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S o b r e    a     c o m p a n h i a :

Criada em 1997, a Balangandança Cia. une arte e educação para discutir a linguagem corporal da criança. O grupo apresenta um trabalho original e, até então, inédito no Brasil. A proposta é desenvolver uma linguagem de dança contemporânea dirigida às crianças, respeitando-as como espectadores participativos e resgatando o lado lúdico, saudável e criativo do corpo. Isso é feito por meio de pesquisa sobre o cotidiano infantil e sobre as danças populares brasileiras, investigando a relação entre composição coreográfica e improvisação. Desde 1997, quando foi criado, o grupo se apresenta em diversos estados com espetáculos interativos como Entranças e O tal do quintal, além dos videodanças Pé de moleque e Em outro pé. Também ministra oficinas para crianças, professores e educadores.

P r ê m i o s    r e c e b i d o s:

Estímulo à Dança 2000, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por Roda pé.
EnCena Brasil 2001, da Secretaria da Música e Artes Cênicas (Ministério da Cultura do Governo Federal) e Funarte, por Roda pé
Estímulo à Dança 2003, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, por Entranças.
Rumos Dança 2004, pelo vídeo-dança Pé de moleque, baseado em Roda pé.
Estímulo à Dança 2005 da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por O tal do quintal - brincadeiras, medos e sonhos.
Prêmio Funarte Petrobras de Fomento à Dança, do Ministério da Cultura, por O tal do quintal - brincadeiras, medos e sonhos.
Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 2006, por Dança para crianças - O tal do quintal.
Caravana Funarte Petrobras de Circulação Nacional - Dança 2006, pelo projeto Giro.
Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2006, pelo projeto Põe o dedo aqui!.
Programa Municipal de Fomento à Dança 2006, pelo projeto Balangandança, 1, 2,3 e...já!, realizado em comemoração aos dez anos da companhia.

Festivais e eventos especiais em que a companhia se apresentou:

* 7Th DaCi (Dance and the child international) Conference, realizada em 1997 na Finlândia, com Brincos & Folias e uma oficina para crianças.
New Trends in Dance Teaching 1998, realizado pela Universidade Técnica de Lisboa, com a coreografia Brincos & Folias
Mostra Internacional SESC de Dança 2001, com Roda pé.
9th DaCi Conference, em 2003, também com Roda pé. Neste evento, a Balangandança realizou uma oficina de criação com cerca de 500 crianças e jovens de diferentes partes do mundo. O trabalho resultou na apresentação Mundaréu - um só corpo.
10th DaCi Conference, na Holanda, com o vídeo-dança Em outro pé.
Festival Internacional de Novadança 2005, em Brasília. No evento, apresentou os três espetáculos de seu repertório, além do vídeo-dança Pé de Moleque, e ministrou curso de dança na educação, voltado para arte - educadores.
Dança Criança, em 2005 no Rio de Janeiro.
Mostra de Artes Cênicas para Crianças, realizada em 2005 pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

Sobre os eventos programados para a mostra:

No espetáculo Brincos & Folias, um grupo de crianças tem que inventar maneiras de se divertir sem a televisão, que explodiu. Assim, elas criam brincadeiras, redescobrindo seu corpo e o prazer de dançar e inventar movimentos. A partir daí, a platéia é convidada pela Balangandança Cia. a participar do espetáculo, sendo às vezes espectador e às vezes dançarino.

Em Entranças, as crianças se divertem brincando de “Caça ao Tesouro”, buscando pistas que as levam a redescobrir o Brasil por meio de sua cultura. Neste jogo, o grupo descobre que o tesouro não é uma “coisa” e sim o encontro com o universo mágico da riqueza e diversidade, de brincadeiras e danças brasileiras.

Roda pé traz imagens, sons, ritmos e descobertas infantis. O pé como gerador de movimentos entra em cena, aliando brincadeiras e danças populares do Sudeste do Brasil que se transformam em fonte de diversão e informação sobre o corpo.

Na mesa redonda Dança para crianças: educação e produção artística, será discutida a importância na formação da criança no sentido educacional e artístico a partir da visão/experiência de diferentes profissionais. Participarão Uxa Xavier (Na Dança), Andréa Fraga (EMIA), André Trindade (Fisioterapeuta) e Georgia Lengos (Balangandança Cia). A mediação é de Lilian Vilela (Doutoranda na Faculdade de Educação da Unicamp).

