de
10/12/2011 a 4/3/2012 Design para uma imagem em
movimento A trilha sonora... Um
dos grandes segredos do cinema, usada e discutida com certo resguardo, como se
fosse um elemento menor na composição narrativa de um filme, como
se competisse pouco para aquele resultado surpreendente. Mas talvez essa timidez
em falar e discutir sobre, em assumir uma importância para um elemento que
não pega de imediato a atenção do espectador, seja uma defesa
legítima para um dos elementos mais interessantes da construção
cinematográfica, que pode alterar drasticamente o ritmo, o clima do filme
e as apreciações subjetivas de uma cena ou de um personagem. Pensando
nisso, a Curadoria de Audiovisual do CCSP traz para o Paradas em Movimento
um panorama de artistas digitais que percorrem o caminho inverso da criação
artística audiovisual, na música, principalmente a eletrônica,
como um marca-passo para a imagem, um roteiro para construir e editar a imagem.
Terça a sexta, das 10h às 20h; sábado, domingo e feriado,
das 10h às 18h Entrada franca - Bibliotecas e Pisos Flávio
de Carvalho e Caio Graco
Neste momento de entrada em 2012 - ano de aniversário de 30 anos do CCSP
-, as curadorias e a divisão de bibliotecas prepararam textos reflexivos
sobre o que foi realizado em 2011 e as perspectivas para o ano que se inicia.
Confira o texto da
Curadoria de Audiovisual
A Curadoria de
Audiovisual do Centro Cultural São Paulo prepara para 2012 várias
novidades, a começar pela abertura de uma nova sala de cinema e a reforma
da Sala Lima Barreto, voltando em 2012 com o dobro de eventos e programações
de cinema.
Além de duas salas de cinema que terão exibição
e equipamentos de projeção digital, o Centro Cultural São
Paulo espera se alinhar com as salas de cinema do roteiro da cidade de São
Paulo, sem deixar de perder seu caráter popular e sua programação
contemporânea, trazendo para São Paulo o que de mais atual está
acontecendo no cinema mundial e brasileiro.
Para 2012 a Curadoria de
Audiovisual do CCSP pretende estender sua parceria com a Vitrine Filmes e a Brazucah,
duas das produtoras brasileiras responsáveis por distribuir e trazer para
as salas de audiovisual, o que há de mais interessante e independente no
cinema brasileiro atual. Pretende também continuar o que começou
em 2011, trazendo ciclos de filmes estrangeiros inéditos e a produção
de textos e entrevistas para catálogos mensais, que darão projeção
e longevidade aos recortes de cinema propostos, e uma oportunidade maior para
o espectador de cinema do Centro Cultural São Paulo de aumentar seu conhecimento
sobre os filmes, diretores, movimentos e potencializar as reflexões propostas
pela curadoria do Centro Cultural São Paulo.
O Centro Cultural
prepara para 2012, ainda a confirmar, um Festival de Cinema Japonês, em
parceria com a Fundação Japão, trazendo o que há de
mais novo e inovador no cinema japonês atual, nos moldes do tradicional
festival japonês feito na Austrália, que já está na
15ª edição.
Além deste festival, ainda esperamos
continuar nossas tradicionais parcerias com os cinemas japonês, coreano,
francês e turco, e também com os festivais de curtas-metragens de
São Paulo e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Dentro do projeto curatorial iniciado em 2010, com a ideia de trazer também
para o Centro Cultural uma reflexão sobre os gêneros cinematográficos,
vamos exibir grandes panoramas sobre o cinema de gênero chinês com
a mostra CHINA BEAT, trazendo as grandes bilheterias dos últimos anos do
cinema chinês.
Dentro do recorte da tradicional mostra de animação
da Secretaria de Cultura, o Criança Entra X Criança Não
Entra, o Centro Cultural São Paulo pretende trazer a produção
completa, em qualidade digital, dos Estúdios Ghibli, o gigante da animação
japonesa, casa do já conhecido animador japonês Hayao Miyazaki.
Entre as retrospectivas de grandes filmes e diretores, ainda teremos a segunda
edição da Mostra de Restauro, em parceria com a Cinemateca
de Bolonha, exibindo grandes clássicos do cinema mundial em cópias
recém-saídas do forno, e um ciclo sobre o novo cinema da Austrália,
liderado pela produtora Blue Tongue, com grandes filmes no currículo, que
correram e venceram festivais independentes de grande calibre, como Sundance,
entre outros, ganhando até algumas indicações para o Oscar.
E, finalmente, uma retrospectiva do australiano Nicolas Roeg, diretor de Bad
Timing - contratempo, entre outros filmes considerados clássicos do
cinema de gênero.