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                                                                                                  arte: Edmarcio da Silva - fotos: Carlos Rennô - 5/2009

entrada franca
Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h. A entrada é permitida até 30 minutos antes do fechamento. Informações: 3397-4090 ou pelo email gibiteca@prefeitura.sp.gov.br

Coleção com mais de 10 mil títulos entre álbuns de quadrinhos, gibis, periódicos e livros sobre HQ. Sua programação diversificada, envolvendo oficinas, palestras, exposições, exibição de filmes e jogos, atrai fãs e profissionais da área.

 

Leia algumas orientações aos usuários das Bibliotecas

O acervo contém álbuns, revistas e livros de HQ, de RPG, fanzines e recortes de periódicos, totalizando 10.446 títulos e 119.124 exemplares. Há publicações dos anos 50 e 60 das editoras Brasil América (EBAL), Adolfo Aizen, Rio Gráfica (RGE), Roberto Marinho, La Selva, Vecchi, Trieste/SP e outras. Este material está disponível apenas para pesquisa acadêmica. Está sendo proposta a digitalização da coleção, para facilitar o acesso e preservação.

Além dessas obras que podem ser consultadas por estudiosos, é possível encontrar quadrinhos cultuados como os do próprio Henfil. As histórias de seus personagens mais famosos - Graúna, Bode Orelana, o nordestino Zeferino e outros - eram publicadas na revista Fradim, que ele mesmo criou. A Gibiteca possui para consulta a coleção completa dos Fradins, os livros A volta do Fradim, Diretas já, Isto era, Henfil na China, Fradim de libertação, Como se faz humor político e exemplares do Pasquim, além de acervo para pesquisa sobre o Henfil, entre eles, um fanzine de autoria de José Eduardo Cimó, livros teóricos, recortes de jornais e folhetos.

Entre os autores internacionais presentes no acervo, podem-se citar Katsuhiro Otomo (Akira), Robert Crumb (America, Blues), Art Spiegelman (Maus) e Joe Sacco (Palestina: Na faixa de gaza e Área de Segurança: Gorazde). O usuário também pode ler números de coleções e coletâneas como a de Sandman (de Neil Gaiman), a revista Front, Calvin e Haroldo (de Bill Watterson), Mafalda (de Quino) e Tintim (de Hergé). Mas, atenção: nem todas as coleções estão completas.

Outros autores brasileiros também podem ser consultados. Trabalhos da premiada dupla Fábio Moon e Gabriel Bá são muito procurados, especialmente a série 10 pãezinhos. Também destaca-se Lourenço Mutarelli (O dobro de cinco, A soma de tudo), e outros.

É interessante também ressaltar algumas obras que recentemente foram adaptadas para outras mídias. Uma delas é Persépolis, da iraniana Marjane Sartrapi. O quadrinho foi para os cinemas em 2007 e recebeu a nomeação ao Oscar de melhor animação no ano seguinte. Outro exemplo é Watchmen, de Alan Moore, considerada uma das mais importantes graphic novels da história dos quadrinhos. O filme baseado no livro foi dirigido por Zack Snyder e estreou em março deste ano (2009). Snyder também dirigiu 300, inspirado na revista 300 de Esparta, de Frank Miller. Sin City,de Frank Miller, e V de Vingança, de Alan Moore, também viraram filmes em 2005.

O próprio Frank Miller atuou como cineasta na filmagem da clássica série Spirit, que estreou em 2008 e foi originalmente escrita por Will Eisner. O autor americano, falecido em 2005, também teve seu livro Avenida Dropsie transposto para o teatro. A peça foi montada pela Sutil Companhia e dirigida por Felipe Hirsh. Outro exemplo de adaptação de quadrinhos para as artes cênicas é a do mangá Death Note, que foi para os palcos em montagem da Cia. Zero Zero, dirigida por Alice K.

Também é relativamente comum obras de outras linguagens serem traduzidas para os quadrinhos. Na Gibiteca, há vários exemplares que seguem essa linha, como Metamorfose, livro de Franz Kafka recontado por Peter Kuper; uma reformulação do filme Metrópolis, de Fritz Lang, para o universo do Super-homem, e alguns números de quadrinhos baseados no mundo de Jornada nas Estrelas.

Todas publicações que foram citadas são apenas exemplos de obras que podem ser encontradas na Gibiteca Henfil. Algumas delas estão disponíveis para empréstimo aos usuários cadastrados. Para se inscrever, é necessária a apresentação de um documento original com foto e comprovante recente de endereço.

Leia mais informações sobre o empréstimo de obras no regulamento, disponível abaixo para download.



Atenção: este documento está no formato .pdf . Para visualizar, é necessário instalar gratuitamente o programa Adobe Reader no seu computador. Para isso, acesse o site: http://get.adobe.com/br/reader/

Histórico da Gibiteca Henfil
Em 1990, a Portaria n°1.074/90 constituiu uma comissão para analisar a viabilidade de implantação de uma Gibiteca Municipal. Como resultado destes estudos, foi inaugurada no dia 3 de maio de 1991 a Gibiteca Henfil, inicialmente instalada na Biblioteca Infanto-Juvenil Viriato Correa. A Gibiteca Henfil contou, neste início, com parte do acervo das demais bibliotecas de São Paulo. Na maioria dos casos, tais obras eram provenientes da estante "Turma da Mônica" - projeto que objetivava disponibilizar revistas em quadrinhos em todas as bibliotecas infanto-juvenis da cidade. Logo, com o crescimento do acervo por meio de doações, a Henfil se tornou a maior instituição do gênero no país. Em 1999, foi transferida para o Centro Cultural São Paulo, onde se tornou uma das seções da Biblioteca Sérgio Milliet.

 

Veja também:

Hotsite comemorativo dos 20 anos da Gibiteca Henfil do Centro Cultural São Paulo, completados em 2011

 

 

 

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