DANÇA À DERIVA – 10ª edição do Encontro latino-americano de dança, performance e ativismo 2023

05 a 15/10

  • Confira a programação completa abaixo 
  • Diversos espaços
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis
  • Os ingressos podem ser reservados online através do link ou presencialmente
  • Funcionamento da bilheteria presencial:
  • Terça a sábado, 13h às 22h
    Domingo e feriados, das 12h às 21h
  • Para mais informações sobre o funcionamento da Bilheteria, física e online, clique aqui
  • É recomendado o uso de máscara

De 5 a 15 de outubro, o Centro Cultural São Paulo será palco para a 10ª edição do Dança à Deriva – Encontro latino-americano de dança, performance e ativismo e conta com o apoio do IBERESCENA e PROAC EDITAIS. O Encontro conta com a presença de artistas e obras de 11 países – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela –, além do Brasil, evento reúne protagonistas da cena contemporânea, artistas do corpo, da dança, da performance e das artes teatrais em uma maratona com 32 espetáculos, rodas de conversas, laboratórios e um fórum de artistas-gestores.

PROGRAMAÇÃO

05/10

18h30 | Abertura Oficial (Sala Adoniran Barbosa)

19h45 | CIA. FRAGMENTO DE DANÇA (Brasil) ‘ERGA OMNES’ *60’ (Espaço Ademar Guerra)

Erga Omnes propõe pensarmos as estruturas às quais pertencemos, aquelas que nos oferecem proteção e nos cobram obediência. O que pode um grupo diante das ficções que cria e sobre as quais se insurge?

Concepção, coreografia e direção: Vanessa Macedo | Assistente de direção e coreografia: Maitê Molnar | Interpretes: Cristiano Saraiva, Diego Hazan, Flávia Teraoka, Gabriela Ramos, Leticia Almeida, Leticia Mantovani, Maitê Molnar, Vanessa Macedo e Vinicius Frances |  Percussão, montagem e edição de trilha sonora: Lua Oliveira  |  Canto: Nani Porto   |  Iluminação: Fellipe Oliveira  | Figurino: Daíse Neves  |  Produção: Luciana Venancio (Movicena Produções) | Classificação etária: 16 anos

Sob a direção de Vanessa Macedo, a Cia Fragmento de dança é um núcleo artístico de pesquisa e produção em dança contemporânea, sediado na cidade de São Paulo – SP, desde 2002. Possui 23 trabalhos artísticos em seu repertório, com os quais foi contemplada pelos principais editais de apoio financeiro a projetos de dança. Tem uma intensa atuação na capital paulistana, participando constantemente de festivais nacionais e internacionais.  

21h | ARNALDO TIFÚ E PEDRO SIMPLES e convidades (Brasil) ‘SHOW MUSICAL’ *45’ (Sala Adoniran Barbosa)

Arnaldo Tifu e Pedro Simples. Os Emcees oriundo de Santo André, SP se unem com seus Deejays e participações especiais para apresentarem um repertório autoral que navega entre as diferentes vertentes e estilos de RAP desde o clássico Boom Bap até o House Music Trap e Freestyle. No ano do cinquentenário da cultura Hip Hop essa dupla promete fazer Jus a cultura de rua apresentando um espetáculo que introduz o público a este universo.

Arnaldo Tifu é MC, Rapper, cantor, compositor, improvisador, poeta, pai da Maite, produtor cultural e arte-educador. Milita na cultura Hip Hop desde 1997. Produtor cultural e produtor musical, fundador do selo Coletivo RISO. Pedro Simples é natural de Santo André, Cantor, MC e Produtor Musical, enraizado e fundamentado no Rap ABCDMRR, há alguns bons anos vem se inspirando e servindo de inspiração a uma rede que cresce forte, com autenticidade, fazendo da região uma continuidade na exportação da boa cultura. Fundador do Sarau da Consciência (2016) frequente no centro da cidade, provocando e fomentando as culturas urbanas e marginais. 

06/10

19h | LUIS FERRON & MAURICI BRASIL (Brasil) ‘ARRUAÇAS’ *50’ (Espaço Ademar Guerra)

Nem tudo é o que parece ser. As edificações viraram destroços,escombros, entulhos. Somos ferragens retorcidas. Nada mais será o que era, aquilo que era não será mais aquilo e aquilo que é um dia será. Entre o que era e o que será resta apenas um entre, um vazio, uma porta a se abrir. Nada mais é o que parece ser. O incerto é a grande certeza, é aquilo que arde pois tornar-se outra queima. Dançar a tarantela, exorcizar, clamar, invocar, talvez Arruaças seja isso, o desejo de ritualizar uma passagem.

Concepção e direção:  Luis Ferron | Criação: Luis Ferron e Maurici Brasil | Paisagem Sonora: Luis Ferron e Maurici Brasil | Coreografia de luz: Mauro Martorelli | Assessoria tpecnica de som:Teo Ponciano | Figurino: artnaesfera – Tânia Reis e Wolnei Macena | Classificação etária: 16 anos.

LUIS FERRON – Artista da Dança, pedagogo, terapeuta corporal. Como coreógrafo, tem como característica principal o diálogo abarcando singularidades corporais, culturas e memórias como dispositivo para as suas pesquisas em criação. Diretor e coreógrafo do Núcleo Artístico Luis Ferron com o qual tem verticalizado as suas pesquisas e criações abarcando culturas corporais, sonoridades oriundas das comunidades dos tambores e rituais diversos. 

20h | ANDRÉIA NHUR & Grupo Pró-Posição (Brasil)  PLASTICUS DEI’ *45’ (Sala Jardel Filho)

Um corpo em colapso, entre a repetição ritualística e o uso poético de objetos descartáveis de consumo, transita entre cantos religiosos, respiração, ruídos, distorções vocais, percussão, imagens e fluxos exaustivos de movimento. O título, um trocadilho com a expressão latina Agnus Dei (Cordeiro de Deus), da missa cristã, sugere a divinização do plástico. Hiperconsumo, ritual, repetição, religião e capitalismo são alguns dos fios que perpassam a obra, num jogo de acumulação de gestos, sons e sacolas plásticas.

