conteúdo menu principal menu lateral     
 Centro Cultural São Paulo dança 
   
 
 

Programação
Cinema
Dança
Educativo
Exposições
Infanto-juvenil
Literatura e Poesia
Música erudita
Música popular
Oficinas e cursos
Palestras e debates
Programação especial
Teatro

Sala de imprensa

Editais

Visitas
Como chegar
Abre e fecha 2012
Política de preços
Serviços

Conteúdo On-line
Arquivo Saiba Mais
Exposições On-line
Hotsites
Publicações On-line
Web rádio e TV

Bibliotecas
Sergio Milliet
Alfredo Volpi
Louis Braille
Gibiteca Henfil
Sala de Leitura
infanto-juvenil

Acervo e Conservação
Arquivo Multimeios
Coleção de Arte da Cidade
Discoteca Oneyda Alvarenga
Missão de Pesq. Folclóricas
Conservação e restauro

Centro Cultural
O que é o Centro Cultural
Histórico
Organização
Parcerias
Plantas
Revitalização dos espaços
Fale conosco
Fotos
Ficha técnica do site

 


de 16/4 a 12/6
Dublê
A mostra reúne uma seleção de peças de Debora Bolsoni e de Alexandre da Cunha, desde o início das trajetórias até trabalhos recentes e inéditos, a fim de analisar procedimentos de apropriação de materiais domésticos e do mobiliário urbano que repõem problemas sobre usos e limites de espaços público e privado.
Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada franca - Piso Caio Graco

 

Mais sobre os artistas

Alexandre da Cunha
(Rio de Janeiro, RJ, 1969)
Vive e trabalha em Londres.
Mestre em Fine Art pelo Chelsea College of Art and Design, em Londres, onde vive desde 1998, Alexandre da Cunha formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em 1996. Sua produção se vale da apropriação de objetos do cotidiano, usados ou industrializados, para transformá-los por meio de processos de colagem. Em seus últimos trabalhos, o humor e recursos tecnológicos muito simples são uma constante. Entre as coletivas de que participou nos últimos anos estão Making is Thinking, Witte de With (Holanda, 2011); The View from Here - New Acquisitions (
Tate Modern - Londres, 2006); 50° Bienal de Veneza (2003); e Bienal de Liverpool (2002). Entre suas exposições individuais estão mostras no Camden Arts Centre (Londres, 2009), Paço das Artes (São Paulo, 2006) e Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte, 2005). Este ano abriu a mostra Fair Trade, na Galeria Luisa Strina, depois de três anos sem expor individualmente em São Paulo.

Débora Bolsoni
(Rio de Janeiro, RJ, 1975)
Vive e trabalha em São Paulo.
Mestranda em artes visuais na USP, onde graduou-se em 2000, Débora Bolsoni iniciou sua formação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e na Saint Martin School of Art, em Londres, na década de 1990. Em 2004 foi selecionada para o programa de residência em artes do
Centro de Cultura Remisen-Brande, na Dinamarca, e, em 2005, foi bolsista residente do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. O interesse de sua produção recai sobre materiais prosaicos e nos modos de fazer daquilo que comumente se chama "atividades manuais". Há todo um repertório material e simbólico da cultura de massa que fica entre o popular e o folclórico e que aparece em seu trabalho a partir dos saberes da construção civil, da culinária e dos códigos do comércio ordinário. A artista apresentou suas obras em exposições individuais, entre as quais estão Débora Bolsoni, na Galeria Marília Razuk (São Paulo, 2007); Temporada de Projetos, no Paço das Artes (São Paulo, 2008); Fazer Crer, no MAMAM no Pátio (Recife, 2007); e Porta com Medalha, no Centro Universitário Maria Antônia (São Paulo, 2006). Destacam-se entre as exposições coletivas de que participou De Perto, De Longe, no Liceu de Artes e Ofícios (São Paulo, 2008); Contraditório - 30° Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (São Paulo, 2007); Alcalá 31 (Madri, Espanha, 2008); e Investigações, no Itaú Cultural (São Paulo, 1999).

 

Mais sobre a obra

Depende de operações simples - do posicionamento, de acoplagens, revestiduras ou pequenas adaptações - para que um carrinho de mão desempenhe papel de trono em determinada situação; para que as tiras de uma cadeira de praia conformem num chassi uma espécie de pintura descendente do abstracionismo geométrico; para que borrachas de desentupidores de pia sobre uma base de escultura aludam à cerâmica; ou para que um punhado de paçoca imite, depois de modelado no piso, um quebra-molas de asfalto, desses usados no controle de velocidade de automóveis. Em resumo, objetos e materiais arquiconhecidos adquirem, com muito pouco, condições de se passar por algo com o qual nem sequer se relacionam, pelo menos à primeira vista, e sem deixar de ser o que de fato são. Vem daí o título desta mostra, da capacidade atribuída a itens ordinários de fazer as vezes de outros, de mimetizar ou disfarçar-se de elementos diversos de si próprios, mas também reconhecíveis, seja na vida prática, seja por reportar a uma visualidade, uma tipologia ou um procedimento notável na história da arte.

