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outubro de 2006
II Encontro de Estágios
da Prefeitura da Cidade de São Paulo

OBJETIVOS:
- Favorecer a integração de estagiários e profissionais da Prefeitura da Cidade de São Paulo;
- Difundir as melhores práticas de estágio e assim incentivar a participação de estagiários no desenvolvimento das políticas públicas praticadas pela administração;
- Conhecer, compreender e refletir sobre o papel da Instituição de Ensino no acompanhamento do estágio e sua importância na formação profissional de seus alunos;
- Disponibilizar para as áreas de municipalidade a contribuição dos estagiários através dos projetos premiados
.

PÚBLICO-ALVO:
Coordenadores, Supervisores/Orientadores de Estágio, Estagiários, Gestores e profissionais da área de RH.

PROGRAMAÇÃO:
8h30min. - Café da Boas Vindas
Recepção e entrega de material
9h - Abertura
- PMSP
- CIEE
9h15min. - Palestra Magna
Tema: Utilizando a metodologia de Coaching para seu auto desenvolvimento"
Palestrante: Bernardo Leite Moreira - Prof. de Pós graduação da Fac. Brasileira de Recursos Humanos, do Instituto Nacional de Pós Graduação e do M.B.A. do Instituto Mauá de Tecnologia.
10h30min. - Orquestra Infantil Juvenil - EMIA - Escola Municipal de Iniciação Artística
Regência: Prof. Geraldo Olivieri
Assistentes de Regência: Profa. Claudia Freixedes, Prof. Nado Garcia e Prof. Júlio Maluf.
11h05min. - Premiação do Concurso "As melhores práticas de estágio na PMSP"
- Premiação modalidade grupo
- Premiação modalidade individual
11h40min. - Apresentação dos Projetos Vencedores
MODALIDADE GRUPO
1º Colocado: "Os núcleos de defesa civil, NUDEC'S, como forma de organização da comunidade para o exercício da cidadania"
Autores: Juliana Colli Munhoz, Felipe Almeida Santos e Jonatas Januário da Silva
MODALIDADE INDIVIDUAL
1º Colocado: "O passeio público como elemento de inclusão social"
Autora: Ana Paula Guimarães Pereira
12h30min. - Encerramento

DATA:
23/10/2006 - 2ª feira

LOCAL:
Espaço Sociocultural - Teatro CIEE

ENDEREÇO:
Rua Tabapuã, 445 - Itaim Bibi - São Paulo/SP

Eventos gratuitos - Para os interessados em participar, a confirmação é obrigatória e intransferível:
Tel: (11) 3040-6541/6542
Fax: (11) 3040-6533
E-mail: relpublicas@ciee.org.br
Para a inscrição é necessário informar os seguintes dados: nome completo e a secretaria.

Caso efetue a sua inscrição e não possa comparecer ao evento, favor avisar-nos com antecedência.
Não responda este e-mail, pois, não será recebido pelo nosso setor. As inscrições devem ser confirmadas apenas pelos meios ao acima.

REALIZAÇÃO:
PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO - PMSP
SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO - SMG
COORDENADORIA DE GESTÃO DE PESSOAS - CGP
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS - DRH

APOIO INSTITUCIONAL:
CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA-ESCOLA - CIEE

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outubro de 2006
O Conselho Regional de Biblioteconomia - 8ª região - concedeu no dia 30 de outubro de 2006, o VI Prêmio Biblioteconomia Paulista Laura Russo à diretora da Biblioteca Braille do



CCSP, Suely Roque Mendes, em reconhecimento às atividades socioculturais desenvolvidas em prol dos usuários portadores de deficiência visual.


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outubro de 2006
Premiação dos estagiários do Núcleo de Ação Educativa do CCSP
O projeto "Cultura e educação: um paralelo na inclusão e na cidadania", dos estagiários Gustavo de Gouveia Basso, Mariana Casado Homem de Mello, Rafael Ridolfi e Tatiana Gonçalves da Silva, sob a supervisão de Carmita Muylaert, do Núcleo de Ação Educativa do CCSP, foi selecionado entre 70 projetos inscritos no CIEE no segundo semestre de 2006.
O grupo, que desenvolve atividades no NAE, tem como objetivo implementar no Centro Cultural uma interação entre professores da rede pública e a instituição, a partir das atividades multidisciplinares desenvolvidas no espaço. Com o objetivo de enriquecer e valorizar o processo educativo junto a seus alunos, o projeto também transcende a estrutura clássica de conhecimento desenvolvida nas escolas, amplificando possibilidades e capacitações recíprocas de diversidade cultural.



