arte: Edmarcio da Silva - fotos:
Carlos Rennô - 5/2009 Horário
de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados,
domingos e feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h.
A entrada é permitida até 30 minutos antes do fechamento. Informações:
3397 4071 ou pelo email discoteca@prefeitura.sp.gov.br
Idealizada por Mário de
Andrade enquanto ele esteva à frente do Departamento de Cultura da cidade
de São Paulo, a Discoteca Oneyda Alvarenga foi criada em 1935, com o nome
de Discoteca Pública Municipal.
Em
1982, depois de passar por várias sedes, a Discoteca foi transferida para
o Centro Cultural São Paulo e, a partir de 1987, passou a receber o nome
de Oneyda
Alvarenga, em homenagem a sua primeira
diretora, que exerceu o cargo até 1968.
Os
serviços iniciais da Discoteca compreendiam:
-
Registros sonoros de folclore musical brasileiro, de música erudita de
compositores paulistas ou fixados em São Paulo e arquivo da palavra (alocução
de homens ilustres e gravações para estudos de fonética);
- Museu etnográfico folclórico, principalmente destinado a instrumentos
musicais populares brasileiros; - Arquivo de documentos musicais folclóricos
registrados por meios não mecânicos; - Filmoteca anexa ao serviço
de registros do folclore musical brasileiro; - Coleções de discos;
- Biblioteca musical, pública, de partituras e livros técnicos.
Acervo
Considerado
um dos mais importantes acervos especializados em música do mundo, o acervo
da Discoteca Oneyda Alvarenga é composto de música erudita, popular
e folclórica, de procedência nacional e estrangeira, disponível
para consulta e audição.
Destacam-se,
entre outras, coleções de obras completas de Johann Sebastian Bach,
obras de Cláudio Monteverdi, várias marchinhas de carnaval e algumas
obras de música contemporânea.
Acervo Impresso Ccerca
de 62 mil partituras de música erudita, popular, nacional e estrangeira;
10 mil livros de música; 400 títulos de revistas e hemeroteca musical
(recortes de jornal) com 1700 assuntos.
Acervo
Histórico Guarda documentos, objetos, discos, mobiliários,
filmes e fotografias provenientes dos projetos desenvolvidos nos primeiros anos
de existência da Discoteca. Dentre os conjuntos preservados, encontram-se:
Arquivo da Palavra Trata-se
de um registro de vozes de personalidades como Camargo Guarnieri, Dulcina de Morais,
João de Souza Lima, José de Alcântara Machado, Lasar Segall
e Rubens do Amaral. Constam também gravações de pronúncias
regionais do Brasil, para estudo da fonética. São pequenas leituras
selecionadas por Manuel Bandeira, feitas por pessoas, consideradas cultas e incultas,
de todas as regiões do país. O acervo documental guarda os recibos
pelo direito de uso dessas vozes.
Casal
Lévi-Strauss e Sociedade de Etnografia e Folclore Encontra-se também
nesse acervo os filmes produzidos pelo casal Dina e Claude Lévi-Strauss
em suas expedições ao Mato Grosso. Pouco conhecida pelo público,
Dina Lévi-Strauss produziu e contribuiu muito para a desenvolvimento das
políticas culturais do município de São Paulo. O CCSP guarda,
ainda, todo o material produzido pela Sociedade de Etnografia e Folclore, entidade
de pesquisa criada em 1936, ligada ao Departamento de Cultura. Destacam-se as
apostilas do curso de etnografia e folclore, ministrado por Dina Lévi-Strauss.
Coleção
da Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938 Idealizada e organizada
por Mário de Andrade no período em que o escritor esteve à
frente do Departamento de Cultura de São Paulo. A Missão tinha como
objetivo investigar aspectos formadores da identidade nacional. Em 1938, uma equipe
chefiada pelo engenheiro e arquiteto Luís Saia percorreu o Norte e o Nordeste
do Brasil para registrar suas manifestações culturais e folclóricas,
em especial de dança e música. Na bagagem, trouxeram instrumentos
musicais, objetos de culto, peças utilitárias, fotos, reproduções
de desenhos, gravações musicais e filmes. Saiba
mais...
Outras
coleções disponíveis Documentação histórico-administrativa
da Discoteca Pública Municipal de 1935 a 1983; os filmes produzidos pelo
casal Dina e Claude Lévi-Strauss; os registros de Camargo Guarnieri sobre
o II Congresso Afro-brasileiro, realizado em Salvador, Bahia, em 1937; os trabalhos
que participaram dos Concursos de Monografia sobre Folclore, promovidos pelo Departamento
de Cultura os documentos do Congresso Nacional da Língua Cantada de 1937,
cuja proposta foi subsidiar estudos no campo da fonética.
Acesso
A consulta de livros é aberta: o consulente
retira diretamente o livro que pretende consultar. Tal critério estimula
o interesse por outros livros dispostos nas prateleiras. Diferentemente dos livros,
a consulta às partituras, discos e CDs é fechada, isto é,
apenas os funcionários têm acesso ao espaço do acervo, pois
é requerido um manuseio mais cuidadoso quanto ao acondicionamento nos armários.
A consulta aos livros de música, partituras,
discos e CDs pode ser feita em fichas nos arquivos de aço. Vale lembrar
que parte dos acervos estão em base de dados disponíveis para acesso.
Paradas Sonoras
Por
meio de uma plataforma descentralizada foi criado, em diferentes pontos do Centro
Cultural, um novo circuito de audição para o diversificado material
da Discoteca. Esses pontos estão divididos em quatro estações
com formatos de mobiliários e equipamentos diferentes, cada um para uma
necessidade específica: Estações de pesquisa, de audição
de LP's, de audição para duplas e de audição coletiva.
É
importante ressaltar que apenas uma parte do acervo da Discoteca está digitalizada.
De um total de 70 mil discos, cerca de 35 mil fonogramas já foram informatizados
e, além de compor o acervo digital que será inserido paulatinamente
nas Paradas Sonoras, contribuirão para a conservação do material
original, especialmente as obras raras.