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S o b r e    o    g r u p o:

O grupo tem como foco a pesquisa de criação em dança aliada ao desenvolvimento de uma obra que busca a interseção entre dança e outras áreas como artes visuais, performáticas e vídeo-arte. Entre seus colaboradores freqüentes, destacam-se o músico Lívio Tragtenberg, o artista visual Leandro Lima e os desenhistas de luz André Boll e Wagner Pinto.

P r ê m i o s    r e c e b i d o s:

Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 1997 por Les Poupées, realizada com o apoio da Bolsa REDE Stagium.
Prêmio APCA 2000 por Formless, que teve apoio do Prêmio Funarte de Fomento à Dança.
Prêmio APCA 2004 por O Homem de jasmim, realizada com o apoio da Bolsa Vitae.
Prêmio APCA 2004 pela instalação coreográfica O banho, realizada com o apoio da Bolsa de Pesquisa e Criação Artística da John Simon Guggenheim Foundation e do Rumos Dança.

Sobre o espetáculo Como Viver Junto:

Como viver junto é inspirado no livro homônimo de Roland Barthes e no conceito de dejeto nele contido, o qual mostra o status contraditório daquilo que é rejeitado e integrado, integrado como dejeto. A coreografia também utiliza os conceitos de hommo saccer e vida nua do filósofo Giorgio Agambem. O grupo procura refletir sobre o vínculo que liga a vida natural não politizada ao poder soberano; sobre como o corpo biológico do cidadão veio ocupar uma posição central nos cálculos e estratégias do poder estatal e de que maneira a política tornou-se biopolítica e o campo de concentração, o verdadeiro paradigma político da modernidade. A partir desses conceitos e reflexões, as pesquisas são direcionadas para as possíveis estratégias de resistência do corpo à biopolítica na contemporaneidade; quais seriam as maneiras de exprimir uma potência própria por meio da resistência às formas vindas de fora e que se impõe ao dentro para organizá-lo e lhe incutir uma alma.

S o b r e   o s    a r t i s t a s:

Marta Soares
(coordenadora, diretora e coreógrafa)
Completou o One Year Course no Laban Centre, em Londres. É bacharel em artes pela State University of New York. Analista de movimento pelo Laban/Bartenieff Institute of Movement Studies, NY. Recebeu bolsa da Fundação Japão, estudando com Kazuo Ohno em Tókio. É mestre em comunicação e semiótica pela PUC-SP, em que leciona na Faculdade de Comunicação e Artes do Corpo e é doutoranda no Departamento de Psicologia Clínica, no Núcleo de Subjetividade. Recebeu o
Prêmio Funarte Klauss Vianna 2006 para pesquisa.

Anderson Gouvêa (bailarino)
Bacharel e licenciado em dança pela Universidade Anhembi Morumbi. Desenvolveu projetos em parceria com Beto Martins (Bem vindo ao deserto do real), Thelma Bonavita (CorpoCoisaRemix), Juliana Moraes (2 e ½ e Um corpo do qual se desconfia). Atualmente é arte-educador em dança contemporânea no Instituto Alana e criador-intérprete da Cia. OITO Nova Dança e da Balangandança Cia.

Carolina Callegaro (bailarina)
Bacharel e licenciada em dança pela Unicamp. Atualmente, dedica-se à pesquisa do contato improvisação e maneiras e procedimentos próprios de concepção artística. Integra o grupo Wasu Cia., formado em 2003 por ex-alunos do curso de dança e artes cênicas da Unicamp, em que atua como criadora e intérprete. Compõe também a Cia. Damas em Trânsito e Os Bucaneiros.

Clara Gouvêa (bailarina)
Bailarina, criadora e professora formada em dança pela Unicamp. Em janeiro de 2005, realizou residência artística na companhia chilena de dança contemporânea La Vitrina. É criadora dos espetáculos Pour les Deux e Abrir a porta da casa, em parceria com Carolina Callegaro, apresentados na mostra Feminino na Dança no Centro Cultural São Paulo. Em 2007, estreou o espetáculo Jardim de rosas mudas, com direção de Gisele Petty, na Casa das Rosas.

Manuel Fabrício (bailarino)
Ator e dançarino, graduou-se em artes cênicas pela Universidade Estadual de Londrina, tornando-se bacharel em interpretação teatral. Iniciou seus estudos em dança contemporânea e contact improvisation em 2002, e em balé clássico em 2003. Participou de montagens de dança-teatro como criador e intérprete, entre elas Um canto para sapatos apresentada no FILO (Festival Internacional de Londrina) em 2004, Brasis, de 2005 e Memórias de bonecas, de 2006, que recebeu o Prêmio Miriam Muniz da Funarte.