Criação e performance: Andréia Nhur   |   Em colaboração com: Horácio Macuacuá (Moçambique/Espanha) e Paola Bertolini   |   Colaboração sonorocoreográfica: Janice Vieira   |   Produção e fotos: Paola Bertolini   |   Iluminação: Roberto Gill Camargo e Paola Bertolini   |   Operação de som: Lucas Mercadante   |   Arte gráfica: Flávio Queiróz   |   Consultoria de som: Eder Eduardo   |   APOIO: PROAC 04/2021 | Classificação etária: Livre

Andréia Nhur é multiartista e professora no Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP. Desde 2007, atua em parceria com o Grupo Pró-Posição Dança, em trabalhos que misturam dança, música, teatro, performance e vídeo.  Ao longo de sua carreira, apresentou-se em países da Europa e da América Latina, e recebeu diversos prêmios, entre os quais: Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) 2013 pela pesquisa em dança e Prêmio Denilto Gomes 2017 de melhor intérprete de dança. Em 2020-2021, foi professora visitante do Instituto de Musicologia da Ghent University (Bélgica), com bolsa CAPES.

21h | PROYECTO NÓMADES TRANSVERSALES (Argentina) ‘MÁQUINA ORFEO’ *40’ (Espaço Ademar Guerra)

Dispositivo performativo para 2 performers sobre o Desejo e o Amor inspirado no mito segundo Jean Cocteau. Orfeo e Eurtebis. Podemos distinguir entre amor e desejo, Serão os telemóveis os novos portais para o submundo? A realidade virtual une-nos, fragmenta-nos, torna-nos líquidos?

Ideia e encenação: Roberto Galván | Intérpretes: Daniel Payero Zaragoza – Roberto Galván | Música original: Ariel Echarren | Classificação etária: Livre

Proyecto Nómadas Transversales, é uma forma divergente de viver, criar e educar. Daniel Payero Zaragoza e Roberto Galván são dois artistas que assumem o nomadismo como uma forma de construção cultural a partir des corpes e do movimento. Deslocar os corpes num espaço territorial amplo e diversificado, criando ligações territoriais e criativas numa geodesia diversificada que honre a singularidade etnográfica.

07/10

19h | YANINA ORELLANA (México) ‘TODOS SOMOS HIJOS DE LA CHINGADA’ *30’ (Espaço Adoniran Barbosa)

Dança, cumbia e muitos limões, eu misturo para compartilhar com você uma receita agridoce para honrar a cicatriz da violência e dar espaço ao corpo alegre, molhado e livre. Com um lábio ardente e um pulso sacro, eu movo-me como me dá la Chingada gana. Esta vai para minha mãe, minha avó e todas aquelas que vieram antes.

Direção: Yanina Orellana | Coreografia e Interpretação: Yanina Orellana | Música e desenho de som ao vivo: Daniel González – Chirimoyo | Classificação etária: 14 anos

Yanina Orellana Yanina Orellana é dançarina, artista educadora de movimento somático e diretora de videodança de Guadalajara, México. Por meio de ações artísticas e pedagógicas, ela facilita um espaço para reflexão e imaginação; um recipiente para sentir, criar e se conectar coletivamente a partir da consciência do corpo vivo.

20h | T. ANGEL (Brasil) ‘FACEBOOK: ME, MYSELF AND A SUPPOSED SELF-PORTRAIT’  *30’ (Espaço Ademar Guerra)

O suposto autorretrato de uma pessoa tem um pouco dela e dela mesmo. Tem um pouco de vazio. Tem um pouco de nada. Tem angústia e tem neurose, editada e fantasiada de algum tipo de vida perfeita. É um suposto autorretrato vivo, no limite, é um livro de rostos que já nasceu morto. 

Performer: T. Angel   |   Perfurações: Higor Ferreira – Metamorfo Piercer   |   Ano de criação: 2011 | Classificação etária: acima de 16 anos.

Angel é uma pessoa periférica, freak e trans não-binárie. Atualmente é aluna do programa de Mestrado da FEUSP. Professora da rede estadual de São Paulo, atua desde 2020 como gestora de coordenação pedagógica. É artista da performance marginal e borra sua pesquisa e obra com a arte corporal e a dança suja. Pesquisa a modificação, suspensão corporal e diferentes usos do corpo desde os anos 90. Seus estudos estão disponíveis na plataforma www.FRRRKguys.com.br (2006), na websérie Sauntering (2016) e no livro “A Modificação Corporal no Brasil: 1980-1990. Autodeclarada e reivindicada monstra. Monstra é.

21h | FRENTE DANZA INDEPENDIENTE (Equador) ‘PROMETO NO OBEDECER. CUANDO EL DESTINO SE EMANCIPA’ *50’ (Sala Jardel Filho)

Prometo No obedecer, cuando el destino se emancipa, é uma proposta de dança interactiva que se move entre o ritual e o contemporâneo, abordando temas como o género, o ambiente e a mobilidade. 

Direção, coreografia e performance: Ekaterina Ignatova e Terry Araujo.  | Intérpretes: Wilson Pico, Daniela Onofre, Isaías Méndez, María Augusta Espín. Samanta Yépez | Música: Martín Castillo.  | Técnicos de gravação audiovisual: Sebastián Muñoz e Anton Ignatov.  | Cenógrafos: Estefanía Egas e María Eugenia Luna.  | Figurinista: Adriana Valarezo. | Classificação etária: Livre

Frente Danza Independiente (FDI), criada em 1984, reúne vários profissionais da área da dança, coreografia, ensino, espetáculo e investigação, liderando o desenvolvimento da dança contemporânea e de outros estilos no Equador. É neste espaço que a dança equatoriana tem formado novos criadores e intérpretes de palco, e tem produzido inúmeras obras a nível nacional e internacional.

