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S o b r e    o    g r u p o:

O P.U.L.T.S - Teatro Coreográfico foi fundado em 2000 pelo bailarino e coreógrafo Marcelo Bucoff. O objetivo da companhia é desenvolver trabalhos de dança contemporânea com total liberdade de criação a partir da pesquisa de linguagem e movimento. O grupo utiliza referências do cotidiano como forma de construção da teatralidade de seus movimentos e baseia sua pesquisa na criação de espetáculos e no aperfeiçoamento de uma linguagem própria. Entre os trabalhos do P.U.L.T.S estão: Amor de giz (2000), Só danço samba (2000), Por um lugar tão sonhado (2001), Maria/João (2002), Alguém perdido (2004), Fuga da mosca (2005).

Sobre o espetáculo Olhos Invisíveis:

Olhos invisíveis é dirigido por Marcelo Bucoff (composição coreográfica), Germano Melo (roteirista) e Charles Raszl (criador musical). A coreografia é resultado de um trabalho de pesquisa iniciado pelo grupo em novembro de 2006. Por meio de um diálogo poético entre dança, teatro e música, o P.U.L.T.S. propõe um olhar sobre a metáfora do invisível na sociedade contemporânea. São colocadas em cena imagens cotidianas - gestuais e sonoras, coletivas e individuais - que remetem à civilização urbana, aos seus habitantes, à violência e solidão geradas neste universo.

A criação do espetáculo partiu de um questionamento: quem são os cidadãos invisíveis? Imediatamente, a tendência é relacionar invisibilidade com exclusão. No entanto, a opção da companhia foi, em vez de focar os excluídos, trabalhar o ponto de vista de quem exclui: a classe média. Assim, o resultado do trabalho expõe uma outra abordagem da invisibilidade, que se manifesta por meio da massificação de idéias, vestuário e atitudes.

Segundo o roteirista, o espetáculo é uma metáfora do desgoverno de uma sociedade refém dos clichês comportamentais, do consumo de produtos químicos e da necessidade compulsiva de afirmar seus poderes. Tal estrutura social é exposta no cenário de André Cortez - constituído de caixas transparentes, feitas de fio de náilon: uma espécie de sala de exposições em que os bailarinos participam de um coquetel de champanhe, conhaque, ampolas de remédios e pílulas. O figurino também é feito para criticar a sociedade contemporânea e, especificamente, para expor sua divisão de classes. Assim, dividem-se a classe que serve e a classe que é servida, a primeira com trajes sóbrios, quase padronizados; a segunda com direito a estilo e leveza. Finalmente, a trilha também contribui para um clima tenso. São onze faixas compostas especialmente para o espetáculo que apresentam contrastes e misturas, abrangendo desde o rock até o barroco, passando por elementos eletrônicos.

S o b r e    o s    a r t i s t a s:

Marcelo Bucoff (composição coreográfica, direção e interpretação)
Iniciou seus estudos em 1986, tendo como professores Tíndaro Silvano, Tony Abott, Mie Azekatsu (Japão), Andrei Kudielin, entre outros. Participou de cias de dança como Estúdio de Ballet Cisne Negro, Verônica Ballet e Kanva's e apresentou-se em diversos países, tais como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Japão, onde atuou durante um ano. Participou do evento O Masculino na Dança, no Centro Cultural São Paulo, com os trabalhos Espelho virtual, Omstrab e Sonho que se sonha só. Ganhou o primeiro lugar no Passo de Arte em 1995, na categoria solo masculino profissional. Em 1996, recebeu o prêmio de coreógrafo revelação Promodança. Durante 2005, participou, como coreógrafo e diretor, do projeto Tudo na Faixa no SESC Itaquera.

Germano Melo (roteiro, direção e Interpretação)
Formado pelo curso de arte dramática da Universidade Federal do Ceará. Integrou o Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho, em que atuou nos espetáculos Trono de sangue - Macbeth e Drácula e outros vampiros. Participou dos processos criativos de Gilgamesh e Prét-à-Porter. Fez oficinas com o mestre do butô Kazuo Ohno e com a canadense Pol Peletier. Mais tarde, criou a companhia de teatro A Garagem com o objetivo de desenvolver pesquisa de linguagem e criação de dramaturgia. Neste grupo, escreveu e dirigiu Dos venenos o mais santo e Os belos elementos. Como roteirista e ator, colaborou na criação de Os collegas, Pagu que e Miseré bandalha, resultado do projeto Na Linha de Fogo, premiado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro e realizado ao lado da Bendita Trupe e de Cláudia Vasconcelos. Trabalhou, ainda, com Antônio Abujamra (O provocador), Luiz Carlos Vasconcelos (PortiNari), Fernando Guerreiro (Patty Diphusa), Cibele Forjaz (Woyzeck), Marco Antônio Braz (Medéia e Um bom rapaz), Vadin Nikitim (Os sete gatinhos), entre outros. Dirigiu o espetáculo Tudo na faixa, de sua autoria, no projeto Tecendo o Futuro - SESC Itaquera. Atualmente, também dirige Fuga da mosca..

