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S o b r e   o   g r u p o:

O Núcleo Cinematográfico de Dança é uma expansão da Cia Lambe-Lambe de Teatro e Afins, que envolve artistas de diversas áreas - atores e atrizes, bailarinas, cantor, fotógrafo, cineasta, etc. A companhia desenvolve projetos desde 1996 e já produziu uma série de trabalhos apresentados e/ou premiados nacional e internacionalmente. Além do presente projeto ¿Por que no hacemos cine?, as outras produções realizadas pelo núcleo foram: Entreaberto, de 2004/2005, Descompasso, de 2005, e Anti-séptico de uso geral para curativos, de 2005/2006. O núcleo, que antes se chamava Cia. Beziérs vai à feira!, foi fundado por Aline Bonamin, Mariana Sucupira e Thalita Souza.

P r ê m i o s:

Festival Internacional Mix Brasil, na categoria de melhor filme, pelo curta-metragem Uma valsa pra ela, realizado pela Cia Lambe-Lambe de Teatro.

PAC - Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo pela exposição fotográfica Lambe-lambe contemporâneo, realizada pela Cia. Lambe-Lambe de Teatro.

Sobre o espetáculo ¿Por que no hacemos cine?:

Inspirada na obra de Pedro Almodóvar, a coreografia invade os corpos que expõem os conflitos do desejo e das interdições humanas. Rompe as fronteiras entre a dança e o cinema, apropriando-se desses universos para devolvê-los em novos contextos, construindo composições híbridas, vestígios de linguagens em trânsito.

O diretor espanhol, mestre na observação de tipos sui-generis, revela o homem e a mulher em seus momentos de histeria, dúvida e serenidade. Suas figuras dramáticas universalizam o que pertence ao domínio do particular, das circunstâncias ou da época. Coloca seus personagens frente a eles mesmos, evidenciando sua força e fragilidade, aspectos priorizados na condição dos intérpretes-criadores.

A companhia elaborou um modo de se deslocar pela obra do cineasta como um espaço em que os intérpretes criam imagens que não estão mais atadas à superfície da tela, mas que coexistem a partir de relações e ações geradas pelo corpo. As entradas são várias, como também são diversas as possíveis leituras: cada cena produz uma intensidade diferente. Ainda assim, esses recortes que a companhia propõe se transformam diante da interpretação particular do espectador.

Sobre o ateliê coreográfico de dança contemporânea:

Dirigido por Maristela Estrela, o ateliê oferece para estudantes e profissionais de dança a possibilidade de vivenciar os processos criativos do núcleo durante o desenvolvimento de ¿Por que no hacemos cine?. A atividade destaca a pesquisa de linguagem entre dança e cinema. Os alunos produzirão pequenos depoimentos corporais para colocar em prática as experiências adquiridas. O objetivo é exercitar a criação com diferentes linguagens, aprofundando o conhecimento do corpo e as suas possibilidades de movimento. O desenvolvimento de dois ateliês coreográficos para estudantes e profissionais de dança ofereceu a possibilidade de vivenciar alguns dos processos criativos que o núcleo experimentou durante a realização do projeto, destacando a pesquisa de linguagem entre dança e cinema.

S o b r e    o s    a r t i s t a s:

Maristela Bertacco Estrela (diretora)
Bacharel e licenciada em dança pela Universidade Anhembi Morumbi. Como criadora-intérprete, participou, entre outros, do trabalho O tal do quintal, da Balangandança Cia, contemplado por diversos prêmios como o Prêmio Funarte Petrobras de Fomento à Dança e o APCA de melhor espetáculo para crianças. Também realizou o estudo coreográfico do projeto Caderno 8, da Companhia Oito Nova Dança, premiado pela Funarte/Klauss Vianna em 2006. Desde 2003, faz parte do Núcleo de Estudos da Coordenação Motora, com base no método de M.M. Béziers e S. Piret. Atualmente, integra o trabalho Compêndio para infância, contemplado com o PAC - Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Fundou e integra a Cia. Salto da Rã. Foi pesquisadora e professora no Estúdio Nova Dança, na Balangandança Cia e na Cia. Oito Nova Dança.