08/10

18h | URUBATAN MIRANDA (Brasil) ‘NEGAÇA’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

O corpo se desdobra em um personagem que conta estórias em movimentos fragmentados utilizando o universo da movimentação de Exú, encantando presente nos cultos de Umbanda. Em Negaça, o terreiro foi caracterizado dramaturgicamente como um lugar de alteridade no qual foi figurada a religiosidade negra.

Direção/Criação/Dança: Urubatan Miranda  |  Provocação cênica: Deise Brito, Mônica Augusto e Verônica Santos | Trilha Sonora: Urubatan Miranda |   Fotografia: Denise Silva B. e Jeffry Ghersi  |  Concepção de figurino: Urubatan Miranda | Produção: Dionisio Produção | Duração: 30’ | Classificação etária: livre.

Urubatan Miranda, artista visual, bailarino e professor. Natural de Campos dos Goytacazes-RJ, mas atualmente residente em Santana de Parnaíba- SP. Graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela UNIFLU/FAFIC e pós-graduando no Mestrado em Artes na Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ. Iniciou suas atividades artísticas com a Capoeira, Danças Urbanas e Teatro em 1995. Foi membro da Dual Cena Contemporânea, Cia Danças Claudia de Souza, Cia Sansacroma, Fragmento Cia de Dança. Atualmente trabalha de maneira independente em plataformas de criação e residências artísticas atendendo a necessidade de se aprofundar como artista-pesquisador e de pensar ações artísticas e culturais.

19h | enNingúnlugar (México) ‘CUANDO LLEGUEN LOS BÁRBAROS’  *80’ (Sala Jardel Filho)

‘Cuando lleguen los bárbaros’ questiona a identidade e o desejo, através de uma busca frenética e absurda para reconhecer as formas como o sistema ideológico exerce domínio sobre corpos, ideias e afetos; seis corpos enlouquecidos constroem uma armadilha para apontar o absolutismo da nossa percepção, imposta através de conceitos como verdade e progresso, que apenas procuram perpetuar projetos de vida baseados no cinismo da dominação e no otimismo tóxico.

Direção de cena e dramaturgia: Eliana Jiménez e Luis Rubio : Javier Díaz Dalannais : Assistência de direção de cena: Daniela Yañez : Criação e interpretação coreográfica: Eliana Jiménez, Humberto Vega, Sofía Quiroz, Anna Karen González, María Paula Pérez e Luis Rubio.  | Figurinos: Verde Candela (Sofía Quiroz e Anna Karen González) | Cenografia: Humberto Vega e María Paula Pérez | Desenho de som: Daniel González | Iluminação: Alfred Pérez | Duração: 80′ | Classificação etária: livre.

enNingúnlugar é uma comunidade criativa dedicada às artes ao vivo, às vanguardas educativas e ao desenvolvimento de projectos culturais interdisciplinares que se interessam e falam sobre a experiência crítica de ser um corpo em contextos diversos. Desde 2014 temos vindo a desenvolver dispositivos de criação, investigação e colaboração que têm ressoado em diversos espaços, festivais e comunidades na América Latina, Estados Unidos e Europa.Gerimos um centro de experimentação artística na cidade de Querétaro,México e atualmente continuamos a inventar dispositivos para defender a diversidade, a arte e a liberdade.

20h30 | TÍAS COCHINAS (Chile) ‘ORO NEGRO’ *50’ (Espaço Ademar Guerra)

Oro negro é uma proposta cénica homoerótica que expõe uma revisão dos comportamentos, actos e estados eróticos que se expressam através do corpo. Com uma estética inspirada no marginal, procura entrar no imaginário do mundo underground e do cruising, para desvendar nesta subcultura algumas passagens de raiva, tensões, prazeres e amor. Aqui o pós-pornográfico, os deuses do submundo, a solidão, os medos e as culpas conduzem o corpo à desinibição e à bestialidade longe dos preconceitos morais que o tentam corromper. 

Diretor e criador: Carlos Cortés Gallardo | Intérpretes – Performance: Juan Carlos Zúñiga, Tomas Riveros, Andra Banks | Composição sonora: Jayson Hernández | Desenho de luz: María Fernanda Cueto | Duração: 40′ | Classificação etária: 18 anos.

O coletivo artístico Tías Cochinas nasceu em 2018 com o objetivo de construir um espaço de criação e reflexão em torno do corpo e das artes performativas contemporâneas. O projeto é composto por artistas de diferentes disciplinas, permitindo a troca e o desenvolvimento de perspectivas e metodologias de trabalho colaborativo, comprometido a ser um espaço de experimentação, diálogo e encontro de diversas linguagens artísticas abordando questões relacionadas com o género, a identidade, a política e o território.  

10/10

19h | ARACELI MARQUEZ (Argentina) ‘PETRIFICADA’ *30’ (Espaço Missão)

“Num mundo onde a falta de amor, a violência e as guerras florescem… os sentimentos são petrificados e assim os corpos transformam-se em pedra”. Um corpo petrificado, todo coberto de argila, move-se durante a obra com uma dureza e lentidão particulares. A obra retrata um corpo imerso numa temporalidade invulgar. Num contexto em que tudo acontece a grande velocidade, desafia a atenção, desafia a abertura dos sentidos e convida o espetador a mergulhar num outro tempo. O poético, o absurdo e o sensível compõem essa trama. Um corpo que vive entre a beleza e a monstruosidade, entre a dureza e a subtileza, entre o equilíbrio e o colapso.

Criação e performance: Araceli Marquez | Direção e Dramaturgia: Damian Pendino  |  Duração: 30′ | Classificação etária: livre.

ARACELI MARQUEZ – Bailarina, performer e coreógrafa emergente. Formada em dança, composição e teatro físico na Latinoamérica e Europa. Estudou com atores renomados do Teatro Odín como Guillermo Angelelli, Carlos Simioni  (Teatro  LUME); e com renomados bailarines do cenário mundial como Wim Vandekeybus, Lauren Langlois (Peeping Tom), Carolina Vieira, Katie Duck, David Zambrano, Lali Ayguadé, e Laura Aris. Fez parte de numerosos grupos de dança e teatro com os quais criou e interpretou obras de palco.

