outubro de 2006
II
Encontro de Estágios
da Prefeitura da Cidade de São Paulo
OBJETIVOS:
- Favorecer a integração de estagiários
e profissionais da Prefeitura da Cidade de São
Paulo;
- Difundir as melhores práticas de estágio
e assim incentivar a participação
de estagiários no desenvolvimento das
políticas públicas praticadas
pela administração;
- Conhecer, compreender e refletir sobre o papel
da Instituição de Ensino no acompanhamento
do estágio e sua importância na
formação profissional de seus
alunos;
- Disponibilizar para as áreas de municipalidade
a contribuição dos estagiários
através dos projetos premiados.
PÚBLICO-ALVO:
Coordenadores, Supervisores/Orientadores de
Estágio, Estagiários, Gestores
e profissionais da área de RH.
PROGRAMAÇÃO:
8h30min. - Café da Boas Vindas
Recepção e entrega de material
9h - Abertura
- PMSP
- CIEE
9h15min. - Palestra Magna
Tema: Utilizando a metodologia de Coaching para
seu auto desenvolvimento"
Palestrante: Bernardo Leite Moreira - Prof.
de Pós graduação da Fac.
Brasileira de Recursos Humanos, do Instituto
Nacional de Pós Graduação
e do M.B.A. do Instituto Mauá de Tecnologia.
10h30min. - Orquestra Infantil Juvenil - EMIA
- Escola Municipal de Iniciação
Artística
Regência: Prof. Geraldo Olivieri
Assistentes de Regência: Profa. Claudia
Freixedes, Prof. Nado Garcia e Prof. Júlio
Maluf.
11h05min. - Premiação do Concurso
"As melhores práticas de estágio
na PMSP"
- Premiação modalidade grupo
- Premiação modalidade individual
11h40min. - Apresentação dos Projetos
Vencedores
MODALIDADE GRUPO
1º Colocado: "Os núcleos de
defesa civil, NUDEC'S, como forma de organização
da comunidade para o exercício da cidadania"
Autores: Juliana Colli Munhoz, Felipe Almeida
Santos e Jonatas Januário da Silva
MODALIDADE INDIVIDUAL
1º Colocado: "O passeio público
como elemento de inclusão social"
Autora: Ana Paula Guimarães Pereira
12h30min. - Encerramento
DATA:
23/10/2006 - 2ª feira
LOCAL:
Espaço Sociocultural - Teatro CIEE
ENDEREÇO:
Rua Tabapuã, 445 - Itaim Bibi - São
Paulo/SP
Eventos
gratuitos - Para os interessados em participar,
a confirmação é obrigatória
e intransferível:
Tel: (11) 3040-6541/6542
Fax: (11) 3040-6533
E-mail: relpublicas@ciee.org.br
Para a inscrição é necessário
informar os seguintes dados: nome completo e
a secretaria.
Caso
efetue a sua inscrição e não
possa comparecer ao evento, favor avisar-nos
com antecedência.
Não responda este e-mail, pois, não
será recebido pelo nosso setor. As inscrições
devem ser confirmadas apenas pelos meios ao
acima.
REALIZAÇÃO:
PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO - PMSP
SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO - SMG
COORDENADORIA DE GESTÃO DE PESSOAS -
CGP
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS - DRH
APOIO
INSTITUCIONAL:
CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA-ESCOLA
- CIEE
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outubro
de 2006
O
Conselho Regional de Biblioteconomia - 8ª
região - concedeu no dia 30 de outubro
de 2006, o VI Prêmio Biblioteconomia Paulista
Laura Russo à diretora da Biblioteca
Braille do
CCSP, Suely Roque Mendes, em reconhecimento
às atividades socioculturais desenvolvidas
em prol dos usuários portadores de deficiência
visual.

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outubro
de 2006
Premiação
dos estagiários do Núcleo de Ação
Educativa do CCSP
O projeto "Cultura e educação:
um paralelo na inclusão e na cidadania",
dos estagiários Gustavo de Gouveia Basso,
Mariana Casado Homem de Mello, Rafael Ridolfi
e Tatiana Gonçalves da Silva, sob a supervisão
de Carmita Muylaert, do Núcleo de Ação
Educativa do CCSP, foi selecionado entre 70
projetos inscritos no CIEE no segundo semestre
de 2006.
