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Oneyda Alvarenga (1911 - 1984)
Na pequena cidade mineira de Varginha,
nasceu, em 6/12/1911, a musicista, etnógrafa e folclorista Oneyda
Paoliello de Alvarenga. Quando adulta, Oneyda pediu a seus pais que
a deixassem se mudar para São Paulo, visando à continuação
de seus estudos. Na época, era raro deixar a filha sair de casa
antes do casamento e ir morar na chamada cidade grande. Mas, seus pais
quebraram esse paradigma e autorizaram Oneyda a ir para São Paulo
estudar música quando ela tinha 19 anos.
Sensível e criativa, Oneyda despontou
para a arte desde jovem. Em 1937, ganhou o primeiro prêmio do
curso de etnografia e folclore da Prefeitura de São Paulo com
o trabalho O cateretê do sul de Minas Gerais. Um ano depois,
lançou seu primeiro livro de poemas, A menina boba.
Decididos a investir no talento da filha,
os pais determinaram que a jovem estudaria em uma das principais escolas
de música de seu tempo, o Conservatório Dramático
e Musical de São Paulo. Além disso, Oneyda deveria estudar
com um dos melhores professores de piano: Mário de Andrade, com
quem também teve aulas de estética e história da
música. Embora tenha conhecido o artista somente em 1931, o nome
do grande mestre já ecoava no país desde 1922, em virtude
da repercussão que teve a Semana de Arte Moderna.
A influência de Mário de
Andrade foi decisiva para a formação cultural e orientação
vocacional de Oneyda Alvarenga e ela foi a principal assessora nos empreendimentos
do mestre. De imediato, travou-se mais do que uma relação
de professor-aluna. Construiu-se uma amizade baseada em cumplicidade,
comprometimento e profissionalismo. Oneyda e Mário se corresponderam
intensamente entre 1932 e 1940. Quando ele faleceu, em 1945, Oneyda
assumiu o compromisso de reunir, compilar, sistematizar e publicar parte
de sua obra, encargo que o amigo confiou-lhe em sua carta-testamento.
Essa tarefa foi uma das mais importantes experiências profissionais
para Oneyda. Ela dedicou grande parte de seu tempo ao Acervo da Missão
de Pesquisas Folclóricas, com a catalogação dos
objetos, registro sonoro e as publicações das séries
Registro Sonoro do Folclore Musical Brasileiro e o Catálogo Ilustrado
do Museu Folclórico.
Oneyda Alvarenga foi a primeira diretora
da Discoteca Pública Municipal da Prefeitura de São Paulo,
criada pelo seu mestre Mário de Andrade, que na época
era diretor do Departamento de Cultura. Oneyda permaneceu no cargo de
1935 até sua aposentaria, em 1968. Faleceu em São Paulo,
em fevereiro de 1984.
Veja também:
Saiba mais sobre Oneyda Alvarenga
na
Coleção
Cadernos de Pesquisa - Tributos Música Brasileira (arquivo
no formato.pdf)
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