19h30 | NÚCLEO IMPROVISAÇÃO EM CONTATO (Brasil) ‘ENTRE AR’ *50’ (Espaço Adoniran Barbosa)

O desejo de extrair um fio do inconsciente, uma memória pulsante que grita sobre o esforço do início da vida, trouxe-nos inquietudes. Seria a lembrança de vários começos ou finais? O primeiro toque? O primeiro impulso para viver? O vento circula meu corpo e varre o tempo com seu nome sagrado. Sempre leva e traz algo. Meu olhar não acompanha o que se transforma, apenas busca a velha ilusão de uma dualidade que separa e, sem perceber entro em guerra. Vou embora como um sopro, apenas.

Direção: Ricardo Neves  |  Assistência de Direção: Mariana Taques  |  Elenco: Bruna Danesi, Chris Cruz, Cauê Gouveia, Dresler Aguilera, Flávio Hernandes, Jeff Rodrigues, Letícia Scalise,  Mariana Taques, Ricardo Aparecido e Ricardo Neves  |  Preparação Corporal:  Carol Barreiro, Leonardo Sodré, Pedro Peu e Ricardo Neves  |  Criação de luz: Pipe Oliveira   | Co-Criação e operação: Léo Sousa | Música ao vivo: Chris Cruz e Flávio Hernandes  |  Social Midia: Renato Fernandes  |  Arte gráfica: Rafael Markhez  |  Colaboração do figurino: Anna Luiza Marques  |  Assistente de Figurino: Odete Ezequiel   | Produção: RADAR CULTURAL Gestão e Projetos  | Duração: 50’ | Classificação: 14 anos.

Iniciado em 2011, Núcleo Improvisação em Contato é um coletivo de artistas interessados na pesquisa e no aprofundamento de uma vertente da dança contemporânea, o Contato Improvisação (C.I), e consequentemente na criação cênica. 

 

20h45 | PROYECTO INSANIA (Chile) ‘INSANIA’ *30’  (Espaço Ademar Guerra)

Uma pessoa, num espaço que sugere confinamento, confronta-se com os seus pensamentos e a partir daí inicia uma viagem pela sua mente. Nesta viagem, a linguagem da dança e da performance permite-nos vislumbrar as paisagens de uma pessoa que vive com uma perturbação psiquiátrica.

Duração: 35′ | Classificação etária: 14 anos | Direção Coreográfica e Co-criação: Marco Ignacio Orellana | Performer e Co-criação Miguel Soto An Devenires | Design Integral Jose Farías Robolledo | Universo Sonoro Luciano Brignardello | Produção Geral Gabriela Arancibia López | Guia de Projeto Psicóloga Genoveva Ibaceta Placencia | Design Gráfico e RRSS Luciano Brignardello- Carla Vanessa Almarza Pacheco | Figurinos e Vestuário Camila Aldana | Imprensa e comunicação Daniela Olivares Farías.

PROYECTO INSANIA é uma experiência performativa criada em Valparaiso, Chile. MARCO IGNACIO ORELLANA, Artista Cénico, Bailarino e Diretor Coreográfico, Licenciado em Dança Performativa com menção pedagógica pelo Instituto Profissional da Escola Moderna de Música e Dança do Chile. A sua linha e estética como diretor coreográfico, é trazer o movimento, a performance e a dança contemporânea, realizou vários projectos audiovisuais e presenciais entre eles. AND é bailarino residente em Valparaíso com estudos de Dança Moderna no Conservatório Izidor Handler, embora não concluídos, continua a sua formação autodidata abordando outras linguagens, tendo como referências  Josefina Diaz, Mariela Valdebenito, Elena Lucas, Lautaro Reyes, Claude Brumachon e Benjamin Lamarche, Marcela Rendic, Cristobal Corvalán, entre outros.

21h30 | DEPARTAMENTO COREOGRÁFICO (Colômbia) ‘EL PICO DE LA BUITRERA’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

Baseado na peça de teatro “La Orgía” de Enrique Buenaventura; “El Pico de la Buitrera” explora um mundo onde os despossuídos são convocados por uma anfitriã particular, que tenta reviver a sua vida passada de riqueza e abastança usando os seus convidados. Como abutres cobertos de trapos, eles aceitam viver uma farsa, um fingimento, onde a hierarquia é questionada e manipulada pela sede de poder.

Ideia, criação e atuação: Vanesa García Toscano, Dana Rodríguez, Natalia Gómez Camacho, Wilmer Jiménez, Melissa Molina Cortés, Karol Castillo Reyes, Christian Cárdenas Bocanegra, Camila Nieto | Iluminação: Dana Rodríguez | Restauro de figurinos: Melissa Molina Cortés | Duração: 30′ | Classificação etária: livre.

DEPARTAMENTO COREOGRÁFICO é um coletivo de dança contemporânea nascido em 2016, na cidade de Bogotá, motivado pelo interesse de jovens bailarinos em explorar o movimento e a criação cénica. Neste espaço, o grupo explora diversas práticas criativas, procurando desenvolver uma ideia coreográfica em torno da dança contemporânea e da performance, construída a partir das diversas informações e questões dos seus membros

11/10

19h | TERCER ESPACIO COLECTIVO (Paraguai) ‘BARQUITOS DE PAPEL’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

Um trabalho cénico que explora formas de ressignificação, nesse confronto que temos do vital e dessa substância da vida como a finitude humana. Sobre as possibilidades de unidade e reconciliação interna com a nossa própria história que encontramos com aqueles que transcenderam. A obra constrói-se a partir de um universo sonoro e corporal, viajando entre textos e imagens pessoais e familiares, estabelecendo um diálogo onde (tal como a memória e a sua poesia) o gesto brota no espaço através de ligações, rituais de encontro e celebrações.