Foto: Carlos Rennó

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novembro de 2006
Sala Jardel Filho do CCSP, reformada.

A Sala Jardel Filho ficou fechada entre os dias 31 de Julho e 17 de Setembro de 2006, para reformas de manutenção. O piso do palco foi substituído - evitando ruídos - , os espelhos dos camarins ganharam novas molduras e as coxias, mais iluminação. A peça Toda Nudez Será Castigada, sucesso de crítica e público, está em cartaz neste espaço até 12/11.
Imagens da reforma :


fotos: Nezito e Augusto

Discurso de reabertura da Sala Jardel Filho

Por Augusto Tiburtius

" Boa noite a todos,
Estou aqui como representante do Centro Cultural São Paulo, para dar continuidade a um processo de renovação das salas de espetáculos, iniciado há um ano e meio, na gestão em que Carlos Augusto Calil, atual Secretário Municipal de Cultura, estava à frente da diretoria do CCSP.
Este processo iniciou-se com a compra de equipamento para iluminação para as salas Adoniran Barbosa, Paulo Emílio Salles Gomes e Sala Jardel Filho, ampliando as suas condições técnicas.
Agora, no início da gestão de Martin Grossmann, atual diretor deste Centro Cultural, temos o prazer de entregar este novo palco, aqui na Sala Jardel Filho.
Este que é, sem dúvida, um dos espaços nobres desta cidade, estava revestido com madeira antiga, que datava da inauguração da sala, madeira impregnada de emoções, risos e dores, porém desgastada para as novas safras.
Agora trazemos o frescor destas tábuas de freijó, com suas novas quarteladas, para que a classe artística, desta cidade e visitantes, possam semear novas sensações nos corações e mentes de vocês.
Aproveitamos também esta pausa, para renovar os espelhos dos camarins e criar uma nova iluminação de serviço.
Este processo continuará avançando, realizando melhorias, ora numa sala, ora na outra, ora em pequenas, ora em obras de maior porte; afinal de contas, no ano que vem iremos comemorar 25 anos e a cidade merece uma boa manutenção deste espaço.
E agora encerrando este discurso e iniciando um nova safra, eu tenho o prazer de entregar este palco à Cia. Nau de Ícaros.

Boa noite e bom divertimento."

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novembro de 2006
Encontro de Corais na Biblioteca Braille do CCSP

A Sociedade Amigos da Biblioteca Braille promoveu, em 11/11/06, o evento "1º Encontro de Corais", realizado no espaço da Biblioteca Braille, contando com a presença de mais de 400 espectadores. O evento contou com a presença dos corais da ADEVA (Associação de Deficientes Visuais e Amigos), CADEVI (Centro de Apoio ao Deficiente Visual), Coral das Mestras do Centro Professorado Paulista, Corais Masculino e Feminino da Igreja Presbiteriana da Vila Mariana e Coral da Igreja Presbiteriana da Penha.


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novembro de 2006
Posse de conselho marca esforço de
recuperação das bibliotecas

A posse do Conselho da Biblioteca Mário de Andrade e do Conselho Municipal de Bibliotecas é uma sinalização clara da Prefeitura de São Paulo sobre o esforço que está sendo feito para a recuperação desses equipamentos. Foi o que o prefeito Gilberto Kassab e o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, frisaram durante a posse dos conselheiros, no início da noite desta quarta-feira (06), no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura.

“É um projeto importante para a valorização da cultura. Com a criação do conselho a gente dá a largada para esse projeto de recuperação das bibliotecas. É uma largada com consistência que tem como carro-chefe a recuperação da Mário de Andrade”, disse o prefeito, adiantando que a previsão orçamentária para a área de Cultura deve subir de R$ 200 milhões, destinados este ano, para R$ 270 milhões em 2007.

“É o relacionamento com a sociedade que está mudando, no sentido de que não é apenas obrigação do Poder Público zelar pelo patrimônio da cidade. É também uma tarefa que a sociedade pode nos ajudar. O conselho representa essa presença da sociedade junto ao Poder Público”, arrematou Calil.

