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dias 4, 18, e 28/6
quinta
Concerto ao meio-dia
no CCSP
12h30 O impressionismo francês
com: Miroslav Georgiev (piano)
- músicos convidados: Adriano Pinheiro (tenor) e Yuriy Rakevich
(violino)
Renomado pianista búlgaro realiza pequena temporada com músicos
convidados para apresentar obras do Impressionismo, destacando composições
de Debussy e Ravel.
Entrada franca (não há necessidade de retirar ingressos)
Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)
A série de apresentações
ministradas pelo pianista Miroslav Georgiev contará com um repertório
composto por Reynaldo Hahn, Gabriel Fauré e Claude Debussy, músicos
que faziam parte do movimento impressionista. Essa vertente artística,
surgida no século XIX, teve suas criações de maior
destaque na área da pintura, com grandes nomes como Claude Monet
e August Renoir, na literatura, misturando-se ao movimento simbolista,
com os poetas Charles Baudelaire, Stéphane Mallarmé, Arthur
Rimbaud e Paul Verlaine, e na música, com os compositores Claude
Debussy e Maurice Ravel.
Os músicos começaram
a se inspirar em conceitos da arte impressionista por volta de 1890,
na França. Seguindo a influência simbolista, movimento
muito relacionado à literatura daquela época, os compositores
buscavam descrever imagens, tanto que várias obras receberam
nomes relacionados a paisagens, como Reflexos na água,
de Debussy.
A música impressionista
rege o abandono da música tonal. Isto significa que as composições
não seriam mais estruturadas conforme a eleição
de uma das doze notas da escala (sete básicas e as restantes
semitons). A novidade estava na sustentação a partir de
escalas modais, que eram compostas de acordo com recombinações
de conjuntos de notas escolhidas. Esta se tornaria a base das melodias
impressionistas que, além de tudo, acabariam sendo influenciadas
por técnicas orientais, pela música popular européia
e por elementos medievais.
O fim do movimento impressionista
na música foi marcado com Prelúdio para a tarde de
um Fauno, composta por Debussy. Esta obra busca ilustrar um poema
do poeta simbolista Stéphane Maallarmé.
Claude Debussy

Claude Debussy ao piano no verão
de 1893, na casa de campo de Luzancy (do seu amigo Ernest Chausson)
Considerado o pai da música
moderna, foi a principal influência do movimento impressionista
na música. Suas atitudes reivindicadoras proporcionaram uma mudança
no gosto público que, ao se libertar dos tratados de harmonia
e composição, começaram a apreciar a música
conforme ela chegava aos seus ouvidos.
O francês criou
um sistema de acordes isolados, libertando-se da dureza e frieza que
regia a tradição musical quanto à harmonia. Os
acordes de Debussy tentam remeter às mesmas pinceladas que Monet
e outros pintores impressionistas aplicavam sobre telas. Devido a esse
trabalho, o músico foi aclamado como impressionista.
Debussy também
trilhou caminhos pela música oriental, adotando vários
de seus conceitos. O resultado disso foi a inovação das
escalas de tons inteiros e as escalas pentatônicas. O instrumentista
também teve contato com gêneros americanos, tomando base
no jazz americano e na música negra. Debussy compôs peças
que se mantêm valorosas pelo repertório da música
orquestral, de câmara e na ópera (em Pelléas
et Mélisande, ele reitera a rejeição ao formalismo
e à linearidade).
Ouça a música Quand j'ai
ouy le tambourin, de Claude Debussy.
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Reynaldo Hahn
Nascido
em 1875, Caracas, na Venezuela, foi para a França aos três
anos. Com onze, foi admitido no Conservatório de Paris e compôs
suas primeiras obras com 14. Hahn trabalhou como diretor de orquestra
no cassino de Cannes, na Ópera de Paris. Também foi crítico
do Fígaro e intérprete de Mozart. Na direção,
fez parte do espetáculo Don Giovanni, em Salzburgo. O latino-americano
musicista morreu na França, em 1947. Ao lado, foto de Reynaldo
Hahn pelo fotógrafo francês Félix Nadar.
Seu repertório é
composto por óperas como Le marchand de Venise, bailados
(Lê bal da Béatrice d'este e La fête chez
Thérese), além de várias operetas, tais quais
a conhecida Ciboulette. Também se encontram composições
de músicas de cenas, comédias musicais (para Mozart, de
Sacha Guiltry), músicas de câmara, peças para piano
e mais outras canções que ele mesmo interpretava ao tocar
piano.
Gabriel Urbain Fauré
Francês,
nascido em Pamiers, 1845, o artista foi aluno, na escola Niedermever,
de Camille Saint-Saëns, quem, posteriormente, tornou-se uma de
suas principais influências. Em 1866, Fauré começou
a tocar órgão na igreja de Saint-Sauver, em Rennes, para
depois ir à igreja Madeleine, em Paris.
Trinta anos após ter sido
organista, Fauré foi nomeado professor de composição
pelo Conservatório de Paris. Mais tarde, em 1905, tornou-se diretor
do Conservatório e permaneceu no cargo por quinze anos. Durante
essa época, foi professor de Ravel, Aubert, Koechlin, Dukas e
Schmitt. Ao lado, retrato de Gabriel Fauré pelo pintor italiano
John Singer Sargent.
Foi com Debussy e um de seus alunos,
Ravel, que Fauré dominou as técnicas modernas da música
francesa. Exímio compositor de música de câmara
e bastante exigente quanto à forma, Fauré conseguiu reunir
as novidades em seus trabalhos e fez surgir melodias amplas e flexíveis.
Em lieder (forma poética
que aborda temas pastorais), o músico francês ressaltou
o intimismo e o recolhimento, a discrição e a serenidade.
Nessas obras, Fauré deu maior preferência, realmente, à
música de câmara e gêneros banidos pelos operistas.
Destacam-se os ciclos A boa canção (1891-1892), em que
se destacam nove melodias inspiradas em obras de Paul Verlaine, Canção
de Eva (1907-1910) e O jardim fechado (1915-1918), em que se encontram
versos de Charles van Lerbeghe.
No formato de missa, seu maior
trabalho foi no Réquiem Op. 48. Diferente de outras obras do
gênero, Fauré quis pacificar o dies irae e amansou o in
paradisum. Na música de câmara, gênero de destaque
do compositor, compôs dois quintetos para piano e duas sonatas
para piano e violino, além de duas sonatas para piano e violoncelo.
Ouça a música Pièce
for Oboe and Harp, composta por Gabriel Fauré. Arranjos para
fagote, tocado por Kathleen Walsh, e piano, por Amy Crane.
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Veja também:
O violinista Winston Ramalho e
o pianista Paulo Gori fazem concerto no dia 21/6, com três Sonatas
francesas para violino e piano, com obras de Fauré, Debussy e
Ravel. Saiba
mais...
http://www.concerto.com.br/agenda.asp?d=11&m=6&a=2009&tipo=s
http://www.angelfire.com/pa/genesis4/impressionismo.html
http://www.artesbr.hpg.ig.com.br/Educacao/11/interna_hpg3.html
http://www.classicos.hpg.ig.com.br/hahn.htm
http://www.classicos.hpg.ig.com.br/faure.htm
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