Grupo Corpo

A insígnia brasileira mais reconhecida na comunidade internacional é hoje um organismo de intricadas relações de materiais de espécies diferentes (a dança com as artes visuais, as artes visuais com a música, a música com a dança, a dança com a música...), e sinônimo de um particular jeito de tratar a dança.
Rodrigo Pederneiras é um dos vórtices. Explora, decupa, absorve, deixa-se absorver por temas contidos no arcabouço de trilhas por ele utilizadas na história dessa construção. E ela tem 25 anos. Pederneiras formou-se como um dos quadros dos mais hábeis entre nós. Em incorporar e traduzir nos corpos traços do mundo musical. Em que a matéria bruta dos passos se materializa em dança. O movimento se naturaliza de tal forma que os corpos parecem mesmo livres de qualquer sorte de orientação.
Ele está lá como tessitura não somente imagética mas também audível. Uma tessitura de dobras, angular, torna essa dança uma grife ímpar em nossa história artística. Sobretudo, uma gramática evolucionária: o corpo desenvolvendo um novo tema em resposta ao meio que o produz e o meio selecionando esse tema para possibilitar o encadeamento seletivo.

Marcos Bragato

voltar

copyright ccsp @ 2005