Os conselhos têm entre suas atribuições propor e avalizar projetos para as bibliotecas junto à Secretaria Municipal de Cultura. Os membros dos conselhos consultivos exercerão mandato de dois anos. O Conselho Municipal de Bibliotecas será responsável também pela análise do plano anual de trabalho do Sistema Municipal de Bibliotecas, composto por 81 bibliotecas localizadas em diferentes regiões da cidade.

Fazem parte desse conselho: Maria Zenita Monteiro, coordenadora do Sistema Municipal de Bibliotecas (presidente), Luis Francisco da Silva Carvalho Filho, diretor da Biblioteca Mário de Andrade, Rita de Fátima Gonçalves Pisniski, diretora da Biblioteca Monteiro Lobato, Rita de Cássia Rodrigues da Silva, diretora das Bibliotecas do Centro Cultural São Paulo, Ana Maria Villa do Conde Duckworth e Marta Nosé Ferreira, representantes do Sistema Municipal de Bibliotecas, Bárbara Júlia Menezello Leitão, representante da comunidade acadêmica, Márcia Rosetto, bibliotecária indicada pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (Febab) e Marisa Lajolo, Ademir Assunção e Ignácio de Loyola Brandão, representantes da comunidade dos escritores.

O Conselho Consultivo da Biblioteca Mário de Andrade é composto por Luís Francisco Carvalho Filho (presidente), Maria Zenita Monteiro, José Mindlin, Luiz Schwarcz, Marcelo Coelho, Ana Maria de Almeida Camargo, Maria Cristina Barbosa de Almeida, Ilza Maria Vogado e Silvânia Alves Pompeo.

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novembro de 2006


O espetáculo de dança Balagandança-O Tal do Quintal (concepção e direção de Georgia Lengos) , em cartaz na Sala Jardel Filho do CCSP até domingo (17/12) foi eleito o melhor espetáculo de dança para crianças / 2006 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).

As apresentações acontecem na Sala Jardel Filho (324 lugares),
aos sábados e domingos, às 16h,
com ingressos a R$ 5,00.
Duração 60 minutos e indicação livre.

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janeiro de 2007

Fronteiras - O teatro na América Latina
Encontros e Desencontros

O crítico e pesquisador de teatro, Sebastião Milaré, também diretor da Divisão de Artes Cências e Música do Centro Cultural São Paulo, participa do evento Fronteiras - O Teatro na América Latina no Instituto Cervantes, de 10 a 14 de janeiro.

Em conjunto com os brasileiros Aimar Labaki, Marco Antonio Rodrigues, Samir Yazbek, Reginaldo Nascimento, Sérgio de Carvalho e Edilio Peña (Venezuela), Hugo Villavicenzio (Peru), Santiago Serrano (Argentina) e Teresina Bueno (México), o projeto Fronteiras oferece um ciclo de debates, leituras de textos teatrais, entre outras atividades e tem como objetivo estabelecer um diálogo entre o teatro que se realiza em São Paulo e a dramaturgia dos países de língua hispana.

O resultado final deste evento é difundir e fomentar o intercâmbio artístico dos países que integram a nova dramaturgia latino-americana.

Instituto Cervantes - Av. Paulista, 2439 (metrô Consolação)
Mais informações:3897-9496

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janeiro de 2007
Long-Lost Trove of Music Connects Brazil to Its Roots

By LARRY ROHTER
Published: January 25, 2007

SÃO PAULO, Brazil, Jan. 24 — From the mid-1930s onward, the American ethnomusicologist Alan Lomax led expeditions into the Deep South, searching for authentic blues and folk singers. Thanks to those efforts, Muddy Waters and Woody Guthrie made their first recordings and a template for American popular music was set.

Luis Saia

A dance at a boi-bumbá ceremony in Belém, in Pará State, was recorded in 1938 by a Brazilian Folklore
Research Mission.

Early in 1938, Mário de Andrade, the municipal secretary of culture here, dispatched a four-member Folklore Research Mission to the northeastern hinterlands of Brazil on a similar mission. His intention was to record as much music as possible as quickly as possible, before encroaching influences like radio and cinema began transforming the region’s distinctive culture.

Traveling by truck, horse and donkey, they recorded whoever and whatever seemed to be interesting: piano carriers, cowboys, beggars, voodoo priests, quarry workers, fishermen, dance troupes and even children at play.