S o b r e   o s   a r t i s t a s:


Dafne Michellepis
Formada em dança pela Unicamp, trabalha com o Balangandança desde a sua criação, desenvolvendo pesquisa de linguagem e espetáculos de dança contemporânea para crianças. Ministra aulas de dança criativa e contemporânea para crianças e adolescentes e cursos de capacitação para professores. Também atua como atriz e coreógrafa de filmes publicitários e trabalhou nas áreas de finalização e como assistente de direção no Brasil e em Portugal. Dirigiu dois trabalhos de vídeo-dança do grupo. Em 2006, representou a companhia na 10th DaCi (Dance and the child international) Conference, na Holanda, onde realizou uma palestra sobre o processo criativo dos vídeos-dança. Como bailarina, participou de três outras edições da DaCi Conference, inclusive a realizada em 2003 no Brasil, em que também foi responsável, junto com a Cia., pela criação e coordenação do encerramento do evento contando com cerca de 400 crianças e jovens de diferentes partes do mundo e o Bloco do Ilê.

Coré Valente
Formado em dança pela Unicamp, trabalha como bailarino, músico, regente de coral e professor de circo, dança e música. Ministra aulas na Escola Frenetiana Curumim, em Campinas, há 10 anos. Também atua como professor na ONG Projeto de Meninos e Meninas de Rua, em São Bernardo do Campo e Guarulhos, e no Instituto ALANA em São Miguel Paulista.

Anderson do Lago Leite
Entre seus trabalhos realizados como ator, destacam-se: Like a Rolling Stone, que dirigiu junto com Lavínia Pannúnzio (premiado na Jornada Sesc de Teatro em 1992); Imago, com direção e coreografia de Georgia Lengos (premiado no Movimentos Sesc de Dançaem 1996) e A andorinha sinhá e o gato malhado, com direção de Ariovaldo Teixeira. Como diretor, realizou trabalhos como A sexta história ou o pensamento atrás, inspirado na obra de Clarisse Lispector (premiado no Movimentos Sesc de Dança em 1992). Desde 1986, atua como professor de teatro, arte-educador e produtor cultural em várias empresas, escolas, ONGs e instituições. Atualmente, é professor de artes cênicas na Faculdade São Luis e no Colégio Anglo, em Jaboticabal-SP.

Geórgia Lengos (diretora)
Fundadora e diretora da companhia. É coreógrafa, bailarina e professora graduada pela faculdade de dança da Unicamp. Ministra cursos de dança educativa para crianças e para a capacitação de professores em diferentes partes do país. Desenvolve trabalhos com dança contemporânea e educação desde 1989. Integrou a Cia Nova Dança de 1995 a 2000 e desde então integra a Cia Oito Nova Dança. Ministra aulas no Colégio Oswald de Andrade Caravelas desde 2000. É autora dos capítulos referentes à área de dança da série de livros didáticos Arte hoje, dirigidos a alunos de 5ª à 8ª Série.

Maristela Estrela (criadora-intérprete e professora)
Formada em dança pela Universidade Anhembi Morumbi, atua também na Cia. Oito Nova Dança. Ministra aulas nas salas Crisantempo e Maquinaria. Fundou e integra o Núcleo Cinematográfico de Dança, pelo qual dirige o trabalho ¿Por que no hacemos cine?. Junto com Alê Prade, Andréa Drigo e Ramiro Murillo, desenvolve uma pesquisa sobre a relação entre dança, música e voz.

Lívia Império de Freitas (intérprete-criadora)
Formada em dança pela Universidade Anhembi Morumbi, é co-criadora da Companhia Giz de Cena, na qual atua como criadora-intérprete e produtora. Participa do Centro Brasileiro de Estudos e Folganças, no Teatro Escola Brincante. Ministra aulas de dança para crianças de comunidades carentes da zona sul de São Paulo, pela ONG Ação Comunitária do Brasil. Também trabalhou no CEU Parque São Carlos e no Instituto Escola Brasil. Fez assistência de direção e preparação corporal na criação do espetáculo Paulicéia desvairada, em parceria com Welington Duarte no projeto Mario de Andrade na Casa de Cultura da Penha. Integra desde 2003 a Balangandança Cia. Intérprete-criadora dos espetáculos De carne e osso e Idêntico, com Anderson Gouveia e Cléia Plácido.

  Atividades realizadas pelo fomento:

     O projeto Balangandança 1,2 3.... e já! durou 12 meses e possibilitou a remontagem do repertório da companhia, que completa 10 anos. Eles trouxeram ao palco quatro espetáculos, incluindo Brincos & Folias e Entranças. Realizaram workshop para arte-educadores no CCSP, com enorme procura. O grupo ficou quatro meses em cartaz no Teatro Humbolt, totalizando 64 espetáculos para um público estimado de 10.000 crianças e adultos. Dentro da 1ª. Mostra do Fomento à Dança, além dos espetáculos, exposição e videodanças, o grupo propõe a mesa redonda Dança Contemporânea para Crianças: Ensino e Produção Artística.