Revista D'Art

Editorial

O sexto número da Revista D'Art convida o leitor para uma viagem pelos caminhos da nossa diversidade cultural. Aliás, a diversidade cultural é em si um dos objetivos deste periódico e ela vem sendo destacada desde o primeiro exemplar. Nossa revista tem ainda a intenção de trazer ao leitor a informação de produções inéditas no âmbito da arte, que muitas vezes não encontram espaço de discussão nas revistas comerciais. Numa época em que o mercado parece ditar todas as regras a Revista D' Art nos oferece a sensação agradável e heróica de poder andar na contramão. E estamos sempre em boa companhia. A começar pelas capas, trabalhos exclusivos de grandes artistas. Neste número o arquiteto Oscar Niemeyer nos presenteia com o seu traço poético que respira na liberdade do vazio e nos lança com a sua arquitetura à dimensão do oh! Na Seção Artigo em Literatura Marcelo Flório apresenta um pouco da poesia de Antonio Cícero, não só pela via da música popular, como seria o enfoque natural, mas pela música de suas palavras, o que é mais ou menos a mesma coisa. Em Fotografia Ricardo Mendes deu um clic não no artista gráfico, mas no fotógrafo Fernando Lemos, em uma interessante matéria, na qual podemos ver pelos seus olhos. Em Arquitetura o leitor encontrará as reflexões da arquiteta Dalva Thomaz em um passeio pela IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Falemos agora um pouco das outras seções de nossa revista. Em Depoimento o discurso de horas de gravação do artista gráfico Ricardo Ohtake foi redesenhado a partir de dois pontos de fuga, a escritora Márcia Denser e a designer Márcia Marani, que possibilitaram um texto fluente, pontuado com subtítulos claros e ricamente ilustrado com parte da obra de Ohtake. Em Artes Plásticas a entrevista com a artista Célia Euvaldo atingiu o patamar de um excelente nível técnico, com as intervenções sempre precisas de Maria Olímpia Vassão. Na seção Resenha Luiz Felipe Miranda fala do livro O Processo do Cinema Novo, daquele que devotou a sua vida à arte cinematográfica: Alex Viany. E finalizando este nosso sexto número a seção Memória traz um pouco da nossa história, quando éramos o primeiro centro de pesquisas do Brasil em arte brasileira contemporânea, o IDART, completado por um box dedicado à sua criadora Maria Eugênia Franco. Escrito a partir das memórias pessoais de Maria Elisa Albuquerque o texto apresenta capas de publicações de pesquisas, eventos e ainda foto de uma reunião interna, que hoje se nos apresenta como uma verdadeira reunião de notáveis e com a vantagem de, em sendo foto, nos registrar sempre mais novos.


Capa |Fernando Lemos |Celia Euvaldo |Sumário |Créditos |Expediente |Linha Aberta