O grupo, que desenvolve atividades no NAE, tem
como objetivo implementar no Centro Cultural
uma interação entre professores
da rede pública e a instituição,
a partir das atividades multidisciplinares desenvolvidas
no espaço. Com o objetivo de enriquecer
e valorizar o processo educativo junto a seus
alunos, o projeto também transcende a
estrutura clássica de conhecimento desenvolvida
nas escolas, amplificando possibilidades e capacitações
recíprocas de diversidade cultural.
Foto:
Carlos Rennó
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novembro
de 2006
Sala
Jardel Filho do CCSP, reformada.
A
Sala Jardel Filho ficou fechada entre os dias
31 de Julho e 17 de Setembro de 2006, para reformas
de manutenção. O piso do palco
foi substituído - evitando ruídos
- , os espelhos dos camarins ganharam novas
molduras e as coxias, mais iluminação.
A peça Toda Nudez Será Castigada,
sucesso de crítica e público,
está em cartaz neste espaço até
12/11.
Imagens da reforma :

fotos: Nezito e Augusto
Discurso
de reabertura da Sala Jardel Filho
Por
Augusto Tiburtius
"
Boa noite a todos,
Estou aqui como representante do Centro Cultural
São Paulo, para dar continuidade a um
processo de renovação das salas
de espetáculos, iniciado há um
ano e meio, na gestão em que Carlos Augusto
Calil, atual Secretário Municipal de
Cultura, estava à frente da diretoria
do CCSP.
Este processo iniciou-se com a compra de equipamento
para iluminação para as salas
Adoniran Barbosa, Paulo Emílio Salles
Gomes e Sala Jardel Filho, ampliando as suas
condições técnicas.
Agora, no início da gestão de
Martin Grossmann, atual diretor deste Centro
Cultural, temos o prazer de entregar este novo
palco, aqui na Sala Jardel Filho.
Este que é, sem dúvida, um dos
espaços nobres desta cidade, estava revestido
com madeira antiga, que datava da inauguração
da sala, madeira impregnada de emoções,
risos e dores, porém desgastada para
as novas safras.
Agora trazemos o frescor destas tábuas
de freijó, com suas novas quarteladas,
para que a classe artística, desta cidade
e visitantes, possam semear novas sensações
nos corações e mentes de vocês.
Aproveitamos também esta pausa, para
renovar os espelhos dos camarins e criar uma
nova iluminação de serviço.
Este processo continuará avançando,
realizando melhorias, ora numa sala, ora na
outra, ora em pequenas, ora em obras de maior
porte; afinal de contas, no ano que vem iremos
comemorar 25 anos e a cidade merece uma boa
manutenção deste espaço.
E agora encerrando este discurso e iniciando
um nova safra, eu tenho o prazer de entregar
este palco à Cia. Nau de Ícaros.
Boa
noite e bom divertimento."
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novembro
de 2006
Encontro
de Corais na Biblioteca Braille do CCSP
A
Sociedade Amigos da Biblioteca Braille promoveu,
em 11/11/06, o evento "1º Encontro
de Corais", realizado no espaço
da Biblioteca Braille, contando com a presença
de mais de 400 espectadores. O evento contou
com a presença dos corais da ADEVA (Associação
de Deficientes Visuais e Amigos), CADEVI (Centro
de Apoio ao Deficiente Visual), Coral das Mestras
do Centro Professorado Paulista, Corais Masculino
e Feminino da Igreja Presbiteriana da Vila Mariana
e Coral da Igreja Presbiteriana da Penha.

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novembro
de 2006
Posse
de conselho marca esforço de
recuperação das bibliotecas
A
posse do Conselho da Biblioteca Mário
de Andrade e do Conselho Municipal de Bibliotecas
é uma sinalização clara
da Prefeitura de São Paulo sobre o esforço
que está sendo feito para a recuperação
desses equipamentos. Foi o que o prefeito Gilberto
Kassab e o secretário municipal de Cultura,
Carlos Augusto Calil, frisaram durante a posse
dos conselheiros, no início da noite
desta quarta-feira (06), no Edifício
Matarazzo, sede da Prefeitura.