Criação e interpretação: Gloria M. Morel (Tercer Espacio Coletivo) | Assessor dramatúrgico: Jorge Báez | Assistência técnica: Jesús Ayllón | Desenho gráfico/visualização: Edu Barreto | Registo fotográfico e audiovisual: Juan Sosa | Iluminação: Martín Pizzichini | Imprensa e difusão: Pili Ortíz | Agradecimentos a Paola Irún e Fabián Da Silva | Duração: 40′ | Classificação etária: livre.

TERCER ESPACIO COLECTIVO nasceu em 2011. Plataforma de criação e produção artística contemporânea. Integrada por Jazmín Derbas, Paola Ferraro, Gloria M. Morel, Larissa Gómez e Andrea Alvarez, a partir do interesse de trabalhar a multidisciplinaridade através de laboratórios de criação. A partir de intervenções em espaços convencionais e não convencionais, através de projetos artísticos em diferentes formatos. Esta empresa independente hoje também promove iniciativas de colaboração com outros artistas locais e internacionais, abrangendo assim três eixos diferentes em sua gestão: 1. Criação; 2. Formação e Investigação e 3. Troca.

19h45 | JOSUÉ CASTRO (Guatemala) ‘LA NINA DEL VOLCÁN’ *15’ (Espaço Ademar Guerra)

Esta é uma parte da história de uma rapariga que um dia deixará de ser rapariga…As cinzas e o cal criam uma vida nas encostas do vulcão, apesar do tempo e da aprendizagem no interior, no fundo, essa menina está sempre com ela. É uma criação cénica contemporânea que nasce de circunstâncias e momentos cotidianos, permeados pela violência sistémica e estrutural na Guatemala. Um ensaio de vida dedicado aos meus amigos e principalmente a uma mulher com quem me reencontro no meu trabalho, a minha avó, uma mulher Maya K`iche de San Cristóbal Totonicapán. 

Intérprete: Andrea Ayala | Texto: Adaptação de Josué Castro do livro de poesia de Luis de Lión “Poemas del volcán de agua” | Figurinos: Josué Castro | Música: – Rumba Juankita de History of colour, Barrio Lindo, El Búho | Dramaturgia e Direção: Josué Castro | Duração: 13′ | Classificação: livre. 

Guatemala, 8 de dezembro de 1993. JOSUÉ CASTRO, investigador do movimento, em direção cénica de dança e dramaturgia do movimento a partir da desconstrução da linguagem corporal. Facilitador de projetos com temas de gênero e novas masculinidades. “Desde o meu início na dança, o meu trabalho tem sido uma consequência de interesses sociais, históricos, étnicos, religiosos e de identidade sexual.”

20h30 | QUIRON DANZA (México) ‘ENTRE EL TIEMPO Y EL SOL’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

A obra, um acompanhamento autobiográfico do intérprete, que partilha a história da masculinidade que o atravessa; narra experiências que teve com o seu pai, que foi a primeira conceção da entidade masculina; um discurso de ausência, sensibilidade silenciosa, repressão e imposição para ser viril antes de o mundo emergir. Memórias que expõem um limiar coletivo que passou de geração em geração para cumprir as diretrizes sociais de ser homem.

Direção: Mariana Gonzales Morales | Intérpretes/Criadores: Javier Contreras Villaseñor, William Montes de Oca, José Luis Martinez Veloz | Música original, ao vivo: Eduardo V. Ríos | Equipa técnica: Mariana Gonzales Morales y Eduardo V. Ríos |  Duração: 30 min. | Classificação etária: Indicado para todas as idades.

Quirón Danza nasce em 2017 com a necessidade de dar voz às histórias pessoais dos intérpretes através de obras feitas com autoficção. Dirigido por Mariana Gonzales, utiliza como eixo principal a auto-referência dos seus intérpretes, procurando no corpo as mensagens orgânicas das suas emoções e do seu envolvimento na sociedade, propõe narrativas que geram reflexão sobre a intimidade do indivíduo e a sua interação com os outros. O objetivo é expor questões sociais a partir do testemunho vivido pelo intérprete.  O projeto partilhou peças no Prémio Homoescénico e em diferentes festivais nacionais independentes, tendo também sido apresentado no Encuentro de Danza em Cuautla e no festival TUDANZAS em Barcelona, Espanha.

21h15 | HUGO ROJAS (Paraguai) ‘HAPO’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

“Durante mais de duzentos anos, o Paraguai constituiu-se etnicamente a partir da inter-relação entre indígenas, africanos, mestiços e os frutos dessas relações. Recuperar hoje a presença afro-descendente no Paraguai não é apenas saldar uma dívida histórica com esta população que chegou escravizada à América e depois continuou a ser constantemente marginalizada e ignorada. É também começar a repensar uma nova identidade no Paraguai”. Ignacio Telesca. 

“HAPO”, um espetáculo individual que examina os caminhos, que se cruzam e se entrelaçam como as raízes de uma árvore, que levaram à formação das comunidades afrodescendentes no Paraguai. 

Ideia, Coreografia e Interpretação: Hugo Orlando Rojas Rojas Díaz | Assistência Histórica: Ignacio Telesca | Assistência Dramática: Roberto Cardozo | Música: Lazaro Medina, Chango Spasiuk, Ori Lichtik, Jonatan Szer | Figurinos e Instalação: Rolando Rasmussen | Desenho de Luz: Santiago Schaerer |  Duração: 20′ | Classificação etária: 16 anos (A peça contém uma cena de nudez).

Hugo Rojas – Bailarino, coreógrafo e professor. Asunción, Paraguai. Formou-se profissionalmente em dança em vários estúdios e academias de Assunção, San Lorenzo e Capiatá. Atualmente, é membro do Ballet Folclórico Nacional, dependente da Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai. Foi membro do Ballet Nacional del Paraguay (2011 a 2022). Na cena independente, é membro colaborador da Asociación Cultural Crear en Libertad – ACCEL, bem como membro da Cía. Intermitente, dependente desta associação. 

