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S
o b r e a c o m p a n h i a
:
Há dez anos a Cia Borelli de Dança desenvolve
pesquisas e criações coreográficas
em produções independentes. Criada em
1997 com o nome de FAR-15, assumiu em 2004 uma nova
estrutura organizacional e mudou de nome.
O
desejo obsessivo de questionar a existência humana,
suas contradições e incertezas, nutre
o trabalho do grupo, que busca elementos entre a violência,
o prazer, a leveza e a dor. A certeza é substituída
pela recusa de soluções lineares, transformando
o gesto e o movimento não em narrativas, mas
em signos estruturalmente prisioneiros da ambigüidade.
A
companhia acumula em seu repertório treze peças
coreográficas: Kafka in off (2007), Carta
ao pai (2006), Gárgulas (2004), O
processo (2003), Kasulo (2002), A metamorfose
(2002), O abutre (2003), Jardim de Tântalo
(2002), 33... o eu e o outro (2001), Sr.
dos anjos (2001), A solidão proclamada
(1998), Bent - O canto preso (1999) e Ifá...
Se quem gritar para o mundo (1997).
A
Cia Borelli de Dança atua no cenário nacional
e internacional da dança contemporânea,
em festivais de dança-teatro, e sempre é
recebida de maneira positiva pela crítica.
P
r ê m i o s r e c e b i d o
s :
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PAC
- Programa de Ação Cultural da Secretaria
de Estado da Cultura
de São Paulo 2006. |
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Funarte
de Dança Klauss Vianna 2006, por Carta
ao pai. |
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Caravana
Funarte de Circulação Regional Sul
e Sudeste 2004, por Gárgulas. |
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Projeto
SESI de Encenações Contemporâneas
2004, por Gárgulas. |
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8º
Cultura Inglesa Festival 2004, por Gárgulas. |
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Braços
e Pernas pela Cidade 2003, por O abutre. |
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EnCena
Brasil 2002, por A metamorfose. |
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Bolsa
Vitae 2001, por Jardim de Tântalo. |
S
o b r e o e s p
e t á c u l o :
Alguém
devia ter caluniado Josef. K, pois sem que ele tivesse
feito qualquer mal foi detido certa manhã. Afinal
do que K é acusado?
(Trecho de O processo, de Franz Kafka)
Inspirada
na obra homônima de Franz Kafka, a coreografia
da Cia. Sandro Borelli teve sua estréia em dezembro
de 2003. O espetáculo representou a segunda investida
do grupo dentro do universo kafkiano - a primeira foi
A metamorfose, de 2002; a terceira, O abutre,
de 2003; e a quarta, Carta ao pai, de 2006.
O
público é convidado a testemunhar uma
apresentação em que predomina a limpeza
de elementos cênicos e que, apesar de se basear
em uma obra literária, não se perde tentando
ser literal. No palco, observa-se a agonia do acusado
tentando se comunicar e se sente o peso da culpa silenciosa
e implacável presente no romance de Kafka. Porém,
talvez o maior mérito da montagem seja conseguir
captar algo essencial no universo da obra: a linguagem
simples, direta, sem exageros estilísticos. Isso
se traduz na iluminação, no figurino,
na ambientação aflitivamente neutra, na
movimentação e na força expressiva
do elenco, cuja performance é precisa e teatral,
porém sem excessos.
Em
O processo, o grupo encontra a possibilidade
de investigar as várias formas de buscar no corpo
o personagem K, enredado em uma trama indecifrável
da qual tentará de desvencilhar do começo
ao fim. A partir de Franz Kafka, desenvolve-se uma nova
possibilidade de compreensão e apreensão
de questões essenciais do universo humano.
K.
cumpre todos os gestos rituais determinados pela situação
em que o processo o colocou, sem que os movimentos possam
modificar a marcha da história.