É
um projeto importante para a valorização
da cultura. Com a criação do conselho
a gente dá a largada para esse projeto
de recuperação das bibliotecas.
É uma largada com consistência
que tem como carro-chefe a recuperação
da Mário de Andrade, disse o prefeito,
adiantando que a previsão orçamentária
para a área de Cultura deve subir de
R$ 200 milhões, destinados este ano,
para R$ 270 milhões em 2007.
É
o relacionamento com a sociedade que está
mudando, no sentido de que não é
apenas obrigação do Poder Público
zelar pelo patrimônio da cidade. É
também uma tarefa que a sociedade pode
nos ajudar. O conselho representa essa presença
da sociedade junto ao Poder Público,
arrematou Calil.
Os
conselhos têm entre suas atribuições
propor e avalizar projetos para as bibliotecas
junto à Secretaria Municipal de Cultura.
Os membros dos conselhos consultivos exercerão
mandato de dois anos. O Conselho Municipal de
Bibliotecas será responsável também
pela análise do plano anual de trabalho
do Sistema Municipal de Bibliotecas, composto
por 81 bibliotecas localizadas em diferentes
regiões da cidade.
Fazem
parte desse conselho: Maria Zenita Monteiro,
coordenadora do Sistema Municipal de Bibliotecas
(presidente), Luis Francisco da Silva Carvalho
Filho, diretor da Biblioteca Mário de
Andrade, Rita de Fátima Gonçalves
Pisniski, diretora da Biblioteca Monteiro Lobato,
Rita de Cássia Rodrigues da Silva, diretora
das Bibliotecas do Centro Cultural São
Paulo, Ana Maria Villa do Conde Duckworth e
Marta Nosé Ferreira, representantes do
Sistema Municipal de Bibliotecas, Bárbara
Júlia Menezello Leitão, representante
da comunidade acadêmica, Márcia
Rosetto, bibliotecária indicada pela
Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários (Febab) e Marisa Lajolo,
Ademir Assunção e Ignácio
de Loyola Brandão, representantes da
comunidade dos escritores.
O
Conselho Consultivo da Biblioteca Mário
de Andrade é composto por Luís
Francisco Carvalho Filho (presidente), Maria
Zenita Monteiro, José Mindlin, Luiz Schwarcz,
Marcelo Coelho, Ana Maria de Almeida Camargo,
Maria Cristina Barbosa de Almeida, Ilza Maria
Vogado e Silvânia Alves Pompeo.
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novembro
de 2006

O espetáculo de dança Balagandança-O
Tal do Quintal (concepção
e direção de Georgia Lengos) ,
em cartaz na Sala Jardel Filho do CCSP até
domingo (17/12) foi eleito o melhor espetáculo
de dança para crianças / 2006
pela APCA (Associação Paulista
de Críticos de Artes).
As
apresentações acontecem na Sala
Jardel Filho (324 lugares),
aos sábados e domingos, às 16h,
com ingressos a R$ 5,00.
Duração 60 minutos e indicação
livre.
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janeiro
de 2007
Fronteiras
- O teatro na América Latina
Encontros e Desencontros
O
crítico e pesquisador de teatro, Sebastião
Milaré, também diretor da Divisão
de Artes Cências e Música do Centro
Cultural São Paulo, participa do evento
Fronteiras - O Teatro na América Latina
no Instituto Cervantes, de 10 a 14 de
janeiro.
Em
conjunto com os brasileiros Aimar Labaki, Marco
Antonio Rodrigues, Samir Yazbek, Reginaldo Nascimento,
Sérgio de Carvalho e Edilio Peña
(Venezuela), Hugo Villavicenzio (Peru), Santiago
Serrano (Argentina) e Teresina Bueno (México),
o projeto Fronteiras oferece um ciclo de debates,
leituras de textos teatrais, entre outras atividades
e tem como objetivo estabelecer um diálogo
entre o teatro que se realiza em São
Paulo e a dramaturgia dos países de língua
hispana.
O
resultado final deste evento é difundir
e fomentar o intercâmbio artístico
dos países que integram a nova dramaturgia
latino-americana.
