Quadrinho marginal - 40 anos apresenta
o material exposto na Gibiteca Henfil, no Centro Cultural São Paulo,
de 17 de outubro de 2009 a 30 de abril de 2010.
A exposição homônima apresentou um panorama do quadrinho
marginal americano e brasileiro, exibindo desde o primeiro número
da revista Zap Comix, de Robert Crumb, até a revista Sociedade
Radioativa.
Os quadrinhos marginais começaram a ser produzidos nos Estados
Unidos no final da década de 60 pelo grupo da revista Zap Comix,
de Robert Crumb, como uma alternativa às publicações
distribuídas em bancas de jornal, nas quais raramente apareciam
histórias de conteúdo adulto.
Artistas gráficos de todo o mundo foram influenciados pelo surgimento
e pelo sucesso da Zap. Em seguida, vieram as publicações
da editora Rip Off, de Gilbert Schelton.
No Brasil da década de 1970, governado por uma junta militar, a
revista Balão foi a pioneira no gênero de publicações
de quadrinhos undergrounds, seguida por Boca, Papagaio, Risco e Capa.
Feita por um grupo de artistas, entre eles Laerte, Luiz Gê e Angeli,
Balão deu origem a diversas publicações dedicadas
a esse tipo de quadrinho, como as da editora PRO-C, de Marcatti, e do
grupo da Sociedade Radioativa Nacional.
Quadrinho marginal - 40 anos traz uma amostra do quadrinho underground,
apresentando exemplares raros de revistas de pequena tiragem que fazem
parte do acervo da Gibiteca Henfil.