12/10

19h | COLETIVO ‘X’ (Uruguai) ‘POR ACÁ PASSÓ UMA MÁQUINA’ *60’ (Espaço Missão)

“A cidade se mostra inteira para me fazer terno de novo. Como aquele Cabo me viu nascer hoje me vê dançar ao cimento. Já não sinto, seja verdade que a morte é para os mortos. Se vi morrer paisagens que ainda trago dentro de mim” (Denise Gamboa).

Um ato de ativismo emocional e afetivo. Uma cartografia-ritual que se vai instalando, feita de corporeidades e materialidades. Memórias, arquivos, afetos, músicas, audiovisuais, textos, dos outros e nossos, todos atuando como forças que nos movem, um vai e vem de afetação e composição, cada gesto faz a paisagem e a paisagem vai sendo feita a partir do momento zero da cena da qual todos já fazemos parte.

Criação e interpretação: Anaí de Álava, Maite Scala e Fac Mercadal | Duração: 60′ | Classificação etária: 16 anos.

Estamos localizadas em La Paloma, um resort costeiro, um cabo no Oceano Atlântico, localizado no departamento de Rocha, no leste do Uruguai, na fronteira com o Brasil. Conhecemo-nos no contexto da dança contemporânea Montevideano em 2018.  

20h15 | MARIA EMILIA GOMES (Brasil) ‘ECO, ÔCO PRESO NO PEITO’ *20’ (Sala Adoniran Barbosa)

Tenho um eco, oco preso no peito!” Eco que vibra as vísceras, grito encapsulado, oco vazio que não se escuta. Sou corpa ‘sem lugar’, presença em meio a tantas ausências. “Não me reconheço ‘aqui’, não pertenço?” 

Erguer a voz é dançar pelas frestas, fissura que neste solo de dança se materializa pelo encontro-confronto entre artistas e público. Nesta gira e ginga corpo e som, ritualizam a presença ancestral e, firma: pés na terra, erguer-se, seguir de pé e explodir o peito. ECO, OCO PRESO NO PEITO move aquilo que tem consumido por dentro e que, no hoje, ainda dói.    

Criação e interpretação: Maria Emília Gomes | Percursionista: Michel Yuri | Edição e mixagem de som: Ruan Trindade | Músicas de Naná Vasconcelos e Fela Kuti | Iluminação: Dida Genofre |  Duração: 20’ | Público recomendado: 14 anos.

Maria Emília Gomes é LIVRE! Filha da Dona Julita e do Preto da Marieta (Silvestre). Cria das rodas de capoeira, dos festejos e das brincadeiras de rua, foi forjada no balé clássico e na dança Contemporânea e pesquisa danças urbanas desde 2018 com o T.F Cia de Dança/SP. 

21h | TEATRO DE LOS ANDES (Bolívia) – ‘LA MUJER DE ANTEOJOS Y LA MUERTE DE JESÚS MAMANI’  *50’ (Espaço Ademar Guerra)

Os espetáculos individuais do Teatro de Los Andes dão vida cénica a textos de García Márquez e Galeano, em formato de conto e elaborados a partir da pesquisa vocal-musical para o palco de Gonzalo Callejas e dos gestos das danças indígenas de Alice Guimarães. As duas peças tratam da identidade boliviana e entrelaçam realidade e fantasia. Emoções íntimas e mitos partilhados em expressões únicas.

LA MUERTE DE JESUS MAMANI – Texto: Adaptação livre do último capítulo do romance “Crónica de una Muerte Anunciada” de Gabriel García Márquez | Criação e interpretação: Gonzalo Callejas | Produção: Teatro de Los Andes. LA MUJER DE ANTEOJOS – Texto: Adaptação livre do conto “La História del Lagarto que Tenía la Costumbre de Cenar a sus Mujeres” de Eduardo Galeano | Criação e interpretação: Alice Guimarães | Cenografia: Gonzalo Callejas | Figurinos: Danuta Zarzyka e Alice Guimarães | Produção: Teatro de Los Andes | La Mujer de Anteojos – duração: 18′ | 10′ – La Muerte de Jesús Mamani | Classificação etária: livre.

TEATRO DE LOS ANDES – Somos un colectivo teatral con una lógica comunitaria: hacer y vivir el teatro desde un modo común de entender el rol del artista en la sociedad y que tiene como base la creación colectiva en todos sus aspectos. El encuentro, el contacto y el diálogo son los elementos imprescindibles para nuestro trabajo artístico dónde buscamos reflexionar sobre el espacio escénico, el arte del actor y la necesidad de contar histórias, de recordar, de retomar la propia esencia, construyendo un puente entre la técnica teatral y las fuentes culturales andinas.  

13/10

19h | CUERPO FRACTURADO (México) ‘SOY MI DIABLO’ *60’ (Espaço Ademar Guerra)

Em palco vemos uma mulher-criança-puta, que canta, dança e ladra, sem pudor. Uma mulher que existe através de mentiras, verdades cortantes, memórias distorcidas e metáforas. É um trabalho que reflecte e é, em si mesmo, a tentativa genuína de uma mulher de sublimar a sua ferida e reconstruir a sua autoestima a partir de um ponto de vista mais amoroso, mais completo e feminista. Soy mi Diablo é um espetáculo de uma só mulher que aborda a “ferida” desde o sentido metafórico ao biológico. 

Duração: 60′ | Classificação etária: 16 anos.

Ideia original, criação e interpretação: Angélica Baños Hernández | Produção: El cuerpo fracturado | Consultor de Dramaturgia: Roberto Mosqueda & Alexis Briseño Jaramillo | Encenadora: Sandra Govil (La bestia) | Música original: Hijo de Lope & Joe Argüelles | Desenho de luz: Antonio Ramírez Alcantara | Fotografia: Fernando Rueda | Registo audiovisual (Reel): Marlene Coronel.