Instituto
Cervantes - Av. Paulista, 2439 (metrô
Consolação)
Mais informações:3897-9496
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janeiro
de 2007
Long-Lost
Trove of Music Connects Brazil to Its Roots
By
LARRY ROHTER
Published: January 25, 2007
SÃO
PAULO, Brazil, Jan. 24 From the mid-1930s
onward, the American ethnomusicologist Alan
Lomax led expeditions into the Deep South, searching
for authentic blues and folk singers. Thanks
to those efforts, Muddy Waters and Woody Guthrie
made their first recordings and a template for
American popular music was set.
 |
Luis
Saia
A dance at a boi-bumbá ceremony
in Belém, in Pará State,
was recorded in 1938 by a Brazilian
Folklore
Research Mission.
|
Early
in 1938, Mário de Andrade, the municipal
secretary of culture here, dispatched a four-member
Folklore Research Mission to the northeastern
hinterlands of Brazil on a similar mission.
His intention was to record as much music as
possible as quickly as possible, before encroaching
influences like radio and cinema began transforming
the regions distinctive culture.
Traveling
by truck, horse and donkey, they recorded whoever
and whatever seemed to be interesting: piano
carriers, cowboys, beggars, voodoo priests,
quarry workers, fishermen, dance troupes and
even children at play.
But
the Brazilian missions collection ended
up languishing in vaults here. Only now, after
nearly 70 years, is the registry of what Mr.
de Andrade called a prodigious treasure
doomed to disappear finally available,
in the form of a six-CD boxed set that documents
the roots of virtually every important style
of modern Brazilian popular music, from samba
to mangue beat.
This
is an important event because all of the main
tendencies, whether European, African or Indian
in origin, are represented and are detectable,
said Marcos Branda Lacerda, the director of
the CD project, organized by the government
here in Brazils largest and most prosperous
city. Everything is encompassed, and when
you listen, you can hear the influences that
would radiate outward and make Brazilian
music the global force that it is today.
The
CD set, called Musica Tradicional do Norte
e Nordeste 1938, consists of more than
seven hours of music, drawn from the 1,299 tracks
by 80 performers, totaling nearly 34 hours,
that the folklore team recorded in five states
in northern and northeastern Brazil during the
first half of 1938.
Many
of the styles documented on the records proved
to be a major influence on the Tropicalismo
movement, which emerged here in the 1960s and
today has international admirers who include
David Byrne, Beck and Devendra Banhart. The
founders of that movement, mainly Caetano Veloso,
Tom Zé and Gilberto Gil, currently Brazils
minister of culture, come from the interior
of the northeastern state of Bahia and openly
acknowledge their debt.
 |
Luis
Saia
The Brazilian Folklore Research Mission
crossing a river in the northeast region
in the late 30s. The teams
aim was to record the regions
music.
|
This
is the music I heard as a kid in my fathers
store, and its where all the richness
and strength of Brazilian popular music comes
from, Mr. Zé said in an interview.
As sons of the Portuguese, Caetano and
Gil and all the rest of us tropicalistas absorbed
this folk influence, transmuted it and then
took it to the world.
Mr.
Zé also noted that the music of the Brazilian
northeast that came from Portugal was itself
a result of cultural mixing, especially from
the Arab domination there during the medieval
era. The lyrics of some songs in the compilation
date back to troubadours tales from that
era, but the Arab presence manifested itself
mainly in a vocal style characterized by a fondness
for bent notes.
That
influence is still there in Brazilian popular
music today, he said. I hear it
most clearly and beautifully when Caetano sings.
He has developed a sophisticated, inventive
way to use these modulations that were quite
common in the singers we heard there in the
backlands of the northeast.
Though
the expeditions main focus seemed to be
on rhythms, guitarists are likely to be especially
interested in the third and fourth discs, which
include field recordings of duos known as repentistas.
Like the blues, this guitar-based genre emphasizes
call and response and often employs the mixture
of braggadocio and insults that Americans know
as the dozens.
Thirty
years ago, after a visit here, a reporter played
some recordings of repentistas for the American
primitivist guitarist John Fahey. As someone
interested in folk music around the world, Mr.