But the Brazilian mission’s collection ended up languishing in vaults here. Only now, after nearly 70 years, is the registry of what Mr. de Andrade called a “prodigious treasure doomed to disappear” finally available, in the form of a six-CD boxed set that documents the roots of virtually every important style of modern Brazilian popular music, from samba to mangue beat.

“This is an important event because all of the main tendencies, whether European, African or Indian in origin, are represented and are detectable,” said Marcos Branda Lacerda, the director of the CD project, organized by the government here in Brazil’s largest and most prosperous city. “Everything is encompassed, and when you listen, you can hear the influences that would radiate outward” and make Brazilian music the global force that it is today.

The CD set, called “Musica Tradicional do Norte e Nordeste 1938,” consists of more than seven hours of music, drawn from the 1,299 tracks by 80 performers, totaling nearly 34 hours, that the folklore team recorded in five states in northern and northeastern Brazil during the first half of 1938.

Many of the styles documented on the records proved to be a major influence on the Tropicalismo movement, which emerged here in the 1960s and today has international admirers who include David Byrne, Beck and Devendra Banhart. The founders of that movement, mainly Caetano Veloso, Tom Zé and Gilberto Gil, currently Brazil’s minister of culture, come from the interior of the northeastern state of Bahia and openly acknowledge their debt.

Luis Saia

The Brazilian Folklore Research Mission crossing a river in the northeast region in the late ’30s. The team’s aim was to record the region’s music.

“This is the music I heard as a kid in my father’s store, and it’s where all the richness and strength of Brazilian popular music comes from,” Mr. Zé said in an interview. “As sons of the Portuguese, Caetano and Gil and all the rest of us tropicalistas absorbed this folk influence, transmuted it and then took it to the world.”

Mr. Zé also noted that the music of the Brazilian northeast that came from Portugal was itself a result of cultural mixing, especially from the Arab domination there during the medieval era. The lyrics of some songs in the compilation date back to troubadours’ tales from that era, but the Arab presence manifested itself mainly in a vocal style characterized by a fondness for bent notes.

“That influence is still there in Brazilian popular music today,” he said. “I hear it most clearly and beautifully when Caetano sings. He has developed a sophisticated, inventive way to use these modulations that were quite common in the singers we heard there in the backlands of the northeast.”

Though the expedition’s main focus seemed to be on rhythms, guitarists are likely to be especially interested in the third and fourth discs, which include field recordings of duos known as repentistas. Like the blues, this guitar-based genre emphasizes call and response and often employs the mixture of braggadocio and insults that Americans know as “the dozens.”

Thirty years ago, after a visit here, a reporter played some recordings of repentistas for the American primitivist guitarist John Fahey. As someone interested in folk music around the world, Mr. Fahey expressed curiosity about the tunings and scales they used and pointed out that some of the gruff, raspy, somewhat nasal vocals reminded him of Son House and Bukka White.

“It gives me chills just to think of the similarities” between American blues and the music of the northeast, Mr. Zé said. “It’s like Mother Africa ended up with grandsons in Alabama and Pernambuco,” the state where the folklore team began its mission.

Of the three main cultural streams that have blended to make Brazil what it is, the Amerindian element is less represented on the discs than the European and African components, Mr. Lacerda said. But the collection contains songs performed by bandas de pífano, the fife and drum groups that are Indian in origin, as well as recordings of praiás, a largely Indian musical ritual that has all but vanished from modern Brazil.

Luis Saia

Girls playing and singing in Patos, Paraíba.

The original project was the idea of Mr. de Andrade, one of Brazil’s most prominent intellectuals in the 20th century. A poet, novelist, critic, art historian, musicologist and public official, Mr. de Andrade had studied to be a pianist but in 1923 became one of the founders of the modernist literary movement, which dominated Brazil’s cultural scene for decades to come.

“By the 1930s, Mário de Andrade and others felt an urgency to register popular manifestations of culture before it was too late,” said Flavia Camargo Toni, a musicologist who wrote part of the liner notes for the set. “Most of the northeast had not received electrification yet, so life was completely isolated, and few people had traveled. So he felt he had to take advantage of the moment.”