Aline Bonamin (intérprete-criadora)
Começou os seus estudos de dança em 1991, no clube Sociedade Esportiva Palmeiras, em que permaneceu até 2003. Bacharel em dança pela Universidade Anhembi Morumbi, desenvolve uma pesquisa interdisciplinar entre dança e cinema. Foi contemplada com o Programa Municipal de Fomento à Dança 2007, por Parangolés, projeto da Cia. Teatro e Dança Mariana Muniz, em que atuou como intérprete-criadora. Este ano, foi convidada pela Balangandança Cia para trabalhar no projeto Põe o dedo aqui, contemplado com o prêmio Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna. Também participou do processo de criação do vídeo-cenário de Dois Reflexos, exibido na mostra Dança em Pauta 2006. Ministrou aulas de dança contemporânea no estúdios Uxa Xavier, Nadança e no curso de teatro da Universidade Anhembi Morumbi. Participou da equipe de arte-educadores da ONG Terra, Saúde e Meio Ambiente, em São Miguel Paulista. Atualmente, é professora de dança para crianças na Casa do Teatro

Júlia Abs (intérprete-criadora)
Formada em dança pela Universidade Anhembi Morumbi. É professora licenciada de dança e possui título de produtora em artes cênicas. Em parceria com a bailarina Mariana Muniz, com a coreografia Rimas no corpo, participou da caravana realizada neste ano pelo projeto PAC de dança. Faz parte também da Balagandança Cia como intérprete das obras Brincos e folias e Rodapé. Também trabalhou na opera eletrônica O Guarani, de Carlos Gomes. Em 2005, atuou no processo de criação de Todos os 12, da Cia. 2 do Balé da Cidade de São Paulo. É professora do curso superior de educação artística da faculdade Mozarteum.

Mariana Sucupira (intérprete-criadora)
Começou seus estudos em dança em 1985, no Estúdio Modelo, interior de São Paulo, no qual permaneceu até 1994. É formada em cinema e vídeo pela FAAP. De 2002 a 2006, estudou no Estúdio Nova Dança. Possui bacharelado na área pela Universidade Anhembi Morumbi. Participou do espetáculo Devaneios de habitar esses lugares inabitáveis, da Cia. Vitrola Quântica. Também fez parte da Cia. Omstrab. Colaborou com a direção e documentou o espetáculo Todos os 12, da Cia. 2 do Balé da Cidade de São Paulo. Foi professora nos estúdios Uxa Xavier, Nadança, Nova Dança e na Academia Paula Firetti. Também dirige a produtora Imagens Nômades, que há alguns anos registra trabalhos de dança, teatro e música.

Ricardo Neves
Além do Núcleo Cinematográfico de Dança, integra o Célia Gouvêa Grupo de Dança, pelo qual apresentou a coreografia Corpos incrustados na Virada Cultural deste ano. É professor de contato improvisação na Escola Maquinaria (antiga Nova Dança), no Estúdio Move e no Teatro Fábrica. Desenvolve pesquisa com dança flamenca. Em 2006, participou como bailarino e professor do Sexto Festival Internacional de Contato Improvisação, em Buenos Aires. Como intérprete-criador, também participa da Companhia de Dança Colletivo Cavallaria. Já trabalhou com o grupo de teatro Cemitério de Automóveis e com a escola Casa da Dança.

  Atividades realizadas pelo fomento:

     Além do projeto ¿Por que no hacemos cine? e do ateliê O cinema compõe a dança, a companhia também realizou um ciclo de oficinas de dança abertas à comunidade. O objetivo das aulas não visava a formação de bailarinos profissionais, ainda que possam ter sido um estímulo para isso. As aulas pretendiam despertar o interesse pela dança, já que, ao tomar contato com a linguagem, os alunos podem compreendê-la, identificar-se com ela e refletir sobre ela. A companhia também procurou, por meio das oficinas, aproveitar-se da dança contemporânea como uma ferramenta cultural na percepção do mundo. Dessa maneira, capacitou os alunos para aprender diferentes habilidades de usar o corpo como um instrumento criativo, contribuindo para um desenvolvimento mais abrangente como a interação entre os mesmos e a transformação social. As oficinas foram desenvolvidas em conjunto com a ONG Terra Saúde e Meio Ambiente.