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Vertentes do Filme Policial Brasileiro
de 30/6 a 5/7
Entrada franca (retirar ingressos com
uma hora antes de cada sessão)
Idade recomendada: 16 anos
Sala Lima Barreto (100 lugares)
Agradecimentos: Beto Brant, David Cardoso,
Francisco Cavalcanti, Helena Ignez, José Joffily, Juan Bajon,
Simone Elias e Vani Fátima
Apoio: Cinemateca Brasileira, Coevos
Filmes, Drama Fillmes, Mercúrio, Platéia Filmes
A mostra aborda o gênero policial
dentro do panorama do Cinema Brasileiro, exibindo desde filmes clássicos
como Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, até
produções de rotina feitas na Boca do Lixo paulistana
ou na cidade do Rio de Janeiro, com orçamentos de baixíssimo
custo.
(Os filmes serão apresentados
em suporte DVD e 35mm)

Cena do filme Amei um bicheiro (1952)
As pioneiras
O gênero policial chegou tardiamente ao Cinema Brasileiro. Apenas
na década de 1950, apareceram os primeiros filmes de que se tem
notícia. O primeiro deles foi Dominó negro (1950),
com direção Moacyr Fenelon e produção da
Flama Filmes. Nessa época, uma das principais produtoras, a Atlântida,
lançou Maior que o ódio (1950), de José
Carlos Burle, e Amei Um bicheiro (1952), de Jorge Ileli e Paulo
Vanderley. Este último transformou-se num clássico. Também
a Vera Cruz, com Veneno (1952), de Gianni Pons, e Na senda
do crime (1953), de Flamínio Bollini Cerri, sendo ambos diretores
italianos de nascimento. Outro italiano visitante, Gino Tálamo,
com passagem por estúdio paulista, no caso da Multifilmes, em
sua chegada ao Brasil, dirigiu uma produção independente
no Rio de Janeiro, o policial Echarpe de seda (1950). As outras
fitas ocasionais dessa época também foram iniciativas
de produtores independentes. No apagar das luzes da década de
1950, um diretor de nome, Watson Macedo dirigiu a trama de Maria
38 (1959) e mais tarde filmou novo policial, Um morto ao telefone
(1962). Um discípulo de Macedo, Roberto Farias, dirigiu o seu
primeiro policial, Cidade ameaçada (1959).
As modernas
Na década de 1960, com aparecimento da Nouvelle Vague e de vários
Cinemas Novos, o gênero ganhou uma agilidade nas suas narrativas
com jovens diretores como Roberto Farias, com Assalto ao trem pagador
(1962), e Rogério Sganzerla, com Bandido da luz vermelha
(1968). O galã Hélio Souto enveredou pelo gênero
quando dirigiu seu único longa-metragem, Conceição
(1960). Realizou um trabalho digno e com características de filme
B, o que hoje é conhecido como baixo orçamento. Na cidade
de Salvador (Bahia), Roberto Pires realizou Tocaia no asfalto
(1962). Em seguida, Pires fez novos policiais, Crime do Sacopã
(1963) e Máscara da Traição (1968). Dentro
de uma proposta mais autoral de cinema, o diretor Miguel Borges filmou
Perpétuo contra o esquadrão da morte (1967) e mais
tarde conquistaria grande êxito de bilheteria com O caso claudia
(1978). As produções de maior apelo popular apresentaram
bons filmes e uma obra excepcional, Massacre no supermercado
(1968), de J. B. Tanko. Os atores-produtores e também diretores
Jece Valadão e Adolpho Chadler tornaram-se adeptos do gênero.
Assim como foram feitas algumas coproduções internacionais,
algumas delas contaram com direção de cineastas estrangeiros
de pouca expressão. Os diretores Ary Fernandes e Victor Lima
fariam para TV, respectivamente, os seriados O vigilante rodoviário
e Cidade alerta, 22-2000, mais tarde lançados nos cinemas
em versão longa-metragem.
Na década de 1970, a produção
nacional passou a ser filmada em cores e conheceu significativo aumento
da produção de policiais. Novo centro de produção
de fitas populares, a Boca do Lixo paulistana teve nos astros produtores
e diretores David Cardoso e Tony Vieira outros adeptos do gênero.
Assim como realizadores mais inspirados como Ozualdo Candeias, com Caçada
sangrenta (1973), e Fauzi Mansur, com Noite das fêmeas
(1976), exercitariam-se também no gênero. Foram fitas policiais
como Lúcio Flavio, o Passageiro da agonia (1977) e Pixote,
a lei do Mais fraco (1980), que revelaram o realizador Hector Babenco,
o qual mais tarde faria carreira internacional. Com a queda de público
da fita popular e consequente fechamento de muitas salas, em alguns
casos uma sala foi transformada em duas ou mais. A fita de gênero
perdeu espaço a partir dos anos 1980, sendo raríssimos
os policiais nessa época.
Um dos realizadores filiado ao gênero
foi Beto Brant, que filmou Os matadores (1997), Cão
entre amigos (1998) e O invasor (2002). Outro cineasta revelação
foi Marcelo Taranto, com Hora marcada (2000).
Luiz Felipe Miranda
Curadoria de Audiovisual do CCSP
curadoria de audiovisual do
ccsp arnaldo fernandes junior e luiz felipe miranda arte gráfica
adriane bertini agradecimentos beto brant, david cardoso,
francisco cavalcanti, helena ignez, josé joffily, juan bajon,
simone elias e vani fátima apoio cinemateca brasileira, coevos
filmes, drama fillmes, mercúrio e platéia filmes
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