During World War II, copies of the recordings were sent to the Library of Congress in Washington. A decade ago, Rykodisc released a single disc sampler, co-produced by Mickey Hart, drummer of the Grateful Dead, and called “The Discoteca Collection,” as part of the Library of Congress’s Endangered Music Project, but it was not until 2000 that restoration efforts began here.

“When I first saw the material back in the 1980s, the roof was falling down, water was leaking in, and I thought we were going to lose it all,” Mr. Lacerda said. “But I was greatly surprised when I found most of the 78s to be in good condition, and when they weren’t, we were lucky enough to find duplicates that we could copy straight to CD and then eliminate a lot of the hisses.”

During its travels, the Andrade expedition also collected musical instruments and other objects and filmed and photographed dances and festivals. The result of those undertakings have been put on display at the municipal cultural center here, including the team’s notebooks from the field, the Presto Recording Corporation equipment it used and transcriptions of interviews with performers.

At the time the recordings were made, Brazil was ruled by a dictatorship that had outlawed Afro-Brazilian religious practices. As a result, the folklore team required a letter of authorization from the police in order to do its work, and “a goodly portion of the objects they collected, especially the drums, came from confiscated material at police stations,” said Vera Lucia Cardim de Cerqueira, a curator at the center.

Luis Saia

A repentista guitar duo in Cajazeiras, Paraíba, in 1938.

For all of Brazil’s musical sophistication and exposure to international styles of music in recent years, that heritage continues to be relevant. Mr. Zé referred specifically to “What’s Happening in Pernambuco: New Sounds of the Brazilian Northeast,” which will be released on Mr. Byrne’s Luaka Bop label on Feb. 7 and which he said was saturated with rhythms derived from those the folklore expedition documented.

In the past, Brazil “has not had a culture of preservation,” Ms. Camargo Toni said, complicating efforts to place the country’s musical evolution in its proper context. But with the mission’s recordings available at last, she said, Brazilians now have “the possibility of listening to the past thinking of the future.”

“We can show what we were, what we are today and how that came to be,” she said.

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versão em português
Long-Lost Trove of Music Connects Brazil to Its Roots

By LARRY ROHTER
Published: January 25, 2007

Em outubro de 2006, a exposição Cantos Populares do Brasil: a Missão de Mário de Andrade recebeu a visita do correspondente do Jornal New York Times, Larry Rohter, que além da Mostra, conheceu todo o acervo da Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938 e, também, vasto material com textos e músicas, da caixa de CD's intitulada Mário de Andrade - Missão de Pesquisas Folclóricas, editada pela Prefeitura Municipal de São Paulo, em parceria com o SESC. O jornalista pôde apresentar ao público norte-americano um pouco deste importante acervo, que está sob a guarda do Centro Cultural São Paulo. Confira a matéria:

Coleção de música há muito tempo perdida conecta o Brasil
às suas raízes

Larry Rohter (New York Times - 24/1/2007)

Da metade dos anos 1930 em diante, o etnomusicólogo americano Alan Lomax liderou expedições que buscavam cantores autênticos de blues e música folk no sul dos Estados Unidos. Graças a estes esforços, os cantores Muddy Waters e Woody Guthrie gravaram seus primeiros álbuns e foi estabelecido um modelo para a música popular americana.

Luis Saia

Dança em cerimônia do boi-bumbá em Belém, no Pará, registrada em 1938 por uma Missão Brasileira de Pesquisas Folclóricas.

No começo do ano de 1938, Mário de Andrade, Secretário Municipal de Cultura na época, despachou uma Missão de Pesquisas Folclóricas de quatro membros que foram às terras do nordeste do Brasil em uma missão semelhante. Sua intenção era gravar o máximo de música l e o mais rápido possível, antes que as influências do rádio e do cinema começassem a transformar a cultura característica da região.

Viajando de caminhão, cavalos e burros, eles gravaram quem e o que parecesse interessante: carregadores de piano, peões, mendigos, sacerdotes do candomblé, trabalhadores de pedreiras, pescadores, trupes de dança e até mesmo crianças brincando.

Mas a coleção da missão brasileira acabou abandonada por aqui. Apenas agora, 70 anos depois, o registro do que Mário de Andrade chamaria de "um tesouro prodígio fadado a desaparecer" está finalmente disponível, no formato de uma caixa com seis CDs, que documentam a raiz de virtualmente todos os estilos importantes da música brasileira moderna, do samba ao mangue beat.

