Fomento à dança
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  À dança - por Iracity Cardoso
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Perguntas mais freqüentes


1. O que é o Programa Municipal de Fomento à Dança?

É um programa da Secretaria Municipal de Cultura que seleciona, por meio de uma comissão julgadora qualificada, até 15 projetos a cada edital de dança contemporânea, seja de criação coreográfica, circulação ou manutenção. O objetivo é estimular a continuidade dos trabalhos na área e auxiliar na difusão da produção artística paulistana.

2. O que é a 1ª. Mostra do Fomento à dança?

Foi um evento que reuniu os grupos selecionados pelo Fomento à Dança e suas produções para o público ter acesso ao conjunto de obras coreográficas e ações realizadas pelos grupos/núcleos. A 1ª. Mostra do Fomento à Dança foi realizada de 4 de outubro a 4 de novembro de 2007, na Galeria Olido, no CCSP e no Lugar (sede da Cia. Corpos Nômades).

3. Quais foram as atividades oferecidas ao público durante a Mostra do Fomento à dança?

Além de espetáculos de dança para o público em geral, houve apresentações dirigidas ao público infantil durante as tardes no CCSP e performances nas áreas públicas da Galeria Olido. Durante todo o evento, ocorreram também mostras de vídeo e de trabalhos fotográficos dos grupos fomentados, além de uma exposição em homenagem o fotógrafo Gerson Zanini.

A Assessoria de Dança da SMC também promoveu um debate com as instituições de dança sobre a Lei do Fomento à Dança e uma roda de conversa com os criadores.

Os grupos, como parte de seus projetos, ministraram workshops e palestras. Também foram promovidos lançamentos de DVDs e livros específicos da área.

4. Sobre o edital 2006:

O resultado da primeira edição do programa de fomento à dança de São Paulo foi publicado no dia 11 de outubro de 2006. Dentre 32 inscritos, foram contemplados quatorze projetos, divididos nas categorias: criação coreográfica, dança contemporânea e espetáculos públicos. O programa contou com uma verba de R$ 2.000.000,00.

A comissão julgadora foi composta por seis profissionais de notório saber em dança, quatro deles indicados pela Secretaria Municipal de Cultura, entre eles o presidente da comissão, e três indicados pela classe artística.

Os indicados pela SMC foram: Iracity Cardoso (presidente da comissão), Cássia Navas, Mônica Mion e Silvia Geraldi. Os indicados pela classe foram: Sueli Andrade, Luis Ferron e Ana Terra.

Os projetos envolveram mais de 200 profissionais da área, com uma duração média de 12 meses. Foi atingido, no período, um público aproximado de 50 mil pessoas.

5. Quais foram os projetos contemplados pelo primeiro edital em cada categoria?

Criação coreográfica:

O Homem continua ou Como um homem pode achar que é dono de um boi?, de Key Zetta e Cia

Dr. discutindo as relações, da Made in

¿ Por que no hacemos cine?, do Núcleo Cinematográfico de Dança

Dança Contemporânea:

O Corpo e a Cidade, da Cia Artesãos do Corpo/Dança-teatro

Olhos invisíveis, de P.U.L.T.S Teatro

Polysemos, Grupo Minik Momdó

Coreográfico:

Projeto de fomento das atividades da Cia Corpos Nômades de dança contemporânea.

Anjo Novo, do Núcleo Passo Livre

Dança Associada à Cidade, do Célia Gouvêa Grupo de Dança

Taanteatro + 15 anos, da Taanteatro Cia

Como viver junto
, do Marta Soares Grupo de Dança Teatro

Espetáculo público

Omstrab 10 anos, do Núcleo Omstrab

Balangandança 1, 2, 3... e já!
, da Balangandança Cia

O processo, da Cia Borelli de Dança


6. Como surgiu a Lei Municipal no. 14.071 de 18/10/2005 referente ao Fomento à Dança?

O projeto nasceu da politização da dança em São Paulo. O maior agente da criação da lei foi o movimento Mobilização Dança, formado em outubro de 2002 com o intuito de discutir e propor projetos e programas públicos para a dança contemporânea. Uma das metas principais era a criação da Lei de Fomento à Dança para cidade de São Paulo.