Cuerpo fracturado/ Laboratorio Escénico, nasceu em 2017, sob a direção de Angélica Baños H, como uma proposta centrada na ligação de disciplinas como o teatro, a dança contemporânea, a poesia expandida e a improvisação, para propor uma cena divergente, capaz de quebrar e redefinir as regras e códigos que nos estruturam como investigadores do movimento, do corpo e da cena. 

20h15 | RED DEL ABSURDO (Venezuela) ‘MEMÓRIAS’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

Ligia nasceu em La Guira, Ana em El Naranjal e Robsayda em Caracas. São histórias que desenham o mapa corporal do feminino migrante, para tecer os fios de uma rede de afetos que faz de nós um território rebelde e livre, que nos conta com as nossas próprias palavras. Memórias é um projeto que nasce da revisão dos relatos autobiográficos da minha avó Ligia Margarita Sosa de Peña, que dois anos antes da sua morte decidiu escrever as suas memórias num caderno. Procura construir uma narrativa do corpo como um território da vida cotidiana, entendendo que os corpos violados, para além das estatísticas, são pessoas que têm a possibilidade de construir a sua própria narrativa. Tornando-se o mapa do corpo que busca nos contar sobre nós mesmos como um território rebelde.

Realização: María Fernanda Abzueta | Interpretação e criação do material físico: Dora Peña e María Fernanda Abzueta | Duração: 30′ | Classificação etária: 14 anos.

Red del absurdo – Nascemos em 2021 e dedicamo-nos a gerar espaços de encontro e reflexão a partir de atividades artísticas. Como criadoras, reconhecemos situações no mundo que nos rodeia que podem dar origem a processos estéticos. Exploramos o cotidiano, observamos, recolhemos, analisamos e comparamos padrões que alimentam as nossas propostas. Somos curadoras do absurdo cotidiano, criando um museu que contém diferentes visões do que vivemos.

21h | COLECTIVO CARRETEL (Colômbia/Brasil) ‘CUATRO PUNTOS’ *50’ (Espaço Ademar Guerra)

Trata-se do resultado cênico da experiência de remontagem da obra ‘CUATRO PUNTOS’ do repertório do Colectivo Carretel, para/com artistas da cena, da cidade de São Paulo, no sentido de provocar um intercâmbio artístico, cultural, criativo e colaborativo entre os dois países: Colômbia e Brasil. Colectivo Carretel é presença marcante em Dança à Deriva, participando não apenas com propostas artísticas, mas na conspiração de ideias que configuram Dança à Deriva a cada ano.  

Direção: Cesar Garcia e Nelson Martinez | Elenco: artistas da cidade de São Paulo | Duração: 50’  | Classificação etária: livre.

14/10

19h | ALONSO NUÑEZ (Peru) ‘JOB*45’ (Espaço Ademar Guerra)

Performance unipessoal de corpo e voz. Explora com linguagem não verbal, recorre a uma dança que poderia ser considerada visceral, não esteticista, que questiona a relação de dominação sobre o corpo e tenta um diálogo com a dor e a crise do espaço social em que interage. Job não recria a história bíblica, mas toma o seu nome como símbolo do que esta história sugere de mais profundo à artista: interrogarmo-nos sobre o sentido da dor e sobre o sentido da nossa própria existência.

Criação e atuação: Alonso Nuñez   | Duração: 40′ | Classificação etária: livre.

Alonso Núñez é criador cénico, performer autodidata que explora a imaginação, a percepção e a liberdade expressiva, procurando romper com a linguagem e os códigos convencionais, convencido de que fora delas podemos encontrar chaves que nos ajudem a libertarmo-nos das amarras que nos prendem a nível pessoal e social. Nessa perspectiva revê as fissuras da linguagem, experimenta as artes plásticas, a dramaturgia teatral, a música e a expressão corporal.

20h | MOVEDIZO DANZA (Colômbia) ‘ESTAMPIDA’ *30’ (Espaço Ademar Guerra)

“Os animais não conhecem o amanhã, fogem e seguem para o futuro, desconhecendo a existência de Deus e do destino. Estes animais abraçam-se uns aos outros, caem na paisagem dos corpos e tentam manipular a luz através do túnel. A tempestade virá e o caos será o caminho e o fim comum. Não há outra forma senão criá-lo, não há outro futuro senão agora, não haverá outras forças senão agora”.

DIRECÇÃO: Azud Valentina Romero Tocarruncho e Samuel Garcia Osma | CRIADORES DANÇADORES: Miguel Velandia, Alejandra Arteaga, César Sterling, Valentina Carranza, Stefani Arevalo, William Guillermo Rivera, Maria Fernanda Amaya, Zurley Camargo, Diego Moreno  |  Duração: 30′ | Classificação etária: livre.

Movedizo Danza, grupo de artistas colombianos, dedicado à formação, criação e investigação em dança, com ênfase no desenvolvimento técnico e interpretativo para a encenação através das linguagens da dança contemporânea e do break dance; as suas obras e criações destinam-se aos jovens e ao grande público. Nos últimos anos, têm vindo a dialogar sob a premissa de propor noções “deslocantes” e “deambulações artísticas”.

21h | TEATRO DA MATILHA (Brasil) ‘FODA-SE EU’ *60’ (Espaço Ademar Guerra)

Este título é uma lembrança para o elenco e uma implicação generalizada. Antes de ser grito coletivo, é sussurro individual. Não são procedimentos de desconstrução – não se supõe ser possível a superação da individualidade. Na verdade, levamos a autodeterminação tão a sério que ela será percorrida em direção ao seu próprio limite, que sempre foi seu lugar: aqui, finalmente, onde jovens não se engajam coletivamente para barrar a passagem de um carro, mas onde serão todes atropelades, amistosamente.

