conteúdo menu principal menu lateral     
 Centro Cultural São Paulo  
   
 
 

Programação
Cinema
Dança
Educativo
Exposições
Infanto-juvenil
Literatura e Poesia
Música erudita
Música popular
Oficinas e cursos
Palestras e debates
Programação especial
Teatro

Sala de imprensa

Editais

Visitas
Como chegar
Abre e fecha 2012
Política de preços
Serviços

Conteúdo On-line
Arquivo Saiba Mais
Exposições On-line
Hotsites
Publicações On-line
Web rádio e TV

Bibliotecas
Sergio Milliet
Alfredo Volpi
Louis Braille
Gibiteca Henfil
Sala de Leitura
infanto-juvenil

Acervo e Conservação
Arquivo Multimeios
Coleção de Arte da Cidade
Discoteca Oneyda Alvarenga
Missão de Pesq. Folclóricas
Conservação e restauro

Centro Cultural
O que é o Centro Cultural
Histórico
Organização
Parcerias
Plantas
Revitalização dos espaços
Fale conosco
Fotos
Ficha técnica do site

 


Entrevista com Ricardo Resende

entrevista: Marcia Dutra
edição: Vinícius Máximo

Ricardo Resende novo diretor do Centro Cultural São Paulo
Foto: Sônia Parma

Ricardo Resende é o novo diretor do Centro Cultural São Paulo. Convidado pelo secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, para a direção-geral da instituição, ele assume o cargo após passagens pelo MAC-USP, MAM-SP e Funarte.

Nascido em Guaranésia, cidade do interior de Minas Gerais, em 1962, Resende cresceu em Mococa, no interior paulista. Mudou-se para a cidade de São Paulo em 1982 com a intenção de cursar Arquitetura. Não chegou a completar o curso de Arquitetura e fez Artes plásticas na FAAP. É mestre em História da Arte pela USP.

Fale um pouco sobre a sua relação com o Centro Cultural São Paulo.

Tenho uma relação antiga com ele. Cheguei a São Paulo em 1982 com a intenção de fazer faculdade de Arquitetura. O primeiro lugar da cidade que visitei foi o Centro Cultural São Paulo, recém-inaugurado naquela época. Assisti a uma sessão de cinema à noite. Tudo me impressionou muito, principalmente a iluminação. Depois de 28 anos, é muito gratificante chegar à posição de diretor do Centro Cultural São Paulo, que eu considero um espaço importantíssimo na cidade. A partir de uma determinada idade, começamos a assumir posições de muita responsabilidade. A idade e a prática adquirida são fatores importantes. Você só adquire conhecimento com o tempo, não existe formação imediata. Acho que é por aí esta minha chegada ao cargo, pelos anos de bagagem.

Você acha que, mesmo passados 28 anos da inauguração do Centro Cultural São Paulo e da sua chegada à cidade, este espaço ainda causa o mesmo impacto na juventude? E o quanto isso te desafia como diretor?

Retornando hoje para dirigir este espaço, percebo que o perfil do público do CCSP é sempre o mesmo, o que envelhece é só o prédio. Para mim, o grande desafio é dar continuidade ao trabalho bem-sucedido que o Calil [Carlos Augusto Calil, atual secretário municipal de Cultura e diretor do CCSP de 2001 a 2005] e o Martin [Grossmann, diretor do CCSP de 2006 a maio de 2010] desenvolveram nos últimos anos, colocando a instituição como referência no município, no estado, no país e no mundo.
O objetivo não é buscar o maior número de visitantes ou de eventos por mês, e sim a eficiência e excelência no nosso trabalho com o público. É preciso priorizar as ações culturais e os eventos também de forma didática, pensando que o Centro Cultural São Paulo é um espaço de qualificação, de formação cultural e, portanto, de educação. A nossa responsabilidade não é só apresentar o espetáculo pura e simplesmente. Temos que transformar, "usar" os nossos eventos, exposições e shows como instrumentos de educação e formação de plateia.

Ricardo Resende novo diretor do Centro Cultural São Paulo
Foto: Sônia Parma

Conte sobre as suas experiências profissionais anteriores.

Todas as experiências profissionais que eu tive até hoje foram importantes, desde o meu estágio, em 1986, no MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo), que considero a minha escola, onde pude aplicar o que eu havia adquirido no meu curso universitário. O que mais me emocionou na minha passagem por lá foi o dia em que tive a chance única e reservada a poucos de pegar uma Tarsila do Amaral nas mãos. Como assistente de produção de uma exposição, busquei na reserva técnica o quadro A negra. Fui contratado depois e passei sete anos como produtor de exposições e arte educador. Em 1994, fui para o MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Naquela época, era um museu com apenas duas pessoas na curadoria. Fazia a produção e a montagem das exposições e implementei o serviço educativo. O MAM-SP foi um grande aprendizado. Passei a ser assistente de curadoria de Tadeu Chiarelli [atual diretor do MAC-USP], que também me orientou no mestrado em História da Arte que fiz na USP. Na gestão de Ivo Mesquita [atual curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo], cheguei a curador do museu e tive a oportunidade de experimentar as várias áreas da museologia. Em seguida, participei de um edital inédito no país para os interessados em dirigir o Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Meu perfil foi escolhido por um conselho curador do museu e fiquei lá durante dois anos. Conseguimos construir a reserva técnica da instituição e procuramos qualificar os funcionários e formar um acervo. Em 2009, fui para a Funarte (Fundação Nacional das Artes), convidado por Sérgio Mamberti, presidente da instituição, para dirigir o Centro de Artes Visuais. No período em que fiquei na Funarte, buscamos superar uma grande distorção que existia internamente em relação à verba destinada às diferentes linguagens. Saindo da Funarte, onde a situação está mais equilibrada hoje, e vindo para cá, acho que trago uma experiência muito grande em administrar a precariedade, muito característica da maioria de nossas instituições. Infelizmente, no nosso país, as instituições culturais sempre estiveram em situações bastante delicadas. Mas acredito que o CCSP tenha as condições totais para superar isso. Temos público e uma equipe de funcionários que me parece bastante coesa, eficiente e disposta a trabalhar.