Em parceria com o deputado estadual Vicente Candido e o vereador Nabil Bonduki, que apresentaram uma emenda orçamentária de um milhão de reais para a área, o Mobilização Dança propôs ao então secretário da Cultura Celso Frateschi um projeto de circulação de dança contemporânea. A partir desse encontro, foram definidas as bases para o edital público e, em 2004, realizada a Mostra Contemporânea de Dança ao longo de três meses, com 35 grupos circulando por dez teatros municipais e sete CEUs, totalizando 280 apresentações.

Surgia então, um diálogo importante com a secretaria de cultura da cidade de São Paulo e com a Câmara Municipal de Vereadores. Em setembro de 2005, a Lei de Fomento à Dança, apresentada pelo vereador José Américo, foi aprovada por unanimidade. A proposta de lei foi redigida por Eliana Cavalcante, Sofia Cavalcante, José Maria Carvalho, Raul Rachou, Maria do Rosário Ramalho (assessora Nabil Bonduki), Graça (assessora Tita Dias), Tadeu de Souza (assessor José Américo)

O primeiro edital do "Programa Municipal de Fomento à Dança" abriu inscrições em 17 de julho de 2006, de acordo com os dispositivos da Lei Municipal nº 14.071 de 18/10/05.

7. Quais são os objetivos do Fomento à Dança?

Entre as principais intenções do programa, podem ser citadas:

• Promover e intensificar o panorama da dança contemporânea paulistana.

• Estimular e possibilitar o trabalho contínuo e em grupo na área de dança.

• Criar mercado de trabalho para bailarinos, diretores, produtores, coreógrafos, técnicos e demais profissionais envolvidos na produção e circulação artística.

• Estimular o fazer coreográfico e a profissão de coreógrafo e intérprete.

• Possibilitar que os núcleos/grupos se organizem profissionalmente.

• Permitir o acesso da população à dança, por meio de espetáculos gratuitos ou a preços populares, além de estimular atividades artísticas e educativas.

8. O que ainda precisa ser feito?

A verba orçamentária anual ainda precisa ser definida a cada ano na Câmera. Também é necessário dar continuidade ao trabalho profissional, democrático e, sobretudo, representativo da classe.


9. Quais foram os agentes da criação da lei de fomento e os grupos que apoiaram?

Os agentes foram: Sofia Cavalcante, Eliana Cavalcante, Cecília de Arruda, Marcos Moraes, Raul Rachou, José Maria Carvalho, Célia Gouvêa, Solange Borelli, Sandro Borelli, Maura Baiocchi, Mirtes Calheiros, Wolfgang Pannek, Ederson Lopes, Fábio Brazil, Lara Pinheiro Dau, Fabiana Dultra Britto.

Os grupos que apoiaram foram: Uxa Xavier, Wellington Duarte, Omstrab, Key Sawao, Carlos Martins, Vera Sala, Valeria Cano Bravi, Helena Bastos, Eliana Santana, Cristian Duarte, Marcos Sobrinho, Ana Terra, Mayra Spanghero, Lenira Rangel, Dora Leão, Jorge Eugenio Alves, Maria Mommenshon.

10. O que é o Centro de Dança da Galeria Olido?

É um espaço coletivo de trabalho para profissionais de dança da cidade de São Paulo, que hoje ocupa todo o segundo andar da Galeria Olido. Tem como objetivo viabilizar a continuidade de pesquisas coreográficas dos grupos e núcleos. Sua infra-estrutura oferece salas para ensaios, aulas, workshops e apresentações, além de espaço para difusão, pesquisa e acervo multimídia.

Possui três amplas salas de dança equipadas com aparelho de som, TV, e chão apropriado, além da Vitrine da Dança, utilizada para aulas coletivas e atividades para o público em geral.

A Sala Paissandu está devidamente equipada para espetáculos de dança, com equipamentos de luz e som, linóleo preto e uma equipe técnica especializada. Dispõe de 136 lugares na sua platéia, e uma programação inteiramente gratuita a população. A programação anual é intensa, com espetáculos de dança profissionais e de qualidade.

A sala de pesquisa possui três ilhas de consulta, acervo multimídia dos grupos fomentados e o acervo de dança do Centro Cultural São Paulo, além de materiais doados por outras instituições. Neste local, é possível pesquisar e assistir a vídeos coreográficos e consultar os projetos e relatórios dos grupos fomentados.

No andar térreo, vídeos deste acervo e de outros são exibidos permanentemente como forma de divulgação dos trabalhos apresentados na Sala Paissandu.

Toda a programação do Centro de Dança da Galeria Olido é publicada nas agendas e site do CCSP, e na Revista Em Cartaz, da Secretaria Municipal de Cultura.