| de 18/9 a 1º/11 O
fantástico reparador de feridas grupo:
Cia. Ludens - texto: Brian Friel - direção: Domingos Nunes - elenco:
Mariana Muniz, Rubens Caribé e Walter Breda Drama. Uma trupe bastante
incomum viaja pelo Reino Unido e pela Irlanda apresentando um número que
se situa sobre uma representação teatral e um culto religioso de
cunho sobrenatural. (100min, 14 anos) - sextas e sábados, às 21h;
domingos às 20h - R$15,00 (a bilheteria será aberta com duas horas
de antecedência)- preço popular: dia 25/9 (R$2,30) - Sala Paulo Emilio
Salles Gomes (100 lugares) Sobre
a peça 
Frank
é um homem que vive atormentado por possuir um dom sobre o qual não
tem nenhum controle e tenta aplacar seus questionamentos com uísque. Sua
mulher, Grace, advogada e filha de um juiz aristocrata, tenta justificar seu estado
mental. Teddy, empresário de artistas exóticos e decadentes, transita
entre a frieza profissional, a admiração por Frank e uma possível
paixão por Grace. Os três tentam sobreviver cobrando ingressos de
inválidos em apresentações das quais podem sair curados.
A produção dramatúrgica
do escritor irlandês Brian Friel é caracterizada pelo seu esforço
em discutir por meio do teatro as diversas formas de representação
da linguagem e suas convenções. O autor experimenta as possibilidades
desta representação sob diversos ângulos: partituras, cartas,
livros e jornais e atinge a sua maturidade com Filadélfia, lá vou
eu!, de 1964, um texto em quase tudo realista, não fosse pelo desdobramento
em dois da personagem central, sua obsessão por uma carta da Revolução
Francesa, a música da década de 20 e do compositor alemão
Felix Mendelssohn. Em Dançando em Lúnassa, inspirado no naturalismo
de Anton Tchekhov e embalado pela música dos anos 30, Friel investiga as
possibilidades de representação da memória. Em
O Fantástico Reparador de Feridas, o dramaturgo constrói sua narrativa
baseada na metalinguagem. A ousadia do dramaturgo com este experimento, a temática
abordada e a proposta estética sugerida pelo próprio texto são
elementos que fazem desta peça um dos momentos mais criativos na trajetória
artística de Friel. Construído sobre a estrutura de quatro monólogos,
o texto questiona a precisão e a veracidade da linguagem articulada, distorcida
pelas memórias, sentimentos e interesses. Cada uma das personagens narra
suas experiências com o intuito de convencer os espectadores e a si próprias
de que aquele ponto de vista é o que mais se aproxima do que realmente
aconteceu. Sobre
o autor Brian Friel nasceu no dia 19 de
janeiro de 1929 em Omagh, Irlanda do Norte. Foi professor de inglês em uma
escola primária e começou escrevendo peças para o rádio.
No teatro, alcançou seu primeiro sucesso internacional em 1964, com Philadelphia,
Here I Come! (Filadélfia, lá vou eu!). Antes de começar a
escrever para o teatro, Friel atuou em outros gêneros e, em 1966, escreveu
um livro de estórias curtas, The Gold in The Sea (1966). Suas
peças mais celebradas desde Filadélfia, lá vou eu! são:
Lovers (1967); The freedom of the city (1974); Aristrocrats e Faith healer (1979);
Translations (1980); Making history (1988); Dancing at Lughnasa (1990); Wonderful
Tennessee (1993); Molly Sweeney (1996); Give your answer, do! (1997) e Performances
(2005). Em 2006, Friel revisita a estética e a temática utilizadas
em Translations e escreve The home place. A identificação do autor
com a literatura e dramaturgia russas resultou em adaptações de
textos provenientes daquele país. Ele reescreveu para o teatro Three sisters
(1981) e Uncle Vanya (1998), de Anton Tchekhov; e Fathers and sons (1987), de
Ivan Turgenev. Em 2008 Friel reescreveu Hedda Gabler, do norueguês Henrik
Ibsen e a peça estreou no Gate Theatre, em Dublin, em outubro. Friel
foi senador no período de 1987 a 1989, recebeu recentemente o título
de Cidadão Honorário pela University City of Dublin. É um
dos membros da Academia Americana de Artes e um dos Amigos da Sociedade Real de
Literatura. Mais
sobre a Cia. Ludens 
Desde
a sua fundação, em 2002, a Cia Ludens dedica-se à dramaturgia
irlandesa e sua conexão com a realidade social e política do Brasil
contemporâneo. Assim, a Cia realiza a montagem de textos de dramaturgos
irlandeses e promove Ciclos de Leituras, como forma de abrir ao público
seu processo de pesquisa. Os seis primeiros anos de pesquisa resultaram em quatro
montagens: Dançando em Lúnassa (1999), escrita por Brian Friel,
encenada em 2004; Pedras nos bolsos (2000), de Marie Jones, em 2006; Idiota no
país dos absurdos (1935), de Bernard Shaw, em 2008, e O fantástico
reparador de feridas (1979), também de Friel, produzida em 2009. A
Cia. também realizou dois Ciclos de Leituras (Teatro Irlandês do
Século XX, em 2004, no Auditório da Cultura Inglesa de Higienópolis
e Teatro Irlandês do Século XXI - A Geração Pós-Beckett,
em 2006, no SESC Avenida Paulista). A intenção é divulgar
o trabalho de pesquisa do grupo para a montagem das peças, abrindo ao debate
os processos investigativos. O terceiro ciclo, Bernard Shaw no Século XXI,
foi contemplado com um dos prêmios concedidos pela Secretaria Estadual de
Cultura e será realizado ainda neste ano de 2009. Para este ciclo foram
selecionados Quatro Textos Curtos de Bernard Shaw, inéditos em português
e traduzidos por Domingos Nunez, diretor artístico da Cia. A direção
da leitura destes textos, além de Nunez, ficará a cargo dos diretores
convidados Márcio Aurélio, Maria Thaís e Yara de Novaes. Ficha
técnica
Autor Brian Friel Tradução
e direção Domingos Nunez Colaboração
em português Julio Cesar Pompeo Cenografia Cia
Ludens Figurinos Chico Cardoso Iluminação Aline
Santini Trilha sonora original e operação
de som Ricardo Severo Fotos Rodrigo
Hypolitho Programação visual
Hiro Okita Filmagem Ralph Friedericks Operação
de luz Catarina Romitelli Direção
de produção Julio Cesar Pompeo Elenco
Walter Breda (Frank) Mariana Muniz (Grace) Rubens Caribé (Teddy) Voltar
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