Centro Cultural São Paulo
d i r e t o r
Martin Grossmann

Ação Cultural e Educativa
d i r e t o r
Guilherme Teixeira

Coordenadora de cursos
Débora Bolsoni

Coordenadora de mediação
Patrícia Marchesoni

Projeto de mobiliário
Mariana Ruzante

 

Veja também como o mobiliário educativo Tatu-bola, criado em 2007, faz parte dos novos projetos da Ação Cultural e Educativa do CCSP


Junho de 2007

Centro Cultural São Paulo lança o Programa Tatu-bola

texto e edição
Juliene Codognotto e Paula Bassi

A partir de 5 de julho de 2007, a Ação Cultural e Educativa do CCSP implanta o Programa Tatu-bola, que tem como objetivo proporcionar atividades voltadas principalmente ao público infanto-juvenil e familiar, explorando diferentes linguagens artísticas nos espaços do CCSP. A programação especial é composta por oficinas para famílias. Os eventos acontecerão às quartas e sextas, das 14 às 16h, do dia 5 ao 30 de julho, em diversos espaços do CCSP. Confira a programação.

O projeto lança os Tatus-bolas, carrinhos que podem guardar e transportar os mais diversos materiais e adereços de que os arte-educadores, oficineiros, artistas ou coletivos necessitem. Por serem articulados e possuírem muitos detalhes coloridos e lúdicos, quando abertos em um ambiente, transformam o que existe ao redor deles em um espaço próprio para as oficinas. São cinco equipamentos: dois voltados às exposições, um para as bibliotecas, um para a Gibiteca e um relacionado à linguagem teatral. A idéia do mobiliário educativo foi inspirada em projetos que já existem em outros países, como na Inglaterra, onde se encontra a Tate Britain, que possui o art trolley.

"Nós queremos que as atividades aconteçam não somente em salas fechadas, mas também em espaços abertos do Centro Cultural, valorizando sua arquitetura. Um carrinho é quase um ateliê portátil, permite transformar qualquer lugar em um ambiente de trabalho artístico", afirma Guilherme Sertório Teixeira, diretor da Ação Cultural e Educativa do CCSP. Essa possibilidade concede às visitas mediadas um caráter mais prático e dinâmico, já que o público poderá participar de oficinas realizadas no próprio espaço que veio conhecer. Além disso, a intenção é concretizar a relação dos usuários com o prédio do Centro Cultural. A idéia é que os Tatus-bolas atraiam também as famílias que estão de passagem, vêem uma oficina acontecendo no espaço e podem participar, já que não é uma sala fechada.

O novo mobiliário, desenvolvido pela arquiteta Mariana Ruzante, integra a reformulação do Programa de Mediação das Exposições, dos Espaços e Acervos do Centro Cultural São Paulo. As atividades práticas, implementadas nas visitas com o público infanto-juvenil, visam ao aprendizado por meio de processos criativos nas diferentes linguagens presentes na programação do CCSP.

Processo de criação dos equipamentos

O Centro Cultural convidou a arquiteta Mariana Ruzante para desenvolver o projeto por conta de outra criação sua, a caixa-teatro, que já trazia o conceito de um equipamento com mobilidade que funciona tanto para transporte de materiais quanto para a criação de um ambiente propício às atividades educativas e criativas. "A partir desse conceito, busquei uma linguagem única ou similar entre os mobiliários, para que quando as pessoas virem um dos carrinhos possam entendê-lo como parte de um conjunto", conta Mariana, que trabalhou em contato permanente com a equipe da Ação Cultural e Educativa, para pensar e alterar detalhes que relacionassem ainda mais os carrinhos com seus respectivos espaços.

Segundo a arquiteta, a opinião de quem utilizaria os carrinhos no dia-a-dia foi muito importante durante a criação e influenciou a maior parte das definições. "Em arquitetura, a gente diz que o papel aceita tudo, mas na hora de fazer é outra história. Eu fui descobrindo como melhorar o uso dos carrinhos ao conversar com quem os utilizaria. Ficar só no mundo das idéias é complicado."

Além do contato próximo com a equipe do CCSP, Mariana também se inspirou em características que ela própria observou pesquisando cada espaço. Um exemplo é o carrinho da Missão de pesquisas folclóricas, cujo formato, que remete a um caminhão, baseou-se em uma foto que faz parte da própria exposição. (Clique aqui para visualizar a foto). Este formato diferenciado do carrinho faz com que não haja limitação de altura e forma dos objetos transportados por ele.


Confira a entrevista completa com Mariana Ruzante, arquiteta dos tatus-bolas, e Guilherme Sertório Teixeira, diretor da Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo.