CCSP WEB

  • 1º Encontro Internacional de Discotecas 1º Encontro Internacional de Discotecas O encontro encerra as comemorações dos 80 anos da Discoteca Oneyda Alvarenga e contará com mesas de debate, workshop e roda de conversa com colecionadores de discos

 

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL - I Encontro Internacional de Discotecas

Workshop: Noções básicas de preservação e digitalização de discos analógicos

dias 13 e 14/7 - quarta e quinta - das 10h às 13h
O workshop terá ênfase em aspectos práticos e pretende fornecer um panorama introdutório sobre a preservação e a digitalização de discos analógicos, incluindo a identificação dos suportes e os seus principais fatores de deterioração, além de questões técnicas envolvendo procedimentos de digitalização.

Sala de Ensaio 2 (20 vagas)
inscrições encerradas - A lista de selecionados será divulgada nesta página no dia 7/7.

selecionadosSelecionados: Alcides Campos Filho, Álvaro Henrique Ramos de Paula, Bruno Esslinger de Brito Costa, David Moore Forell Bevilacqua, Edson Marçal de Assis, Fabiano de Souza, Gabriel dos Santos Alcaide, Gilberto Inácio Gonçalves, Jackson Costa de Oliveira, Jefferson Luis Gonçalves da Motta, Jéssica Aparecida de Matos Barreto, Lilian Viana, Marcelo Tupinambá Leandro, Martin Loffredo Ney, Nirez, Rafael Benvindo Figueiredo Galante, Rubens de Oliveira Fernandes, Sarah Lorenzon Ferreira, Sérgio Duayer Hosken e Tadeu Moraes Taffarello

seta subir

 

Seminário

de 19 a 22/7
Encerrando as comemorações dos 80 anos da Discoteca Oneyda Alvarenga, o I Encontro Internacional de Discotecas, que acontece de 19 a 22 de julho na capital paulista, tem por objetivo reunir representantes de renomadas instituições de âmbito nacional e internacional que trabalham com acervos de música impressa, analógica, eletrônica e digital. A iniciativa deste evento partiu da Discoteca Oneyda Alvarenga/Centro Cultural São Paulo, em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros/Universidade de São Paulo, no intuito de se pensar a Discoteca do futuro. A aproximação destas duas entidades, embora com acervos numericamente diversos, alimenta e fomenta a discussão em torno dos registros documentais sonoros e impressos, e relembra as iniciativas do intelectual Mário de Andrade.

Idealizador da Discoteca Pública Municipal, atual Discoteca Oneyda Alvarenga, e detentor de vasta coleção pessoal (que hoje encontra-se aos cuidados do IEB), Mário de Andrade, quando diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, tinha como objetivo preservar a cultura e a música essencialmente brasileiras. Seus projetos idealizados ao lado de Oneyda Alvarenga, primeira diretora da Discoteca Pública Municipal, oferecem até hoje um rico material de pesquisa preservado no Acervo Histórico da Discoteca.

Com o passar dos seus 80 anos de existência, a antiga Discoteca Pública Municipal evoluiu e se adaptou ao mundo moderno. No entanto, discutir o papel das discotecas nesta primeira metade do século 21 e as possibilidades de interação e parceria com públicos e Centros de Documentação diversos é o principal foco deste Encontro.

A fim de se conhecerem melhor e de apresentarem seus acervos e especialidades, as instituições públicas e privadas participantes deste evento, assim como os profissionais da área, poderão discutir o contexto atual de suas atividades, compartilhando suas experiências e debatendo estratégias que podem ser desenvolvidas no sentido de oferecer um melhor trabalho de atendimento ao público frente às novas tecnologias.

Participam do Encontro: UCLA & Smithsonian Institution - Universidade da Califórnia, Serviço Oficial de Difusão, Radiotelevisão e Espetáculos (SODRE, Uruguay), Biblioteca Pública de Nova York, Biblioteca Nacional da França, Instituto Cultural Cravo Albin, Museu da Imagem e do Som/RJ, Instituto Moreira Salles, Discoteca da Rádio Gazeta, Fonoteca Nacional do México, Acervo de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional (BR), Latin American Music Center - Universidade de Indiana, Arquivo Nacional, Centro de Documentação e Informação da FUNARTE, Arquivo Nirez, Discoteca Pública Natho Henn, Biblioteca do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí, Instituto Memória Brasil, Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Biblioteca do Instituto de Artes (Fonoteca) da UNICAMP e Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).

O Encontro conta com as parcerias: Consulado da França, Consulado do México, Instituto de Estudos Brasileiros, Instituto Ricardo Brennand, SESC – Serviço Social do Comércio e Latin American Music Center - Universidade de Indiana.

Uma Roda de colecionadores de discos encerrará o evento, que contará com as participações de Zero Freitas, Miranda, Gilberto Inácio Gonçalves, entre outros.

Jéssica Barreto
coordenadora da Discoteca Oneyda Alvarenga

veja também Inscrições prorrogadas até 15/7, por meio do preenchimento de um formulário de inscrição. A lista de selecionados que se inscreveram até o dia 11/7 está disponível aqui. Os inscritos no período de 12 a 15/7 devem ligar para 3397-4070 para confirmação da inscrição.

veja também Clique aqui para acompanhar a transmissão ao vivo

dia 19/7 - terça

Sala Jardel Filho

das 9h às 9h30
Credenciamento

das 9h30 às 10h
Café com música

das 10h às 12h
Conferência inaugural com autoridades
Parabéns pelos 80 anos - e agora? O papel de acervos audiovisuais no mundo do século 21

com: Anthony Seeger, PhD (UCLA & Smithsonian Institution - EUA)
A Discoteca Oneyda Alvarenga do Muncípio de São Paulo faz 80 anos, um aniversário elogiável dada a instabilidade de acervos de materiais audiovisuais no mundo. Concebido por Mário de Andrade e cuidado ao longo dos anos por Oneyda Alvarenga, o arquivo guarda e preserva uma coleção impressionante de discos, partituras e gravações originais num espaço invejável. Mas a tecnologia e o público estão sempre mudando. Qual é o papel cultural, social e científico dos acervos de música hoje em dia? Quais são as opções para o futuro? Alicerçado na minha vivência e colaboração com fonotecas e o acervo de Smithsonian Folkways Recordings no Smithsonian Institution em Washington DC, este trabalho sugere uma variedade de opções para maximizar o uso, crescimento e melhoria das coleções hoje guardadas em acervos de difícil acesso ou de uso somente local.

Anthony Seeger - professor titular emérito na UCLA e diretor emérito do Smithsonian Folkways Recordings no Smithsonian Institution. Especialista na música das sociedades indígenas brasileiras, publicou três livros e mais de 120 trabalhos mais curtos sobre sociedades indígenas, música, arquivos, direitos autorais, etc. Foi diretor de três arquivos, presidente de organizações profissionais e professor no Museu Nacional/UFRJ, Indiana University, e UCLA.

das 12h às 14h
Almoço

Mesa 1: Discotecas Públicas
mediação: Flávia Toni

das 14h às 14h30
Discoteca Oneyda Alvarenga

com: Jéssica Barreto (coordenadora da Discoteca Oneyda Alvarenga)
Apresentação da Discoteca Oneyda Alvarenga, antiga Discoteca Pública Municipal de São Paulo, idealizada em 1935 pelo modernista Mário de Andrade e organizada e dirigida pela etnóloga e musicista Oneyda Alvarenga, que hoje dá nome ao espaço. Desde a sua fundação, a Discoteca Pública Municipal preocupou-se com a preservação da identidade musical do País, constituindo-se em um dos mais importantes acervos de música do Brasil e do mundo. Integrada atualmente ao Centro Cultural São Paulo e com 80 anos de existência, a Discoteca Oneyda Alvarenga busca novos paradigmas de gestão, serviços e produtos para oferecer um melhor atendimento ao público. Neste foco, uma de suas iniciativas foi de organizar o 1º Encontro Internacional de Discotecas.

Jéssica Barreto - organizadora do 1º Encontro Internacional de Discotecas, atua desde 2009 como coordenadora da Discoteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo. É graduada em Biblioteconomia – Informação e Gerência na Universidade Estadual de Londrina, e pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos pela Universidade de São Paulo.

das 14h30 às 15h30
O Museu da Palavra de SODRE e o resgate de uma extraordinária coleção de vozes e de conteúdos
com: Juan José (SODRE e sua Discoteca Nacional – Montevidéu, Uruguay)
A partir do trabalho de recuperação de vozes e conteúdos de um arquivo que está sendo processado no Museu neste momento e que consiste de cerca de 300 cassetes que pertenceram a Ruben Castillo, jornalista e apresentador de programas de rádio que difundia a cultura através da música, do teatro, do cinema, da política e dos meios de comunicação em geral, apresentamos nosso trabalho a partir do momento que esse serviço público foi criado, as suas origens, a sua relação com outros arquivos e coleções, bem como a sua relação estreita com a RadioDifusão, desde a sua criação por lei, deste serviço oficial.

Juan José - jornalista, professor, gerente do Museu da Palavra de SODRE, docente da disciplina Comunicações Radiofônicas na Faculdade de Comunicaçã e Desenho da Universidade ORT no periodo de 2014 a 2015. Jurado dos Prêmios Gaucho no período de 2010 a 2015, organizado pela Rádios AM e FM no interior do Uruguai. Docente na Escola de Jornalismo e Comunicação Social da Universidade do Trabalho do Uruguai e instrutor do Curso Intensivo de Capacitação de Comunicadores Radiofônicos: Comunicação para o Desenvolvimento na Fundação Friedrich Naumann na Alemanha.

das 15h30 às 15h45
Café

das 15h45 às 16h45
The New York Public Library for the Performing Arts: História, legado e diplomacia cultural
com: George Boziwick (Biblioteca Pública de Nova York – NY, EUA)
Esta apresentação fornecerá um panorama histórico da área de Performing Arts da Biblioteca Pública de Nova York, no Lincoln Center, com foco no legado de nossas conexões com a América Latina, iniciadas em 1930 e até hoje responsáveis pela sustentação de um vigoroso relacionamento cultural com o Brasil e outros países latino-americanos por meio do intercâmbio de ideias, músicas e materiais.

George Boziwick - está há 30 anos na Biblioteca Pública de Nova York e, desde 2006, é chefe da Divisão de Música. Nesse período, ajudou na aquisição de muitas coleções para a Biblioteca, incluindo as de compositores como Meredith Monk, David Amram e Leon Kirchner e do produtor musical George Avakian. Publicou artigos acadêmicos sobre uma variedade de tópicos e, mais recentemente, sobre Emily Dickinson e música. É também compositor, apresentador e gaitista.

veja também Perguntas somente poderão ser feitas por escrito

seta subir

 

dia 20/7 - quarta

Sala Jardel Filho

Mesa 2 – Conservação e difusão de acervos sonoros
mediação: Elaine Ignatti e Rita Daher

das 9h30 às 10h
Café com música

das 10h às 11h
Um século de arquivos sonoros na BNF: problemáticas de conservação e de difusão
com: Pascal Cordereix (Biblioteca Nacional da França – Paris, França)
Originário dos Arquivos da Palavra (1911), do Museu da Palavra e do Gesto (1928) e da Fonoteca Nacional (1938), proprietário da reserva técnica das edições fonográficas/videográficas e multimídia da França, o departamento de Audiovisual da Biblioteca da França tem um duplo desafio: de uma parte, perpetuar seus acervos; de outra, poder assegurar a consulta e a difusão a partir das mudanças tecnológicas sucessivas. Esta dupla questão encobre múltiplos problemas: a massa – mais de um milhão de documentos sonoros; a extrema diversidade dos suportes – do cilindro de cera do fim do século 19 aos arquivos numéricos; a natureza das origens – arquivos inéditos versus produtos editados, etc. Nossa intervenção apresentará os processos colocados em prática pelo Departamento de Audiovisual para tentar responder a esses desafios, em termos de conservação, de tratamento documental e de difusão.

Pascal Cordereix - conservador geral de bibliotecas, é responsavel pelo serviço de documentos sonoros do Departamento de Audiovisual da Biblioteca Nacional da França. Paralelamente à reserva técnica dos fonogramas, é encarregado dos fundos sonoros históricos dos Arquivos da Palavra, do Museu da Palavra e do Gesto, e da Fonoteca Nacional. É autor de vários artigos sobre a história desses acervos.

das 11h às 11h15
Perguntas

das 11h20 às 12h
Instituto Cultural Cravo Albin – acervo fonográfico
com: Tiago Portella (Instituto Cultural Cravo Albin – Rio de Janeiro, RJ)
O acervo fonográfico do Instituto Cultural Cravo Albin é composto de doações de variados suportes, desde cilindros Edison, passando por 78 rotações, extended e long plays, até os mais de 8000 discos laser catalogados. Atualmente são cerca de 25000 discos higienizados, catalogados e preservados e outros 20000 na reserva bruta do instituto que procede continuadamente a preservação e a catalogação de seu arquivo de discos. As mais recentes doações ocorreram em janeiro de 2016, quando o Museu do Rádio do Rio de Janeiro doou 4000 discos e a Sony Music, cerca de 2000 cds, incorporados imediatamente às outras coleções reunidas nos 15 anos de existência do ICCA. A primeira e mais volumosa coleção foi doada por seu fundador, Ricardo Cravo Albin, durante a fundação do instituto em 2001.

Tiago Portella - musicólogo e técnico no acervo do Instituto Cultural Cravo Albin. Doutorando em Musicologia – História e Documentação da Música Brasileira e Ibero-americana pela UFRJ. Mestre em Musicologia Histórica pela UFRJ com pesquisas na recuperação de partituras manuscritas e editadas nos séculos 19 e 20. Pesquisador, produtor fonográfico, arranjador, diretor musical, idealizador de projetos e concertos nacionais/internacionais.

das 12h às 14h
Almoço

das 14h às 14h30
Histórico e descrição das coleções que compõem o acervo de discos do Instituto Moreira Salles
com: Beatriz Paes Leme (Instituto Moreira Salles – RJ)
Procedimentos de conservação, catalogação e digitalização. Estabelecimento de prioridades e metas em curto prazo. Desafios e projetos futuros.

Beatriz Paes Leme - bacharel em Composição e mestre em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UniRio. Coordenadora de música do Instituto Moreira Salles, onde se dedica à conservação, à digitalização e à difusão de coleções de discos de 78 rotações, e também à pesquisa nos acervos de partituras de nomes seminais da música brasileira, tais como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. São frutos desse trabalho o website Ernesto Nazareth 150 anos e as publicações Pixinguinha na pauta (2010), Pixinguinha: inéditas e redescobertas (2012), Pixinguinha: outras pautas (2014) e O Carnaval de Pixinguinha (2014).

das 14h30 às 15h
MIS Rio de Janeiro: 50 anos de memória da cultura
com: Rosa Maria Barboza de Araújo (Museu da Imagem e do Som – Rio de Janeiro – RJ)
O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro/MIS foi inaugurado em 3 de setembro de 1965, como parte das comemorações do IV Centenário da cidade. A instituição lançou um gênero pioneiro de museu audiovisual, como centro de documentação de música e imagem, além de criar um polo cultural de vanguarda. O acervo do MIS é constituído de 30 coleções com cerca de 300 mil documentos, nos mais variados suportes, como fotografias, uma discoteca de quase 60 mil discos entre LPs, compactos e 78rpm, das diversas coleções, incluindo cerca de 18 mil discos da Rádio Nacional. O MIS criou o projeto Depoimentos para a Posteridade, ainda ativo, tendo hoje mais 1100 entrevistas. No próximo ano será inaugurada uma nova sede em Copacabana exibindo o acervo de forma moderna e interativa.

Rosa Maria Barboza de Araújo - doutora em História pela Universidade de Johns Hopkins, EUA. Mestra pela Universidade de Paris X-Nanterre. Autora dos livros O batismo do trabalho (Civilização Brasileira, 1982), A vocação do prazer: a cidade e a família no Rio de Janeiro republicano (Editora Rocco, 1993) e organizadora de O imperador das ideias: Gilberto Freyre em questão (Ed. Topbooks, 2001). Chefe do Setor de História (82-93) e diretora executiva (95-99) da Fundação Casa de Rui Barbosa do Ministério da Cultura. Pesquisadora do CPDOC, do IUPERJ, professora de História da PUC-RJ. Consultora da Fundação Roberto Marinho, da TV Globo, diretora da Universidade Candido Mendes e Coordenadora Cultural da Bienal do Livro do Rio de Janeiro (99-2007). Coautora dos musicais Sassaricando: E o Rio inventou a marchinha e É com esse que eu vou. Presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro desde 2007 até os dias atuais.

das 15h às 15h15
Perguntas

das 15h15 às 15h30
Café

das 15h30 às 16h10
Discoteca da Rádio Gazeta e evolução
com: Marcio de Paula (Discoteca da Rádio Gazeta – São Paulo - SP)
A discoteca da rádio Gazeta é o maior acervo cultural existente no Brasil em termos de emissora de rádio. Inaugurada em 1943, simultaneamente com a Gazeta AM 890, possui a história da música popular brasileira e internacional, traduzidas em mídias de 78 rotações, 10 polegadas, 12 polegadas (long-play), 7 polegadas (compacto simples e duplo) e cds. Possui, ainda, vinis em 16 polegadas – promocionais enviados pelos consulados e embaixadas de diversos países para divulgação de suas culturas, nas décadas de 1960 e 1970 – e discos de alumínio – jingles comerciais e pronunciamento de políticos famosos.

Marcio de Paula - profissional de rádio atuante há mais de 30 anos com especialização na área fonográfica, coordena projetos, ministrando palestras em Faculdades e Universidades. Desde 1989 coordena a Discoteca da Rádio Gazeta, apresentando-se em diversos programas de rádio e televisão. Como jornalista, participa de obras do meio artístico, livros e trabalhos de conclusão de curso. É produtor e apresentador do programa Discoteca Gazeta, pela rádio Gazeta AM 890.

das 16h10 às 16h30
Perguntas

seta subir

 

 

dia 21/7 - quinta

Sala Jardel Filho

Mesa 3: Herança do Som e música impressa: sua identidade nacional e memória
mediação: Jéssica Barreto e Bruno Esslinger de Britto Costa

das 9h30 às 10h
Café com música

das 10h às 11h15
Fonoteca Nacional on site, on Line
com: Francisco Javier Rivas (Fonoteca Nacional – Cidade do México, México)
Fundada em dezembro de 2008, após um longo período de preparação, a Fonoteca Nacional do México preserva em seus corredores mais de meio milhão de mídias e mais de 90 mil horas de patrimônio sonoro digitalizado, o que inclui não só a música dos mais diferentes gêneros e épocas, mas também vozes de personagens da cultura, da história, da política, da arte e da ciência. No entanto, entendemos que este valioso acervo deve ser difundido para alcançar a sua preservação. Ou seja, aquilo que é conhecido e difundido, portanto, se aprecia e se defende. Por isso foram projetadas diversas estratégias baseadas em tecnologias digitais para democratizar a herança que preserva a Fonoteca Nacional.

Francisco J. Rivas - pesquisador, artista sonoro, músico e gestor cultural, estudou comunicação audiovisual na Universidade do Claustro de Sor Juana, filosofia na Universidade Nacional Autônoma do México e música na Escola Autónoma da Música. Foi diretor artístico do Centro de Rádio, criando o CD. do México. Desde 2006, faz parte da equipe que fundou a Sound Archive Nacional do México.

das 11h15 às 12h15
Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Fundação Biblioteca Nacional: memória e patrimônio
com: Elizete Higino (Biblioteca Nacional - Acervo de Música e Arquivo Sonoro – Rio de Janeiro, RJ)
A Divisão de Música e Arquivo Sonoro foi criada pelo decreto 48.108, de 13 de abril de 1950, por iniciativa do então diretor e escritor Eugênio Gomes, a partir de fundos preciosos – notadamente, livros raros e partituras, extraídos da coleção geral da Biblioteca Nacional pela bibliotecária Mercedes Reis Pequeno (1921-2015), que chefiou a Divisão, desde sua abertura, em 1952, até 1990, quando se aposentou. Com mais de 250 mil títulos, é o maior centro de documentação musical da América Latina. Sua base principal foi formada pela Coleção Real Biblioteca trazida para o Rio de Janeiro pela corte portuguesa em 1808, com obras da Real Biblioteca, de Lisboa e da Biblioteca do Infantado, e abrange, dentre outros documentos, livros, partituras, libretos de óperas, livros litúrgicos, missais e tratados, a Coleção Thereza Christina Maria, doada por D. Pedro II, a coleção que pertenceu a Imperatriz Leopoldina, as primeiras edições de partituras de Mozart e Haydn.

Elizete Higino - chefe da Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Fundação Biblioteca Nacional. É bibliotecária graduada pela Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro, onde realizou também o curso de pós-graduação em Indexação da Informação. Bacharel em Música – Piano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Preservação de Bens Culturais e Projetos Sociais – CPDOC/Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, defendendo a dissertação Um século de tradição: a Banda de Música do Colégio Salesiano Santa Rosa (1888-1988). MBA em Gestão e Produção Cultural, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro.

das 12h15 às 13h30
Almoço

das 13h30 às 14h30
Descoberta do patrimônio e identidade nacional: reconstrução da diáspora panamericana através dos acervos do Latin American Music Center da Jacobs School of Music, University of Indiana
com: Emma Dederick (Latin American Music Center - Universidade de Indiana)
O Latin American Music Center (LAMC) é uma unidade de pesquisa e documentação da Jacobs School of Music da Universidade de Indiana, em Bloomington, Estados Unidos. Fundado em 1961 sob a direção do eminente compositor e acadêmico Juan Orrego-Salas e inicialmente financiado pela Rockfeller Foundation, o LAMC tinha como objetivos criar um arquivo musical que servisse como recurso para documentação, estudo e divulgação da música latino-americana. O acervo original, que se concentrava na produção artística musical de compositores eruditos da música latino-americana do século 20, foi expandido e passou a incluir música popular, folclore e outros gêneros musicais. Ao longo dos anos, o centro reuniu sua coleção por meio de doações, trocas e ações de promoção, que incluíram festivais, conferências e editais que possibilitaram a realização de gravações e a criação de um espaço para a divulgação do repertório. Devido a essa variedade de atividades e pessoas envolvidas, o Centro adquiriu uma reputação que o coloca entre os principais centros de música latino-americana.
Em 1990, o LAMC recebeu a biblioteca de Guillermo Espinosa, regente, compositor e fundador do Inter-American Music Festival em Washington, D.C. Com o tempo, isso contribuiu para a instalação da biblioteca pessoal do compositor cubano Julian Orbón, atualmente localizada na Biblioteca Lilly, da Universidade de Indiana, especializada em livros raros, manuscritos e coleções especiais. A crescente reputação e o renome internacional do Centro deflagraram um movimento entre outros compositores e músicos, como Roque Cordero, Alfonso Montecino e o próprio Juan Orrego-Salas, para depositarem suas bibliotecas e documentos pessoais em nossa coleção, criando um legado de conexões históricas da diáspora pan-americana. Nesta fala, vamos percorrer a história deste centro, suas atividades e serviços, e explorar as possibilidades para acordos de cooperação que possam continuar promovendo o estudo da música da América Latina e garantir a viabilidade dos nossos acervos no futuro!

Emma Dederick - formou-se bacharel em Música na Universidade de Indiana e possui mestrado em Biblioteconomia com Especialização em Música pela School of Library and Information Science, na mesma Universidade. Julho de 2016 marca o seu 20º aniversário como bibliotecária do Latin American Music Center da Jacobs School of Music e o 55º aniversário do Centro. Também atua como catalogadora e bibliotecária de referência da William & Gayle Cook Music Library e membro docente da Music Librarianship Specialization Program do Department of Information & Library Science na School of Informatics and Computer Science, da Universidade de Indiana. Atualmente seus interesses de pesquisa centram-se na investigação de iniciativas de cooperação, ferramentas e recursos para a sustentabilidade e a divulgação de arquivos e coleções especiais. Emma Dederick é membro da International Association of Music Libraries, Archives and Documentation Centres; da The Music Library Association and its Midwest Chapter; OCLC Music Users Group; e da Association for Recorded Sounds Collections, entre outras instituições, atuando de forma proativa em comitês que difundem a profissão.

das 14h30 às 15h
Panorama do processamento técnico e preservação do acervo sonoro custodiado pelo Arquivo Nacional
com: Thiago Vieira (Arquivo Nacional – Rio de Janeiro, RJ)
O Arquivo Nacional tem como missão a gestão, a preservação, o processamento técnico e o acesso ao patrimônio arquivístico produzido pelo Poder Executivo Federal, assim como documentos privados que tenham sido considerados de interesse público para constituição do patrimônio documental brasileiro. Entendendo o documento sonoro como patrimônio arquivístico brasileiro, o Arquivo Nacional implementa diversas ações para preservação do seu acervo sonoro em formato digital, discos, fitas audiomagnéticas e partituras, além do processamento arquivístico visando a sua organização, contextualização e acesso. Portanto, o objetivo da apresentação é apontar quais ações vêm sendo desenvolvidas pelo Arquivo Nacional para o tratamento técnico e acesso a esses acervos.

Thiago Vieira - mestre em Gestão de Documentos e Arquivos pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Arquivos - UNIRIO (2014). Especialista em Docência do Ensino Superior - UCAM (2007). Bacharel em Arquivologia - UNIRIO (2006). Atualmente é arquivista do Arquivo Nacional exercendo a função de supervisor da Equipe de Documentos Sonoros. Membro da Câmara Técnica de Documentos Audiovisuais, Iconográficos e Sonoros do Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ. Tem experiências profissionais na área de gestão de arquivos audiovisuais e sonoros. Atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de documentos, arquivos permanentes e arquivos audiovisuais e sonoros.

das 15h às 15h15
Café

das 15h15 às 15h45
Digitalização de arquivos sonoros: uma questão de preservação da memória cultural brasileira
com: Maristela Rangel (Centro de Documentação e Informação da Funarte – Rio de Janeiro, RJ)
A primeira Fundação Nacional de Arte/Funarte foi criada pela Lei 6.312, de 16 de dezembro de 1975, como órgão da então Secretaria de Cultura do Ministério da Educação e Cultura, tendo como objetivo promover, incentivar e amparar, em todo o território nacional, a prática, o desenvolvimento e a difusão de atividades artísticas. Em março de 1990, a Funarte foi extinta, juntamente com a Fundação Nacional de Artes Cênicas/Fundacen e a Fundação do Cinema Brasileiro/FCB. Em dezembro daquele mesmo ano foi criado o Instituto Brasileiro de Arte e Cultura/IBAC, incorporando as atribuições da Funarte, da Fundacen e da FCB. Ou seja, apoiar programas e projetos nas áreas de teatro, dança, ópera, circo, artes plásticas e gráficas, fotografia, música, folclore, vídeo e cinema, além de difundir, em nível nacional, a sua larga experiência nessas áreas. Em setembro de 1994, a partir de medida provisória, foi extinta a sigla IBAC, passando a instituição a se chamar novamente Funarte.

Maristela Rangel - Coordenadora do Centro de Documentação e Informação da Fundação Nacional de Artes, diretora-executiva da Fundação Biblioteca Nacional, chefe de gabinete da Ministra de Estado da Cultura, gerente de Edições da Fundação Nacional de Artes, consultora da Câmera Setorial de Música da Fundação Nacional deArtes/Diretoria de Música, diretora interina do Centro de Programas Integrados da Fundação Nacional de Artes e coordenação do Programa Nacional de Apoio à Cultura/PRONAC da Fundação Nacional de Artes.

das 15h45 às 16h
Perguntas

das 16h às 17h30
TEMA: 78rpm no Brasil
mediação: Jefferson Motta
com: Flavio Silva (FUNARTE), Pedro Aragão (UNIRIO), Rosa Maria Barboza de Araujo (MIS), Evaldo Piccino (DOA) e Miguel Angelo (Nirez)

Palestra: A Discoteca Pública do Distrito Federal e as gravações da Prefeitura do Distrito Federal nos anos 1940
com: Flavio Silva
A Discoteca Pública do Distrito Federal foi criada em 1941, visando “Incentivar o interesse do público pela música clássica”. Só anos depois a música popular foi aceita. Ela chegou a ter mais de 20 mil discos 78rpm. Desde o início proporcionou audições individuais e coletivas e, no período final, também a projeção de filmes. Era alimentada por aquisições e por doações de instituições estrangeiras, e suscitou a criação de discotecas em outros órgãos cariocas. Até 1980 há registros de sua atuação na imprensa. Após extinta em data não sabida, seu acervo de mais de 23 mil itens (discos, fitas-rolo, partituras, revistas, livros) foi depositado no porão da Biblioteca Celso Kelly, onde foi inventariado pelo autor dessa comunicação, e depois transferido para o Museu da Imagem e do Som/RJ.

Flavio Silva - nascido em 1939 no RS, fez estudos de piano continuados no Rio de Janeiro com Hans Graff, Alda Caminha, Homero de Magalhães. Cursou filosofia e em1968 obteve bolsa para musicologia em Paris, onde estudou com Jacques Chailley, Tran Van Khê, Simha Arom e Claudie Marcel-Dubois, que orientou sua dissertação de mestrado Origines de la samba urbaine à Rio de Janeiro, com o apoio de Luiz Heitor. Desde 1976 é funcionário do Centro da Música, da Fundação Nacional de Artes/Funarte.

Palestra: Coleções de discos 78rpm no espaço lusófono: desafios e questões
com: Pedro Aragão
Esta palestra resulta de uma experiência de pesquisa pós-doutoral realizada no Acervo José Moças da Universidade de Aveiro, Portugal. Uma das mais importantes coleções discográficas daquele país, o Acervo conta com cerca de 6 mil discos, atualmente em processo de digitalização e catalogação na referida universidade. Para além de uma série de resultados de pesquisa que teve como meta o estudo de gravações luso-brasileiras no Acervo José Moças, esta palestra também apresenta algumas das questões que serão debatidas no Congresso Música e Lusofonia em 78rpm, a ser realizada na Universidade de Aveiro em julho, com a presença de acadêmicos, pesquisadores e responsáveis por acervos sonoros em países como Moçambique, Cabo Verde, Angola, Brasil e Portugal.

Pedro Aragão - professor do Instituto Villa-Lobos na Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO). Seus interesses de pesquisa incluem música popular brasileira, arquivos sonoros, relações entre indústria fonográfica e música popular e lusofonia. É autor do livro Alexandre Gonçalves Pinto e ‘O Choro’, que recebeu o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música 2013. É organizador (com Bia Paes Leme, Paulo Aragão e Marcilio Lopes) dos livros Pixinguinha, Inéditas e Redescobertas, Pixinguinha: Outras Pautas e Carnaval de Pixinguinha, reunindo arranjos orquestrais desse compositor brasileiro para rádio nas décadas de 1940 e 1950.

Palestra: Coleção de discos 78rpm do MIS/RJ
com: Rosa Maria Barboza de Araújo
O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro/MIS reúne uma coleção de 20 mil discos 78rpm, sendo cerca de 90% da Rádio Nacional. Originários de diversas gravadoras comerciais de música popular desde 1910/12, a discoteca inclui três mil discos de música erudita vindos da Discoteca do Distrito Federal e pequena parcela de discos estrangeiros, sendo alguns de rádios inglesas. As coleções Braguinha e Herivelto Martins contêm versões estrangeiras de suas composições. Grande parte dos discos 78rpm estão nas coleções de Almirante, Irmãs Batista, Jacob do Bandolim e Waldyr Azevedo. A coleção MIS conta com raridades em discos de cera, como as duas versões de Pelo Telefone, oferecendo em seu conjunto um significativo retrato da indústria fonográfica.

Rosa Maria Barboza de Araújo - doutora em História pela Universidade de Johns Hopkins, EUA. Mestra pela Universidade de Paris X-Nanterre. Autora dos livros O batismo do trabalho (Civilização Brasileira, 1982), A vocação do prazer: a cidade e a família no Rio de Janeiro republicano (Editora Rocco, 1993) e organizadora de O imperador das ideias: Gilberto Freyre em questão (Ed. Topbooks, 2001). Chefe do Setor de História (82-93) e diretora executiva (95-99) da Fundação Casa de Rui Barbosa do Ministério da Cultura.

Palestra: Francisco Alves: disco, rádio e teatro de revista. O percurso das fontes de uma pesquisa
com: Evaldo Piccino
Francisco Alves foi o cantor brasileiro que mais gravou exclusivamente em discos de 78rpm: 983 fonogramas, entre 1920 e 1952, o equivalente a mais de 80 LPs – mídia lançada um pouco antes de sua morte, com a qual acabou não convivendo comercialmente.

Evaldo Piccino - pesquisador fonográfico e gestor cultural. Doutorando em Meios e Processos Visuais na ECA-USP e mestre em multimeios pelo IA-UNICAMP. Atua há 20 anos na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo com acervos e eventos musicais. Na Discoteca Oneyda Alvarenga, foi curador de Acervo Sonoro. Trabalhou na programação da Biblioteca de Música Cassiano Ricardo. Elaborou exposições, programas de rádio, palestrou e publicou em diversos congressos e seminários.

Palestra
com: Miguel Ângelo (Nirez)

Miguel Ângelo - Miguel Ângelo de Azevedo é jornalista profissional, um estudioso das coisas do passado e também um colecionador. Tem 81 anos de idade, é filho do poeta, escritor, pintor e fotógrafo Otacilio de Azevedo e de Tereza Almeida de Azevedo, retocadora de negativos e positivos fotográficos. É irmão do astrônomo Rubens de Azevedo, da professora de espanhol Maria Consuelo de Azevedo e do ensaista Rafael Sânzio de Azevedo. Possui um precioso acervo constituído de fonógrafos, rádios, câmeras fotográficas e filmográficas, projetores, telefones; enfim, todos os aparelhos que serviram ao longo do tempo, de suporte para que se visse e ouvisse o que era produzido artística e comercialmente. Uma coleção de 22 mil discos de 78rpm nacionais, compõe a maior discoteca particular do País.

seta subir

 

dia 22/7 - sexta

Mesa 4: Arquivos e Centros de Pesquisas Musicais
mediação: Dante Pignatari

das 9h30 às 10h
Café com música

das 10h às 10h30
A Discoteca Pública Natho Henn
com: Rosane Fontana de Camargo (Discoteca Natho Henn – Porto Alegre - RS)
A Discoteca Pública Natho Henn foi inaugurada em 1955 e é um orgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura do RS. A denominação foi em homenagem ao seu primeiro diretor, Natho Henn, pianista e compositor gaúcho. Integra a Casa de Cultura Mário Quintana e propõe-se a preservar, organizar e divulgar a produção musical. Abriga um importante acervo bibliográfio e discográfico. Os espaços que compõem a Discoteca são: Biblioteca Armando Albuquerque, Auditório Luis Cosme, Sala Radamés Gnattali, Sala Irmãos Moritz e Espaço Lupicínio Rodrigues

Rosane Fontana de Camargo - servidora da Secretaria de Estado da Cultura do RS desde fevereiro de 2011, lotada na Discoteca Pública Natho Henn, atua na produção de eventos musicais e de divulgação da instituição.

das 10h30 às 11h
A constituição de um acervo: a discoteca do Conservatório de Tatuí
com: Monica Aranha (Biblioteca do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí)
O texto tem como objetivo apresentar o acervo da Biblioteca do Conservatório, fundada paralelamente ao Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí. A Biblioteca do Conservatório, como é conhecida, é um órgão de apoio acadêmico vinculado ao setor pedagógico da instituição. É o departamento operacional que possui a finalidade de fornecer os elementos necessários à realização e ao enriquecimento dos trabalhos pedagógicos, visando à qualidade do ensino. Atende a discentes, docentes e demais funcionários e seu objetivo é colaborar com a formação e a atualização de músicos, lutiês, atores e técnicos de áreas afins às artes cênicas, bem como contribuir com a capacitação e reciclagem nas áreas de Educação Musical e Educação Teatral.

Monica Aranha - bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Faculdade de Filosofia e Ciências Campus de Marília. MBA em Gestão de Pessoas com ênfase na estratégia - FAESB/Tatuí. Tecnólogo em Gestão Empresarial – FATEC Tatuí (conclusão: 2015). Bibliotecária da Faculdade de Ensino Superior Santa Bárbara – FAESB/Tatuí –SP desde setembro de 2009. Bibliotecária do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí desde fevereiro de 2012.

das 11h às 11h30
Cultura popular e cidadania na formação d’um País
com: Francisco de Assis Ângelo (Instituto Memória Brasil)
O tema leva a debate a importância da cultura popular na formação de um povo. No Brasil, a riqueza dessa cultura é imensa. Boa parte dela tem raízes profundas trazidas de Portugal por viajantes. Mas esse tipo de cultura não é devidamente prestigiada pelos órgãos governamentais. Por essa razão, o mal do esquecimento termina por penalizar as entidades culturais.

Francisco de Assis Ângelo - presidente do Instituto Memória Brasil. Jornalista, escritor, compositor, estudioso da cultura popular. Nasceu e se criou na capital paraibana. Iniciou a carreira profissional no jornal O Norte, de João Pessoa. Trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Diário Popular e O Estado de S.Paulo, no qual exerceu o cargo de chefe de reportagem da editoria de política, e nas TVs Abril Vídeo, Manchete e Globo. Foi colunista da Agência Estado e um dos criadores da Agência Brasileira de Reportagens – ABR. Alguns livros que publicou: O brasileiro Carlos Gomes, O coronel e a borboleta e outras histórias nordestinas, Nordestindanados, Causos & cousas de uma raça de cabras da peste, De Padre Cícero a Câmara Cascudo, O poeta do povo, vida e obra de Patativa do Assaré, Eu vou contar pra vocês, reportagem biográfica sobre Luiz Gonzaga e A menina Inezita Barroso.

das 11h30 às 12h
Perguntas

das 12h às 14h
Almoço

das 14h às 14h30
A Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e suas preciosas coleções
com: Dolores Brandão (Biblioteca Alberto Nepomuceno - Escola de Música da UFRJ)
Na condição de herdeira dos acervos do Conservatório de Música (1848-1890) e do Instituto Nacional de Música (1890-1937), a Biblioteca Alberto Nepomuceno, sediada na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), constitui um dos mais expressivos repositórios musicais de todo o continente. A Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN), a primeira biblioteca especializada em música no Brasil, é um dos principais repositórios de documentos musicais que guardam parte significativa da memória musical brasileira. Sua história se funde com a da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que, por sua vez, funde-se com a própria história da música no Brasil. O valioso acervo da BAN é estimado em mais de 150 mil obras, reunindo manuscritos autógrafos de compositores brasileiros do século passado, obras raras a partir do século 16, partituras impressas, documentos históricos, coleções de periódicos, livros, teses, acervo iconográfico e acervo fonográfico.

Dolores Brandão - chefe da Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Políticas de Informação e Organização do Conhecimento (Convênio FACC/UFRJ e Arquivo Nacional (2013), bacharel em Biblioteconomia e Documentação (1989). Coordenadora do Comitê de Bibliotecários Catalogadores de Acervos de Música do Brasil - CBICAM/CBBU/FEBAB - 2014-2016. Publicações mais importantes: Organização do Museu Instrumental Delgado de Carvalho da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir da representação documentária de instrumentos musicais. Revista Brasileira de Música, v. 27, nº 1, p.p.113-144, 2014. Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ: do raro ao virtual. Revista Brasileira de Música, v.2 2, p.p. 68-75, 2002. Acervo da Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ como fonte de informação para pesquisadores e estudantes de pós-graduação. Revista Interfaces, v. 14, p.p. 89-95, 2008.

das 14h30 às 15h
Processamento técnico de documentação musical desenvolvido no CDMC-Unicamp para catalogação de partituras e de registros sonoros
com: Jose A. Mannis (Biblioteca do Instituto de Artes (Fonoteca), UNICAMP – Campinas, SP)
Em 1989 foi criado na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, cidade de Campinas, São Paulo, Brasil, o Centro de Documentação de Música Contemporânea - CDMC-Brasil/Unicamp, como uma filial brasileira no Centre de Documentation de la Musique Contemporaine – CDMC sediado na Cité de la Musique, França, instituição na época dirigida por Marianne Lyon e constituída pelo Ministério da Cultura da França, Radio France e SACEM – Société des Auteurs, Compositeurs et Éditeurs de Musique. A implantação do CDMC no Brasil foi idealizada e realizada por Jose A. Mannis no âmbito do programa de cooperação cultural entre o Brasil e a França (Projeto Brasil-França/Années France-Brésil) tendo o mesmo permanecido na sua coordenação por 16 anos.

Jose A. Mannis - compositor, performer eletroacústico, sound designer, professor universitário e pesquisador. Suas composições abrangem os mais variados gêneros: música instrumental, eletroacústica, trilhas para vídeo, cinema, teatro, criações radiofônicas e instalações multimeios. Idealizou e implantou no Brasil o Centro de Documentação de Música Contemporânea (Unicamp) em cooperação com o Centre de Documentation de la Musique Contemporaine – Cité de la Musique, França (Radio France, SACEM e Ministério da Cultura da França). Recebeu diversas encomendas de obras por parte do Ministério da Cultura e da Comunicação da França, da Radio France, da FUNARTE, bem como a premiação internacional de Radio Arte pela 10ª Bienal Internacional de Radio realizada no México em 2014.

das 15h às 15h15
Café

das 15h15 às 16h
Apresentação do IEB e conferência de encerramento
Arquivos e centros de pesquisas musicais

com: Flávia Toni (Instituto de Estudos Brasileiros – IEB – São Paulo, SP)
O século 20 acompanhou a preocupação e o zelo demonstrados por instituições governamentais e/ou particulares ao colecionarem e organizarem a memória da música produzida pelo homem, expressa por meio de livros, partituras e registros sonoros de vários formatos. Após as primeiras décadas, a tecnologia transformou rapidamente equipamentos de som, barateou o custo da impressão das obras em papel e a música tornou-se mais acessível à população. A caducidade daquelas formas de registro propõe novos desafios aos arquivos e centros de pesquisas musicais, discussão que necessita da colaboração estreita dos pesquisadores e professores.

Flavia Camargo Toni - professora titular e musicóloga do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) orientando nos programas de Pós-Graduação do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes e no do próprio IEB/USP. Suas áreas de interesse em torno da obra de Mário de Andrade compreendem as pesquisas do intelectual sobre música brasileira, gestão cultural e patrimônio imaterial.

Sala de Debates

das 16h às 18h
TEMA: Roda de Colecionadores
mediação: Biancamaria Binazzi
com: Adilson Santos, Miranda, Zero Freitas, Evaldo P. Shell Piccino e Gilberto Inácio Gonçalves

Palesta: As Redes Sociais como ferramenta de resgate e divulgação da música da Velha Guarda
com: Adilson Santos
A internet, a partir de Blogs, de páginas dedicadas a artistas específicos e de redes sociais, tem cada vez mais tornado possível a aproximação e a troca de experiências entre colecionadores, pesquisadores e amantes da música da Velha Guarda. Com este intuito foi criada em 2011 no Facebook a página Arquivo Confraria do Chiado. O grupo hoje com cerca de 1270 membros tem a colaboração de renomados pesquisadores dos quatro cantos do País e, mesmo não sendo pioneira neste campo, a página apresenta um diferencial: a divulgação por meio de fotos e vídeos de peças como discos raros de 78rpm (em funcionamento) gravados no Brasil entre os anos de 1902 e 1964, de partituras, de curiosidades, de descobertas e de imagens relacionadas aos grandes nomes do cancioneiro brasileiro pertencentes aos respectivos acervos particulares de seus membros, tornando possível uma melhor compreensão das características por parte de leigos e iniciantes deste tipo de mídia predominante no período citado.

Adilson Santos - colecionador de discos em 78rpm, começou seu acervo em 1994, após influência musical de amigos mais velhos. Em 1999 foi apresentado por um deles aos discos em 78rpm e, consequentemente, à música dos pioneiros do Rádio e do disco no Brasil. Criador da página Arquivo Confraria do Chiado do Facebook em 2009, hoje sua pesquisa é direcionada à história da Música Brasileira nos anos de ouro do Rádio, à história do samba e, especialmente, à obra de Francisco Alves, o Rei da Voz, a quem dedica uma homenagem no Facebook com a página Francisco Alves – uma época da música brasileira.

Palestra: Colecionista
com: Miranda – SP
O amor pelos discos vem desde a infância, nos anos 1960, quando comprava compactos 7’. Aos 12 anos, em 1974, numa aposta com o pai, ganhei dez LPs que foram o início do que hoje virou uma profissão: fazer discos. Quando moleque tratava meus vinis com muito pouco cuidado, já que achava que um roqueiro de verdade não deveria se ater àquilo que considerava “frescuras”. Queria música alta e diversão. Depois de destruir meu acervo umas três vezes, incluindo mudança de cidade e inundação, refiz uma coleção com muito carinho e critério, prezando muito mais pela qualidade artística e de fabricação do que a quantidade. Além dos vinis, coleciono CDs, fitas K7, música e filmes em DVD e Blu-Ray Disc, livros, histórias em quadrinhos, bonecos, camisas e Havaianas num total de mais de 100 mil itens.

Miranda - jornalista e produtor agraciado com um Grammy pelo CD/DVD Lobão Acústico MTV, em 2008, Carlos Eduardo Miranda vem atuando na cena independente nacional desde os anos 1980, tendo lançado ou produzido nomes como Raimundos, Gaby Amarantos, Skank, O Rappa, Jaloo, Boogarins, Mahmundi, Cansei de Ser Sexy, Nina Becker, Móveis Coloniais de Acaju, Jaloo, Cordel do Fogo Encantado, Felipe Cordeiro, Otto e Mundo Livre S/A. Foi criador de selos como Banguela Records e Excelente Discos e possui a experiência pioneira de música on-line Tramavirtual, da gravadora Trama, da qual foi fundador ao lado de João Marcello Bôscoli. Atualmente dirige o selo StereoMono, do projeto SkolMusic e toca no grupo La Cumbia Negra. Trabalhou como repórter das revistas Bizz, SET e General e colaborou nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de São Paulo, além de ter integrado o corpo de jurados dos programas Ídolos, Qual é o seu talento, Esse artista sou eu e Astros, do SBT.

Palestra: Coleções
com: Zero Freitas – SP
O colecionador Zero Freitas comenta sobre seu acervo de discos, que conta hoje com aproximadamente seis milhões de itens, entre LPs, compactos e 78rpm.

Zero Freitas - paulistano do Pari. Empresário no mercado de locação de equipamentos de som e luz. Curso de Música na ECA/USP em duas fases: 1972/1974 - jubilado em 1975 - 1976/1978. Iniciou o trabalho profissional em Teatro na EAD/USP em 1975. Participou em mais de 200 produções teatrais como diretor musical, compositor, sonoplasta, produtor, operador de som, músico, membro efetivo ou colaborador eventual de grupos como o Mambembe, Pessoal do Victor, Oficina, Benditos Malditos, Fábrica Lúdica, entre vários outros. É parceiro constante de diretores como Iacov Hillel, Fauzi Arap, Francisco Medeiros, José Rubens Siqueira, Zé Celso, Márcio Aurélio, Roberto Lage, Carlos Alberto Soffredini, Kiko Jaess, Ivan José, Gianni Ratto, Emílio di Biasi, Mário Masetti, Débora Dubois, Silnei Siqueira, Gianfrancesco Guarnieri, entre muitos outros.

Palestra: Popular X Popularesco – reflexos do dilema na preservação musical e políticas de acervo
com: Evaldo P. Shell Piccino – SP
A discussão é antiga e anterior à da preservação da música enquanto bem cultural, mas refletiu na formação de acervos, coleções particulares e relações entre eles ao longo dos anos. Várias coleções particulares foram incorporadas por acervos como Instituto Moreira Salles e MIS. Um caso bastante particular é o da coleção Salatiel Coelho, incorporada pela Discoteca Oneyda Alvarenga, formada a partir de virtuais descartes de emissoras de rádio. Seu perfil é muito diverso da política de acervo originalmente elaborada por Mário de Andrade e Oneyda. A comunicação abordará algumas particularidades do acervo anterior à aquisição e o contraponto da questão da música popular ao longo da era 78rpm (1902/1964).

Evaldo P. Shell Piccino - pesquisador fonográfico e gestor cultural. Doutorando em Meios e Processos Visuais na ECA-USP e mestre em multimeios pelo IA-UNICAMP. Atua há 20 anos na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo com acervos e eventos musicais. Na Discoteca Oneyda Alvarenga foi curador de Acervo Sonoro. Trabalhou na programação da Biblioteca de Música Cassiano Ricardo. Elaborou exposições, programas de rádio, palestrou e publicou em diversos congressos e seminários.

Palestra: A importância dos colecionadores particulares na preservação da música do país
com: Gilberto Inácio Gonçalves – SP
Toda nação tem suas culturas muito particulares, que se refletem em suas artes. O Brasil, por ser um país continental, tem uma cultura multifacetada, dependendo da região abordada. E a música sempre refletiu toda essa riqueza de cada região do País. Hoje em dia, com a globalização, qualquer região é aculturada pela matriz, seja ela de São Paulo e Rio de Janeiro (que se instituíram como focos), ou de um outro país. A importância dos colecionadores particulares se nota especialmente no tocante aos discos gravados entre 1902 e 1964 – os 78rpm. Discos frágeis de se preservar, a grande maioria foi perdida. As gravadoras, que poderiam ter preservado os fonogramas, destruíram todas as matrizes, só sobrando os discos prensados, nas mãos de colecionadores. Não fosse isso, jamais escutaríamos os discos da Casa Edison, Francisco Alves e Carmen Miranda, só para citar alguns. Graças aos colecionadores, pode ser feito um levantamento de toda a discografia em 78rpm, e ainda hoje são descobertas de gravações que nunca foram catalogadas, como a descoberta em 2013 de um disco piano solo com Chiquinha Gonzaga no selo Popular, com anúncio de uma voz feminina que se presume ser dela, visto que normalmente, naquela época, o próprio artista se anunciava.

Gilberto Inácio Gonçalves - cirurgião dentista formado na UNESP-Faculdade de Odontogia de Araraquara em 1981. Colecionador de discos 78rpm, iniciou sua coleção em 1990 e hoje tem aproximadamente 15 mil itens de 78rpm e 4 mil lps. Destaques da coleção: Disco Popular, com Chiquinha Gonzaga executando piano solo, e Disco Brunswick, com Paulo da Portela cantando música de Heitor dos Prazeres.

seta subir

 

Selecionados para a conferência inaugural e mesas 1, 2, 3 e 4

seta subir

 

Selecionados para as palestras do tema 78rpm no Brasil e a roda de colecionadores

seta subir
ícone facebook
ícone twitter
ícone enciar e-mail
ícone imagens
ícone audio
ícone webrádio
ícone vídeo
destaque
ícone saiba mais
ícone veja também
ícone aviso
ícone obs
audiodescricao
libras
ícone download
endereço eletrônico
ícone inscrições abertas
sem necessidade de inscrição
ícone inscrições encerradas
selecionados
facebook
twitter
boletim
imagens
áudio
lab.rádio
vídeo
destaque
saiba mais
veja também
aviso
obs
audiodescrição
libras
download
www ou email
oficinas
abertas
oficinas com inscrição
inscrições
encerradas
selecionados
 

Divisão de Informação e Comunicação
Direção: Márcio Yonamine
Coordenação: Juliene Codognotto

Conteúdo online
Álvaro Olintho, Danilo Satou, Márcia Dutra, Vinícius Máximo e Sabrina Haick

Imagens - Núcleo de Fotografia do CCSP
Edição de imagens: Sossô Parma
Fotógrafos: João Mussolin, João Silva e Sossô Parma

Materiais impressos
Projeto gráfico: Adriane Bertini ,Solange Azevedo e Yeda Gonçalves
Edição de textos: Camile Rodrigues Aragão Costa, Danilo Satou e Emi Sakai
Revisão: Paulo Vinicio de Brito

Layout e manutenção
Web design: Edmarcio da Silva

Ateliê sonoro
Mediação: Marta Fonterrada e Rodrigo Taguchi
Coordenação técnica: Eduardo Neves

Narrativas CCSP
Coordenação: Chicão Santos
Captação: Celso Toquetti, Giovanni Belleza, José Amador Martins e Thaís Orchi
Edição: Chicão Santos, Giovanni Belleza e Thaís Orchi

Marcia Dutra
Coordenadora do Site  - 11 3397.4066
Divisão de Informação e Comunicação
Rua Vergueiro 1000   -   CEP 01504-000   tel 3397 4002
Paraíso São Paulo – SP