Perceber aspectos de certas coisas na visão de outras informa a natureza icônica das peças que compõem a exposição: em sua maioria, tridimensionais com potencial gráfico, sobretudo por incorporar ou reproduzir o design de utilitários - ou, quem sabe, justamente por isso, não são imagens sintéticas com a espessura de objetos? Nesse jogo de representação e metamorfose há um pouco, sim, da imaginação em atividade, porém, longe de dar vazão a fantasias, somente a fim de exercitar possibilidades de ilusão ótica e de enganos perceptivos. Porque, a partir de experiências visuais da mais imediata realidade, insinuam-se, aqui, processos de ideação e projeção, por exemplo, no vislumbre de uma linha de horizonte em um haltere improvisado com barra de ferro e latas de óleo, de um conjunto de livros de capa-dura em blocos de cimento revestidos com azulejo... Correspondências entre noções, materiais e contextos muitas vezes díspares ou antagônicos que, por estranhamento e humor, instigam o visitante a equacionar dados sobre o que o trabalho dá a ver, sobre os itens que o constituem e sobre o que estes representam (ou "dublam") agora, incorporados ao campo da arte.

Dublê apresenta cerca de 30 obras de Alexandre da Cunha e de Débora Bolsoni realizadas em mais de 10 anos, desde o início das trajetórias, na virada para a década de 2000, até peças recentes e inéditas. A reunião dos trabalhos tem por objetivo a análise das produções no curso desse período, assim como a formulação de hipóteses sobre pontos de contato e diferenças entre uma e outra. De saída, em comum, os dois artistas se apropriam da materialidade do "mundo das coisas". Revelam-na manejável, dotada de possibilidades além daquelas já conhecidas em sua arena funcional e normativa, tão somente com montagens e decisões que se apoiam nas características físicas dos elementos, nada mais. Ainda assim, o que é maleável, poroso, macio, passa por rígido num relance, e vice-versa; o inanimado ganha sugestões de uma animação; e formas, cores, objetos habituais tornam-se diferentes, vívidos e inesperados. É um pouco como se um desfecho incerto se abrisse onde, por suposição, houvesse apenas mesmices da rotina.

Débora Bolsoni e Alexandre da Cunha também revolvem categorias artísticas, vertentes estéticas, gêneros tradicionais e, às vezes, obras específicas de determinados artistas, ao evocá-los pelo ardil de associações e coincidências fisionômicas com materiais domésticos, do comércio popular, do mobiliário urbano, da arquitetura. Sem cerimônia e com um registro cômico de questionamento, os trabalhos "des-hierarquizam" a ordem empírica de tudo isso que estava disperso no tempo e no espaço, e lhes confere, com tais combinações, a força inaugural de um encontro imprevisto. Jamais na base da paródia, ao contrário. Alusões aos minimalistas, à paisagem, retrato e natureza-morta, às chamadas "esculturas públicas", ao "círculo negro" de Kazimir Malevich, rejeitam qualquer sorte de essencialismo e, com isso, passam por certo apagamento de prerrogativas. Não são apenas escolhas afetivas, mas o são também, junto com o interesse analítico; e a existência dessas escolhas só se realiza por meio de outros materiais, por meio de um círculo desenhado com giz branco em tabuletas comerciais pintadas de preto, ou por meio de dezenas de cobogós justapostos no piso, formando um quadrado cujas áreas vazadas foram preenchidas com espumas amarelas (numa espécie de cruzamento de Carl André com Donald Judd). De resto, continuam sendo os cobogós, as espumas, as tabuletas, o desenho em giz - e não as evocações à história da arte -, que instituem a situação e as próprias condições de aparecimento.

Em formalizações claras e decididas - boa parte a envolver junção, empilhamento ou encaixe -, os dois trabalhos internalizam problemas relativos a valores de uso e de troca, monetários e simbólicos, fatores que contribuem para a definição, nas esferas pública e privada, do estatuto da arte e das matérias com que lidam. Estas e aquela, a arte e suas matérias, são pensadas por Alexandre e Débora como detentores de significação socioeconômica e cultural, considerando aí o lugar distintivo que ocupam e a função que cumprem no interior dos sistemas por que circulam - nos quais são classificados como conhecimento e negócio, objetos especiais ou triviais, nobres ou banais, coloquiais ou cultos, de bom ou mau gosto, autorais ou anônimos, manufaturados ou industriais, de acordo com esta ou aquela linhagem, com esta ou aquela filiação artística, marcados sempre por sinais de classe. Embora não "tematizem", as produções deixam entrever o que, nestes circuitos, são aspirações baratas de consumo, presunções "literárias" de repertório erudito, o kitsch, os protocolos de sofisticação etc. Tanto que as aproximações com experiências rotineiras de Alexandre da Cunha e de Débora Bolsoni ocorrem por meio de enganos, desvios, ambiguidades e contradições, por despistes aos regimentos e hábitos da cultura oficial em que estão inseridos. Há, de fato, um sentido ao mesmo tempo agregador e combativo nesses trabalhos, ambos em contínuo exame sobre as respectivas possibilidades de se instalar entre os demais acontecimentos do mundo. Sem perder de vista que, no perigo, é o dublê quem assume os riscos.

José Augusto Ribeiro, Curador de Artes Visuais do CCSP

 

 

Hoje no CCSP
Para conferir a programação
diária do CCSP, clique aqui

Programações anteriores


CCSP Web

email
twitter
flickr
youtube
blip.fm
vimeo
facebook
delicious
lastfm

Rede sem fio
Clique aqui e faça o cadastro para utilizar a rede wireless do CCSP

Mailing
Quer receber destaques do Centro Cultural por email? Clique aqui.


Associação Amigos do Centro Cultural São Paulo

Associação Amigos do Centro Cultural São Paulo

 


Parceiros
Conheça os parceiros do CCSP

Plugins

flashadobe

Melhor visualização
1024 por 768 pixels.

 Rua Vergueiro 1000 - CEP 01504-000 telefone 3397 4002 Paraíso São Paulo - SP