|
|
|
O
sucesso do comercial com as Garotas Propaganda, porém,
era irreversível. Foram contratadas outras moças e
aumentaram o número de apresentações por intervalo,
assim como o corre-corre no estúdio: os produtos eram
colocados e retirados rapidamente, desde geladeiras
até objetos de decoração. E ficaram famosas as gafes
cometidas por Garotas Propaganda nessa época de muitos
imprevistos.
|
|
A
partir de 1954, teve início uma fase de profissionalização
e maior racionalização do trabalho. Novos anunciantes
de produtos de consumo em massa acorreram à televisão,
aumentando a concorrência entre as três emissoras
- Tupi, Paulista e Record. A renda com a publicidade
justificou, rapidamente, a organização de estúdios
onde cada Garota Propaganda ficava em seu próprio
set e a câmera ia passando de um em um. Assim, eram
apresentados de quatro a cinco comerciais por intervalo.
As Garotas Propaganda tornaram-se um dos pontos fortes
da televisão.
|
|
Quando
os comerciais entraram com força na televisão, ocorreu
um fenômeno peculiar: o jeito natural de falar de
improviso - o que havia caracterizado os comerciais
de Rosa Maria - desapareceu, dando lugar a textos
rígidos, decorados, cheios de argumentos lógicos,
como era típico da Publicidade nos anos 50. No entanto,
as Garotas Propaganda davam vida à frieza dos textos
e suas presenças constantes acabaram por fazer parte do
cotidiano do público. Em poucos anos, elas eram as profissionais
mais conhecidas e disputadas da TV, com fama digna
dos grandes astros.
|
|
A
produção ia se aprimorando: havia cenário pintado
como parede de azulejos de cozinha, com janela, cortinas
e outros detalhes. Eles eram feitos para ambientar comerciais
de geladeira, de fogão, e similares. Os programas
de gala eram sofisticados até nos intervalos comerciais:
a garota vinha de longo, em ambiente com escadarias,
lustres e flores. As revistas populares davam tanto
destaque às Garotas Propaganda quanto às atrizes:
havia concursos das mais elegantes, reportagens, fofocas
e tudo que cerca as grandes estrelas da mídia.
|

página
2 de 3
|
|