DIREÇÃO-DRAMATURGIA-COREOGRAFIA: Tadzio Veiga  |ELENCO: Carol Gás, Giorgia Tolaini, Iacê Andrade, Mariê Olops, Rodrigo Lopes, Shi Menegat, Tadzio Veiga e ViniTheKid  | COLABORAÇÃO ARTÍSTICA: Giorgia Cirenza  | PREPARAÇÃO CORPORAL: Tadzio Veiga e Iacê Andrade  | COMPOSIÇÃO E PERFORMANCE MUSICAL: ViniTheKid  | DESENHO DE LUZ: Dener Moreira e Giorgia Tolaini  | FOTOS: Dener Moreira, Flopes, Dadu Figlioulo, Paula Squaiella, Wilson Julião e elenco  | VÍDEOS: Dadu Figlioulo, Paula Squaiella e Wilson Julião  | EDIÇÃO DE VÍDEO: Shi Menegat e Tadzio Veiga |  DESENHOS E MONTAGENS GRÁFICAS: Flopes  |  PRODUÇÃO E DESIGN GRÁFICO: Shi Menegat  | COLABORAÇÃO ARTÍSTICA DURANTE A RESIDÊNCIA “AVESSO DO NARCISO”: Carol Gás, Dadu Figlioulo e Nina Velho  | AGRADECIMENTOS: Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo, Cia Carne Agonizante, Cia Fragmento de Dança, Complexo Cultural FUNARTE SP, Grupo XIX de Teatro e Kasulo Espaço de Cultura e Arte|  Duração da obra: 60’ | Classificação etária: 18 anos.

Teatro da Matilha é um amontoado de criação e pesquisa em dança e artes performativas que investiga o corpo jovem e sua relação com unidades que compõem sua atmosfera: os processos de identificação e pertencimento, a movimentação destituinte, o ambiente urbano, a individualidade, o desconhecimento, o conflito da crença absoluta e da conspiração (corpos que não acreditam em nada ou que acreditam em tudo), o erotismo autodepreciativo e o constrangimento do corpo. O grupo foi criado em 2018, em São Paulo, por pessoas que curiosamente não nasceram nesta cidade. 

15/10

18h | NUCLEO XIMBRA (Brasil) ‘UM DIA A GENTE SE METE A BESTA PRA FAZER UMA MASSA’ *90’ (Espaço Ademar Guerra)

“A perspectiva das trajetórias, das ruas, dos títulos, faróis, o sinal fechado, os que ali estão, quem, o reconhecimento das idades, as profissões, os “bicos”, o pensamento acerca da escolaridade, que também atravessa as nossas mais velhas, o olhar para essas fases, a não alfabetização, a construção, concreto, o trampo tão comum na periferia, pedreiros, o jovem que acompanha, e a discussão, reflexão e memórias de futuro se presentificando na criação sobre os rostos, nossos rostos, rostos de mãe, rostos de vó, rostos de pai, rostos de nós às margens e “um dia a gente se mete a besta para fazer uma massa”.  

Direção geral e artística: Edson Lima | Artistas-intérpretes-criadores: Edson Lima, Joyci Morgado, Lu Santos, Edi Oliveira, Thais Menutolle e Joelma Souza | Composição, arranjos e música ao vivo: Edson Lima, Pedro Peu e Robson Heloyn | Figurino: Laís da Lama | Iluminação: Wellington Cardoso | Sonoplastia: Cic Moraes | Direção de Fotografia: Daniel Carvalho |  Contrarregragem: Augusto Matheus  |  Entrevista: Peterson Xavier  |  Poesia: “Meu maior sonho”: DoisL  |  Poesia “Cruz”: Edson Lima | Música “Arte na Rua”: Pedro Peu | Tipografia: Quimo W-ONE  |  Edição de Vídeo/animação: Gerson Cardoso | Fotografia: Tiago Alexandre Santana | Comunicação: Joelma Souza  | Produção: Patrícia Ashanti  | Assistente de produção: Márcio Dantas  |  Duração: 80’  |  Classificação etária: 14 anos.

O NÚCLEO XIMBRA é um grupo de dança periférica contemporânea, que realiza a pesquisa “Memórias Marginais” por meio das danças, música ao vivo, o corpo percussivo e trabalhos audiovisuais. Fundado em 2011 na Zona Leste de São Paulo, desenvolve suas ações, sobretudo, nas periferias. Abarcando espaços e equipamentos culturais públicos, independentes e as ruas na cidade. 

19h30 | SOFIA LANS, CESAR GARCIA e NELSON MARTINEZ (Uruguai/Colômbia) ‘INVITACIÓN’  *’40’   (Espaço Ademar Guerra) 

‘Todas as razões para fazer uma revolução estão aí. Não falta nenhuma. O naufrágio da política, a arrogância dos poderosos, o reino do falso, a vulgaridade das riquezas, os cataclismos da indústria, a miséria galopante, a exploração nua, o apocalipse ecológico – de nada somos poupados, nem mesmo de estar informados sobre isso. Todas as razões estão reunidas, mas não são as razões que fazem as revoluções, são os corpos.’ (Comitê Invisível)

INVITACIÓN, é uma prática dançante, coletiva, erótica e festiva. Celebra as corpas, as utopias, o movimento e a vida. Celebra, e por celebrar, revoluciona.

Idealização e condução: Sofía Lans, Nelson Martinez e Cesar Garcia | Duração: 60’   | Classificação etária: livre.

Sofía Lans (Uruguai), Bailarina, docente e investigadora em dança contemporânea, tango e improvisação em contato. Licenciada em Comunicação Comunitária, pela Udelar e docente universitária FCS-Udelar. Cesar Garcia (Colômbia), Coreógrafo, bailarino e investigador de movimento natural e dança contemporânea popular. É diretor de Colectivo Carretel na cidade de Bogotá e um dos organizadores de Festival Trópico Infierno que se realiza também na cidade de Bogotá, Colômbia. Nelson Martinez (Colômbia) – Mestre em Artes Cênicas com ênfase em Dança Contemporânea pela Academia Superior de Artes de Bogotá. Cofundador de Other Side Company (Francia), do encontro de treinamento Trópico Intenso (Colômbia) e do Colectivo Carretel (Colômbia). 

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