"Esse é um evento importante porque todas as principais tendências, sejam elas européias, africanas ou indígenas originalmente, são representadas e são detectáveis", diz Marcos Branda Lacerda, o diretor do projeto, organizado pelo governo aqui, na maior e mais próspera cidade do Brasil. "Abrange de tudo e, quando você escuta, você pode ouvir as influências que irradiam" e que faz a música brasileira a força global que é atualmente.

A coletânea, chamada "Música Tradicional do Norte e Nordeste - 1938", consiste em mais que sete horas de música, retiradas de 1.299 faixas tocadas por 80 artistas, o que totaliza cerca de 34 horas que o time folclórico gravou em cinco estados do norte e nordeste do Brasil durante a primeira metade de 1938.

Muitos dos estilos documentados nas gravações provaram ser uma grande influência no movimento tropicalista, que surgiu por aqui nos anos 1960 e que hoje tem admiradores internacionais como David Byrne, Beck e Devendra Banhart. Os fundadores do movimento, principalmente Caetano Veloso, Tom Zé e Gilberto Gil, que é atualmente Ministro da Cultura, todos vieram do interior da Bahia, estado do nordeste, e abertamente reconhecem sua dívida.

Luis Saia

Missão Brasileira de Pesquisas Folclóricas cruzando um rio nordestino no final dos anos 1930. A equipe tinha por objetivo registrar a música da região.

"Essa é a música que eu ouvia quando era criança na loja de meu pai e é de onde toda a riqueza e força da música popular brasileira veio", disse Tom Zé em entrevista. "Como filhos de portugueses, o Caetano, o Gil e todos nós tropicalistas absorvemos essa influência folclórica, transformamos e a levamos ao mundo".

Tom Zé também notou que a música nordestina brasileira que veio de Portugal resultou da miscigenação cultural, especialmente da dominação árabe por lá durante a época medieval. As letras de algumas canções da coletânea datam de contos de trovadores daquele tempo, mas a presença árabe manifestou-se principalmente por meio de um estilo de vocal caracterizado pelo apreço por modulações vocais.


"Essa influência ainda está na música popular brasileira de hoje", ele disse. "Eu ouço de uma forma mais clara e bela quando o Caetano canta. Eles desenvolveram uma maneira sofisticada e criativa de usar essas modulações que eram muito comuns nos cantores que ouvimos no sertão nordestino".

Apesar do foco principal da missão estar principalmente nos ritmos, os violonistas ,provavelmente, vão se interessar pelos terceiro e quarto discos, que incluem gravações de duplas conhecidas como repentistas. Assim como o blues, o gênero é baseado no violão e enfatiza o desafio e a resposta, além de freqüentemente empregar uma mistura de bravatas e insultos que os americanos conhecem como "the dozens".

Há trinta anos, depois de uma visita por aqui, um repórter mostrou algumas gravações de repentistas para o guitarrista primitivista americano John Fahey, que se interessava por música folclórica de todas a partes do mundo. Ele demonstrou curiosidade pelas afinações e escalas que os repentistas usavam, e comentou que alguns dos vocais roucos, ásperos e de certa forma anasalados, lembravam os dos cantores e guitarristas Son House e Bukka White.

Tom Zé diz: "me dá arrepios só de pensar nessas semelhanças entre o blues americano e a música nordestina; é como se a mãe África acabasse com netos no Alabama e em Pernambuco", o estado no qual o time folclórico começou sua missão.

Segundo Lacerda, das três principais correntes que se misturaram para tornar o Brasil o que é hoje, o elemento ameríndio é menos representado nos discos que os componentes europeus e africanos. Mas a coleção contém músicas executadas por bandas de pífano e grupos de percussão, que são originariamente indígenas, assim como gravações de praiás, um ritual musical indígena que praticamente desapareceu do Brasil moderno.

Luis Saia

Garotas brincando e dançando em Patos, na Paraíba.

O projeto original foi idéia de Mário de Andrade, um dos intelectuais brasileiros mais proeminentes do século XX. Poeta, novelista, crítico, historiador de arte, musicólogo e autoridade pública, Andrade estudou para ser pianista, mas em 1923 se tornou um dos fundadores do movimento literário moderno, que dominou o cenário cultural brasileiro por décadas.