Fahey expressed curiosity about the tunings
and scales they used and pointed out that some
of the gruff, raspy, somewhat nasal vocals reminded
him of Son House and Bukka White.
It
gives me chills just to think of the similarities
between American blues and the music of the
northeast, Mr. Zé said. Its
like Mother Africa ended up with grandsons in
Alabama and Pernambuco, the state where
the folklore team began its mission.
Of
the three main cultural streams that have blended
to make Brazil what it is, the Amerindian element
is less represented on the discs than the European
and African components, Mr. Lacerda said. But
the collection contains songs performed by bandas
de pífano, the fife and drum groups that
are Indian in origin, as well as recordings
of praiás, a largely Indian musical ritual
that has all but vanished from modern Brazil.
 |
Luis
Saia
Girls playing and singing in Patos,
Paraíba.
|
The
original project was the idea of Mr. de Andrade,
one of Brazils most prominent intellectuals
in the 20th century. A poet, novelist, critic,
art historian, musicologist and public official,
Mr. de Andrade had studied to be a pianist but
in 1923 became one of the founders of the modernist
literary movement, which dominated Brazils
cultural scene for decades to come.
By
the 1930s, Mário de Andrade and others
felt an urgency to register popular manifestations
of culture before it was too late, said
Flavia Camargo Toni, a musicologist who wrote
part of the liner notes for the set. Most
of the northeast had not received electrification
yet, so life was completely isolated, and few
people had traveled. So he felt he had to take
advantage of the moment.
During
World War II, copies of the recordings were
sent to the Library of Congress in Washington.
A decade ago, Rykodisc released a single disc
sampler, co-produced by Mickey Hart, drummer
of the Grateful Dead, and called The Discoteca
Collection, as part of the Library of
Congresss Endangered Music Project, but
it was not until 2000 that restoration efforts
began here.
When
I first saw the material back in the 1980s,
the roof was falling down, water was leaking
in, and I thought we were going to lose it all,
Mr. Lacerda said. But I was greatly surprised
when I found most of the 78s to be in good condition,
and when they werent, we were lucky enough
to find duplicates that we could copy straight
to CD and then eliminate a lot of the hisses.
During
its travels, the Andrade expedition also collected
musical instruments and other objects and filmed
and photographed dances and festivals. The result
of those undertakings have been put on display
at the municipal cultural center here, including
the teams notebooks from the field, the
Presto Recording Corporation equipment it used
and transcriptions of interviews with performers.
At
the time the recordings were made, Brazil was
ruled by a dictatorship that had outlawed Afro-Brazilian
religious practices. As a result, the folklore
team required a letter of authorization from
the police in order to do its work, and a
goodly portion of the objects they collected,
especially the drums, came from confiscated
material at police stations, said Vera
Lucia Cardim de Cerqueira, a curator at the
center.
 |
Luis
Saia
A repentista guitar duo in Cajazeiras,
Paraíba, in 1938.
|
For
all of Brazils musical sophistication
and exposure to international styles of music
in recent years, that heritage continues to
be relevant. Mr. Zé referred specifically
to Whats Happening in Pernambuco:
New Sounds of the Brazilian Northeast,
which will be released on Mr. Byrnes Luaka
Bop label on Feb. 7 and which he said was saturated
with rhythms derived from those the folklore
expedition documented.
In
the past, Brazil has not had a culture
of preservation, Ms. Camargo Toni said,
complicating efforts to place the countrys
musical evolution in its proper context. But
with the missions recordings available
at last, she said, Brazilians now have the
possibility of listening to the past thinking
of the future.
We
can show what we were, what we are today and
how that came to be, she said.
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versão
em português
Long-Lost
Trove of Music Connects Brazil to Its Roots
By
LARRY ROHTER
Published: January 25, 2007
Em
outubro de 2006, a exposição Cantos
Populares do Brasil: a Missão de Mário
de Andrade recebeu a visita do correspondente
do Jornal New York Times, Larry Rohter, que
além da Mostra, conheceu todo o acervo
da Missão de Pesquisas Folclóricas
de 1938 e, também, vasto material com
textos e músicas, da caixa de CD's intitulada
Mário de Andrade - Missão de Pesquisas
Folclóricas, editada pela Prefeitura
Municipal de São Paulo, em parceria com
o SESC. O jornalista pôde apresentar ao
público norte-americano um pouco deste
importante acervo, que está sob a guarda
do Centro Cultural São Paulo. Confira
a matéria:
Coleção
de música há muito tempo perdida
conecta o Brasil
às suas raízes
Larry
Rohter (New York Times - 24/1/2007)
Da
metade dos anos 1930 em diante, o etnomusicólogo
americano Alan Lomax liderou expedições
que buscavam cantores autênticos de blues
e música folk no sul dos Estados Unidos.
