Garotas Propaganda
Texto de Maria Elisa Vercesi de Albuquerque  

Idalina de Oliveira, garota-propaganda da TV Record. As garotas-propaganda são também parte da história da televisão em seu início pioneiro, ousado e inventivo. Diante da sofisticação da TV atual, parece incrível que tudo fosse transmitido ao vivo: teleteatros, shows, novelas, programas esportivos e jornalísticos, programas femininos, todos recheados de mensagens dos patrocinadores que apostaram na televisão e não se arrependeram.


Branca Ribeiro durante comercial de Toddy.   TV Paulista canal 5. Naquele período distante e cheio de fascínio - de 1951 a 1963 -, admirava-se apaixonadamente as garotas bonitas que apresentavam mensagens comerciais na TV. Apesar dos problemas técnicos e da saturação dos intervalos (que muitas vezes chegavam a durar trinta minutos), a magia da TV já existia: ela cercava de encantamento as estrelas da publicidade no vídeo, o primeiro mito da propaganda brasileira.


Rosa Maria, primeira garota-propaganda da TV.A idéia de utilizar uma moça bonita para apresentar um comercial surgiu na TV Tupi, pela necessidade de suprir as deficiências e a monotonia dos slides. A primeira experiência foi em 1951, com Rosa Maria, uma jovem morena, muito graciosa, que entrou no ar às 8 horas da noite para apresentação de uma oferta de Marcel Modas, loja de artigos femininos.


Meire Nogueira, garota-propaganda. Por trás da garota bonita havia um trabalho penoso de produção, devido ao fato de a TV Tupi possuir um só estúdio. A Tentação do Dia - como era chamada a apresentação comercial - ocupava apenas um canto, onde havia um set montado com uma mesa, lugar em que ficava a mercadoria, e um cartaz ao fundo. Quando estava no ar, o estúdio tinha que ficar totalmente em silêncio, esperando que o comercial terminasse para continuar a montagem dos cenários do próximo programa.


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