
mais objetos do que móveis, e que dava a perfeita
ilusão para se representar teleteatros e musicais,
com soluções rápidas de movimentação de câmera". A
emissora passou a contar também com o elenco da Rádio
Nacional, que abrangia nomes famosos da música popular,
do rádio-teatro e do humorismo. Em 1955 a TV Paulista
se instalou num local maior, à rua das Palmeiras,
onde havia dois estúdios. No primeiro havia um palco giratório
e piscina e, no outro, um pequeno auditório pertencente à rádio. Todos os programas eram realizados em função desses espaços.
Quando a piscina não era usada, um tablado a cobria,
permitindo a utilização total do estúdio. O palco
giratório funcionava com o esforço muscular dos funcionários. |