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Texto
de Edgard Ribeiro de Amorim
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O
abrandamento da censura fez, ainda, com que a televisão
utilizasse uma forma de expressão (visual e verbal)
extremamente ousada, introduzindo expressões de baixo
calão e a veiculação de nus femininos e masculinos,
tanto na propaganda (em que o nu vendeu de relógios
a marcas de leite) quanto em outras atrações.
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Nos
anos 80, a telenovela começou a se transformar no eficiente
laboratório que é, atualmente, para a formação de
novos autores, diretores e atores. Quanto à estrutura de produção, ao contrário das décadas anteriores,
ela passou a ter diversos diretores: o diretor geral,
os diretores de gravação de núcleos (ou seja, a divisão
da história em partes, cada uma sendo dirigida por
um diretor diferente), além dos diretores de elenco
e de imagem. Em relação ao texto, além de adquirir
uma forma de expressão bastante livre, exibindo qualquer
tipo de assunto, contou, ainda, com a introdução do
autor-colaborador que, dentro da idéia original do
autor principal, criou novas tramas.
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As
emissoras educativas, nesta década, desenvolveram
uma programação destinada a atingir um público maior,
aumentando as atrações de entretenimento cultural
e dinamizando o jornalismo. Desde o final da década
de 60, época em que foram criadas, as emissoras educativas
apresentaram uma programação cultural satisfatória,
segundo especialistas, desenvolvendo muitos projetos,
sendo que alguns tentavam uma instrução de abrangência nacional.
Por outro lado, as Tvs educativas foram sempre ótimos
emissores de programas artísticos e infantis, além
de laboratórios para programas experimentais ou de
vanguarda. Nos anos 80, elas assim permanceram, apenas
popularizando mais suas atrações culturais e diminuindo
a emissão de aulas, para atingir maior público.
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Dentro
do aspecto técnico, cresceu bastante nos anos 80 a
utilização de aparelhos residenciais de video-cassete,
fazendo com que o telespectador diversificasse a própria
programação entre filmes e vídeos independentes, nacionais
ou estrangeiros. Pelo final da década, em razão da
popularização do aparelho, algumas redes passaram
a copiar seus programas mais famosos em vídeo residencial
(VHS) para vendê-los ao grande público. Outra novidade
foi o surgimento das produtoras independentes de vídeo,
que realizaram reportagens, shows e seriados. Algumas
chegaram a vender seus produtos para emissoras comerciais.
Outras alugaram horários em determinados canais e
apresentaram o que produziam, inclusive nas TVs à
Cabo (televisão paga por assinatura) que começaram
a se espalhar pelo país.
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