(Trecho de O processo, de Franz Kafka)
S
o b r e o s a r
t i s t a s :
Sandro
Borelli (diretor artístico e intérprete)
Criador
da Cia. Borelli de Dança, tem apresentado suas
criações em alguns dos principais festivais
do Brasil e do mundo. Recebeu os prêmios EnCena
Brasil, o Braços e Pernas pela Cidade e cinco
prêmios APCA (Associação Paulista
de Críticos de Arte). Foi bolsista da fundação
Vitae e fez residência artística no American
Dance Festival da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Trabalhou com diretores e autores de renome, como Ulisses
Cruz, Jorge Takla e Martin Sherman. Desenvolveu atividades
artístico-pedagógicas por meio de oficinas
de dança-teatro em diversos contextos, de universidades
a CEUs. Entre seus espetáculos estão A
metamorfose, Ponto final da última cena e
O abutre.
Alexandre
Magno
Bailarino
e performer de nacionalidade portuguesa. Estudou nas
escolas Sétima Posição (Lisboa),
Studio Harmonic, Ménagerie de Verre e CDN (Paris).
Trabalhou no processo de pesquisa Teatro-Ritual (com
Flávia Pucci) e como ator-estagiário no
Théatre Soleil (dirigido por Ariane Mnouchkine).
No Brasil, continua sua formação como
aluno do Teatro Escola Brincante.
Daniella
Rocco
Formada
em dança clássica pela Fundação
de Artes de São Caetano do Sul e pelo Royal Ballet
of Dancing. Atua profissionalmente desde 1995. Na Cia.
Borelli de Dança, participa dos trabalhos Gárgulas
e Metamorfoses. É assistente coreográfica
do Grupo Mão na Roda, em que desenvolve sua pesquisa
em dança contemporânea para pessoas portadoras
de deficiência.
Edson
Calheiros
Graduado
em educação física pela USP. Iniciou
seus estudos em dança em 1994, tendo como principais
mestres Sacha Svletoff e João Andreazzi. Integrou
a Cia. Corpos Nômades entre 2002 e 2005. Atuou
em Recluso, que fez parte do evento O Masculino
na Dança do CCSP e em Pretexto, de Rui
Ricardo.
Roberto
Alencar
Ator
e bailarino, desenvolve pesquisa sobre a linguagem para
a cena, mesclando dança e teatro. Como intérprete,
destacam-se os trabalhos Todos os 12, a minissérie
Carandiru e outras histórias e Passatempo. Integrante
da Cia. Borelli de Dança desde 1999, participou
dos espetáculos Gárgulas, O Processo e
O Senhor dos anjos, entre outros. Além de intérprete,
atua como assistente de coreografia.
Robson
Ferraz
Graduando
em dança pela Unicamp. Desde 2003, desenvolve
pesquisas acadêmicas referentes à estética
em dança contemporânea. Entre seus trabalhos
como intérprete-criador, destacam-se Eu me
olho (2004), Atrás dos olhos das meninas
sérias (2005) e Inevitável
(2006).
Samanta
Barros
Desenvolveu
trabalhos como intérprete em Drumond
(2001), Ecos de um tempo (2002), Remix
pôster (2002), Cena corpos nômades
(2002) e Hiperbolykos (2004). Na Cia. Borelli
de Dança desde 2004, atua nos espetáculos
Gárgulas e A metamorfose.
Vanessa
Macedo
Iniciou
seus estudos em dança na Universidade Federal
do Rio Grande do Norte. Atuou como intérprete
na Cia de Danças de Diadema e na Quasar Cia.
de Dança. Desde 2002, trabalha também
com criação, tendo como trabalhos Reticência,
In Verso e Sem voz, sem sono, sem vez.
Fez cursos de dança contemporânea em Bruxelas.
É mestranda pela Unicamp.
Solange
Borelli
Mestra
em Artes Corporais pela Unicamp. Desenvolve atividades
como docente na Universidade do Grande ABC. É
representante suplente da Câmara Setorial de Dança
de São Paulo. Atua na produção
geral da Cia. Borelli de Dança desde 2004.
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Atividades realizadas pelo fomento:
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Além da remontagem do espetáculo
O processo, com 32 apresentações
gratuitas, a Cia Borelli de Dança realizou
uma mostra de exercícios coreográficos
com os resultados de oficina voltada para bailarinos
amadores. O grupo também organizou uma mostra
de vídeo, seminários de dança
e uma exposição com fotos de Gal Oppido
sobre a trajetória da Cia. |
Página
da companhia: www.ciaborelli.art.br
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