"Nos anos 1930, Mário de Andrade e outros sentiram uma urgência em registrar as manifestações de cultura popular antes que fosse tarde demais", afirmou a musicóloga Flávia Camargo Toni, que escreveu parte dos textos presentes na coletânea. "Ainda não havia chegado eletricidade na maior parte do nordeste, então a vida era completamente isolada e poucas pessoas viajavam. Ele sentiu que tinha que aproveitar esse momento".


Durante a Segunda Guerra Mundial, cópias das gravações foram enviadas à Biblioteca do Congresso, em Washington. Uma década atrás, a Rykodisc lançou um disco co-produzido por Mickey Hart, baterista do Grateful Dead. A produção se chamou "The Discoteca Collection" e fazia parte do projeto "Endangered Music", da Biblioteca do Congresso. Mas por aqui os esforços para recuperação só começaram em 2000.

"Quando eu vi pela primeira vez o material nos anos 1980, o teto estava caindo e com goteiras, achei que iríamos perder tudo", disse Lacerda. "Mas eu fiquei grandemente surpreendido, quando descobri que a maior parte dos discos de 78 rotações estava em boas condições, e os que não estavam nós tivemos sorte de achar duplicatas, que poderíamos passar direto para CD e eliminar muitos dos chiados".

Durante as viagens, a expedição de Mário de Andrade também coletou instrumentos musicais e outros objetos, filmaram e fotografaram danças e festivais. O resultado desse trabalho foi colocado à mostra no centro cultural municipal, incluindo os cadernos de anotações do time, o equipamento da marca Presto Recording Corporation que a equipe usava e transcrições de entrevistas e artistas.

No tempo em que essas gravações foram feitas, o Brasil era governado por uma ditadura que tinha tornado ilegais as práticas religiosas afro-brasileiras. Como resultado, o time folclórico teve que requerer uma carta de autorização da polícia para continuar seu trabalho e "uma boa quantidade de objetos que eles coletaram, especialmente tambores, vieram de materiais confiscados pela polícia", disse Vera Lúcia Cardim, uma curadora do centro.

A música brasileira,na atualidade, está exposta a influências internacionais, mas, a herança deixada pelo material coletado pela Missão folclórica continua relevante. Tom Zé se referiu especificamente a "What's Happening in Pernambuco: New Sounds of the Brazillian Northeast", disco lançado pelo selo Luaka Bop, de David Byrne, em sete de fevereiro. Ele disse que a coletânea estava repleta de ritmos derivados daquilo que a expedição folclórica documentou.

Luis Saia

Uma dupla de violonistas repentistas em Cajazeiras, Paraíba, em 1938.

No passado, o Brasil "não tinha uma cultura de preservação", afirmou Flávia Camargo Toni, o que complicava os esforços de inserir a evolução musical do país dentro de um contexto apropriado. Mas com as gravações da Missão finalmente disponíveis, ela diz, os brasileiros agora têm a "possibilidade de ouvir o passado pensando no futuro".

"Nós podemos mostrar o que nós fomos, o que somos hoje e como isso aconteceu", ela diz.


Tradução: Paula Bassi

 


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janeiro de 2007
Morre em São Paulo o cineasta Ozualdo Candeias

Ozualdo Candeias - além de amigo do Núcleo de Cinema e Vídeo - foi um dos mais expressivos cineastas brasileiros. Expoente daquilo que ficou conhecido como Cinema Marginal, sua obra foi utilizada em vários ciclos realizados no Centro Cultural São Paulo. Na última mostra, este ano ainda, utilizamos os fundamentais: As Belas da Billings (1986) e A Margem (1967), no ciclo comemorativo ao aniversário da cidade de São Paulo, Mosaico São Paulo. De 18 a 23 de julho de 2000, nós o homenageamos com um ciclo denominado Candeias: O Cineasta dos (Des)Possuídos, com uma ampla retrospectiva de sua obra.

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janeiro de 2007
Programadora do CCSP é indicada ao Prêmio Coca-Cola Femsa

Lizette Negreiros, responsável pela programação de teatro infanto-juvenil da instituição, foi indicada ao Prêmio Coca-Cola Femsa por sua atuação na peça A centopéia e o cavaleiro. O espetáculo esteve em cartaz de outubro a dezembro de 2006, no espaço do Grupo Vento Forte, do qual a atriz faz parte desde 2003.