De acordo com matéria publicada pelo Estadão, você cogitou que fosse criado um espaço museológico no CCSP. O que seria tornar o Centro Cultural São Paulo um espaço museológico? Esse é o seu principal plano para a instituição?

Não, o principal plano é dar continuidade ao trabalho que já vem funcionando: os eventos, exposições, shows, a biblioteca, etc. O que temos pela frente é potencializar. Existe por trás disso, obviamente, uma infraestrutura necessária que precisa ser recuperada ou construída. Quando o Calil me convidou para a direção-geral, ele me fez algumas colocações. A minha responsabilidade é dobrada, pois não estou apenas fazendo uma gestão pura e simplesmente. Tenho também o compromisso de comemorar os 30 anos desta instituição em 2012, e o CCSP tem que estar bem, inteiro, funcionando de forma eficiente. Isso requer a reforma dos teatros, que é uma prioridade, a construção da reserva técnica para que possamos juntar todos os acervos em um local em que haja condições de conservação, preservação e facilitação ideal do trabalho dos funcionários que cuidam deles. O secretário também ressaltou a necessidade de valorizar todos esses acervos, que fazem parte do coração do CCSP, e mostrá-los ao público para que ele saiba de sua existência. Quando digo espaço museológico, me refiro a uma coisa mais ampla, a um espaço que tenha condições ideais de preservação, conservação e apresentação dos acervos, voltado não apenas às artes visuais. O CCSP trabalha e expõe vários tipos de linguagens. Temos então que pensar sempre em espaços multidisciplinares, de confluência das linguagens.

Faz parte dos seus planos criar condições para que as obras da Coleção de Arte da Cidade, que está sob os cuidados do CCSP, possam ser expostas e mostradas para o público?

Sim, a proposta é tirar a coleção da reserva técnica e mostrar para o público. Acho que é uma obrigação de uma instituição como esta fazer com que o acervo circule, levando-o para outros espaços da cidade e, assim, ampliando nosso público. O acervo que está aqui é de interesse nacional. Como detentores desse acervo, temos a obrigação de mostrar, de dar acesso a ele, não somente a pesquisadores, mas ao público em geral, além de buscar os mecanismos para que ele circule também fora do prédio. É um trabalho desafiador, mas é de desafios que nós vivemos. Uma vida sem desafios está fadada à conformidade e mesmice.

Sua área é artes plásticas. De que maneira você como diretor geral vai trabalhar com todas as outras áreas?

Hoje, mesmo a nomenclatura mudou de artes plásticas para artes visuais, porque as artes plásticas se "contaminaram" com outras linguagens. As artes visuais são um campo da arte, o mais abrangente de todos, porque "contamina" e é "contaminado" por outras linguagens, como o teatro, a dança, o circo, a música. Elas estão presentes em tudo, confluem com outras áreas, que também se complementam.
Quando fui convidado para a direção-geral do CCSP, me senti inseguro e pensei: "não conheço teatro nem música, suficientemente talvez, para o cargo". Mas talvez não seja tão importante isso. Na verdade, o importante é ter bons curadores e funcionários que me ajudem a suprir esta minha deficiência e conhecer mais todas as linguagens. Meu trabalho é de maestro no sentido de orientar na busca que vamos desenvolver em comum: um centro cultural dinâmico que tem o público e os artistas como centro. O que queremos ser? Que público queremos atingir? São essas perguntas que nós temos que nos fazer, buscando as respostas no próprio público.

voltar ao topo

 

Hoje no CCSP
Para conferir a programação
diária do CCSP, clique aqui

Programações anteriores


CCSP Web

email
twitter
flickr
youtube
blip.fm
vimeo
facebook
delicious
lastfm

Rede sem fio
Clique aqui e faça o cadastro para utilizar a rede wireless do CCSP

Mailing
Quer receber destaques do Centro Cultural por email? Clique aqui.


Associação Amigos do Centro Cultural São Paulo

Associação Amigos do Centro Cultural São Paulo

 


Parceiros
Conheça os parceiros do CCSP

Plugins

flashadobe

Melhor visualização
1024 por 768 pixels.

  Rua Vergueiro 1000 - CEP 01504-000 telefone 3397 4002 Paraíso São Paulo - SP