Larissa Miwako (intérprete)
Iniciou seus estudos de dança aos três anos no Estúdio de Ballet Cisne Negro. Em 1998, formou-se pela Royal Academy of Dancing. Em 2003, iniciou o projeto de aulas de psicoballet para crianças carentes e ministrou a oficina de dança contemporânea para portadores de deficiência física na Oficina Cultural Oswald de Andrade pela Secretaria de Cultura. Desde 2004, integra o corpo docente do curso de aprimoramento Pilates para fisioterapeutas no Centro Cultural e Científico Brasileiro de Fisioterapia, em São Paulo. Ainda em 2004, participou da montagem da peça Da vida de Komikaze junto à Companhia de Teatro de Braga em Portugal.

Nô Stopa (intérprete)
Atuou como intérprete e compositora nos espetáculos De profundis, de Oscar Wilde, com a Cia de Teatro Os Satyros; Felizardo (Prêmios APCA de melhor musical infantil 2005 e Coca-Cola FEMSA no Teatro, por melhor trilha sonora em espetáculos infantis); Gigantes de ar, com a Cia. Pia Fraus de Teatro de Bonecos; Os reis do riso, com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e o grupo Parlapatões, Patifes e Paspalhões; Espetáculo Urbes, com o grupo Circo Fractons. Lançou seu primeiro CD, intitulado de Camomila e distorção, em 2004, e atualmente grava seu segundo álbum, Novo prático coração, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2007. No P.U.L.T.S., atuou nos espetáculos Amor de giz e Por um lugar tão sonhado, nos quais assinou parte da trilha musical.

Chris Cordovil (intérprete)
Cursou a Escola de Circo Tendal da Lapa; integrou os grupos GCAP/Capoeira Angola Pelourinho e Mímica Corporal Dramática (Etienne Decroux). Foi preparadora corporal dos espetáculos Romão e Julinha; Valsa N.6; Rimbaud e Quilombo dos Palmares. Desenvolveu o projeto Teatro em Movimento, com os adolescentes do Centro Cultural Boi Mirim e Centro Cultural de Santo Amaro. Atuou nos espetáculos Cabaret Lazarus; Belos elementos; Amor, amor, amor; Bailando nas alturas; Babel; O dia em que a terra parou; Munrimbalando Retratos (show musical).

Cida Sena (intérprete)
Participou de oficina de teatro coordenada por Wellington Duarte, estudou técnica clássica com a bailarina Maristela Estrela, do Estúdio Nova Dança, e dança contemporânea com Letícia Sekito. Fez parte do espetáculo Tudo na faixa. Atualmente, cursa graduação em dança na Universidade Anhembi Morumbi.


  Atividades realizadas pelo fomento:
  A ação da companhia foi dividida em três etapas:

    Primeira etapa - pesquisa (novembro/2006 a janeiro/2007)
Nesta fase, o grupo se concentrou na pesquisa de movimento, experimentação e produção cênica, dando continuidade, assim, à busca de suas linguagens e propostas. O elenco deu início aos ensaios de quatro horas diárias, em que trabalhou diversas temáticas em dança, música e teatro, por meio de exercícios-laboratório, totalizando 42 encontros.
    Segunda etapa - oficina e ensaios (fevereiro a março/2007)
As Oficinas de Movimento foram realizadas na Casa de Cultura da Penha. As aulas foram ministradas de maneira multidisciplinar e integrada e abrangeram as linguagens pesquisadas pelo grupo: dança contemporânea, voz, percussão corporal e teatro-dança. Após a conclusão das oficinas, foram selecionados - de acordo com os critérios aptidão, desempenho, freqüência nas oficinas e disponibilidade para ensaios - sete aprendizes e dois suplentes para integrar o processo de criação do espetáculo Olhos invisíveis. Durante este período, foram realizados 29 encontros em que o núcleo continuou o trabalho de pesquisa e iniciou a composição das células cênicas-coreográficas e desenvolveu o argumento sobre o tema Olhos invisíveis.
    Terceira etapa - ensaios, espetáculo e ateliê (abril a maio/2007)
Como finalização do projeto, nasceu o espetáculo Olhos invisíveis. A terceira etapa do projeto englobou todos os elementos necessários para a realização da montagem - ensaios, construção cenográfica, confecção de figurino, gravação da trilha sonora, concepção da iluminação, criação do material de divulgação, trabalho de assessoria de imprensa, planejamento de logística e cronograma, bem como as 10 apresentações previstas no projeto aprovado. Olhos invisíveis estreou em maio na Galeria Olido e seguiu temporada no Teatro Fábrica. Todas as apresentações tiveram entrada franca. Ainda na terceira etapa, foi realizado o Ateliê de Composição Coreográfica na Sala de Ensaio Vermelha da Galeria Olido, com a participação de dez pessoas, entre bailarinos e estudantes de dança. O ateliê abordou temas do espetáculo e reviu todo o processo de criação cênica de Olhos invisíveis.

Página do grupo: http://www.pults.com.br/