Graças a estes esforços, os cantores
Muddy Waters e Woody Guthrie gravaram seus primeiros
álbuns e foi estabelecido um modelo para
a música popular americana.
 |
Luis
Saia
Dança em cerimônia do boi-bumbá
em Belém, no Pará, registrada
em 1938 por uma Missão Brasileira
de Pesquisas Folclóricas.
|
No
começo do ano de 1938, Mário de
Andrade, Secretário Municipal de Cultura
na época, despachou uma Missão
de Pesquisas Folclóricas de quatro membros
que foram às terras do nordeste do Brasil
em uma missão semelhante. Sua intenção
era gravar o máximo de música
l e o mais rápido possível, antes
que as influências do rádio e do
cinema começassem a transformar a cultura
característica da região.
Viajando
de caminhão, cavalos e burros, eles gravaram
quem e o que parecesse interessante: carregadores
de piano, peões, mendigos, sacerdotes
do candomblé, trabalhadores de pedreiras,
pescadores, trupes de dança e até
mesmo crianças brincando.
Mas
a coleção da missão brasileira
acabou abandonada por aqui. Apenas agora, 70
anos depois, o registro do que Mário
de Andrade chamaria de "um tesouro prodígio
fadado a desaparecer" está finalmente
disponível, no formato de uma caixa com
seis CDs, que documentam a raiz de virtualmente
todos os estilos importantes da música
brasileira moderna, do samba ao mangue beat.
"Esse
é um evento importante porque todas as
principais tendências, sejam elas européias,
africanas ou indígenas originalmente,
são representadas e são detectáveis",
diz Marcos Branda Lacerda, o diretor do projeto,
organizado pelo governo aqui, na maior e mais
próspera cidade do Brasil. "Abrange
de tudo e, quando você escuta, você
pode ouvir as influências que irradiam"
e que faz a música brasileira a força
global que é atualmente.
A
coletânea, chamada "Música
Tradicional do Norte e Nordeste - 1938",
consiste em mais que sete horas de música,
retiradas de 1.299 faixas tocadas por 80 artistas,
o que totaliza cerca de 34 horas que o time
folclórico gravou em cinco estados do
norte e nordeste do Brasil durante a primeira
metade de 1938.
Muitos dos estilos documentados nas gravações
provaram ser uma grande influência no
movimento tropicalista, que surgiu por aqui
nos anos 1960 e que hoje tem admiradores internacionais
como David Byrne, Beck e Devendra Banhart. Os
fundadores do movimento, principalmente Caetano
Veloso, Tom Zé e Gilberto Gil, que é
atualmente Ministro da Cultura, todos vieram
do interior da Bahia, estado do nordeste, e
abertamente reconhecem sua dívida.
 |
Luis
Saia
Missão Brasileira de Pesquisas
Folclóricas cruzando um rio nordestino
no final dos anos 1930. A equipe tinha
por objetivo registrar a música
da região.
|
"Essa
é a música que eu ouvia quando
era criança na loja de meu pai e é
de onde toda a riqueza e força da música
popular brasileira veio", disse Tom Zé
em entrevista. "Como filhos de portugueses,
o Caetano, o Gil e todos nós tropicalistas
absorvemos essa influência folclórica,
transformamos e a levamos ao mundo".
Tom
Zé também notou que a música
nordestina brasileira que veio de Portugal resultou
da miscigenação cultural, especialmente
da dominação árabe por
lá durante a época medieval. As
letras de algumas canções da coletânea
datam de contos de trovadores daquele tempo,
mas a presença árabe manifestou-se
principalmente por meio de um estilo de vocal
caracterizado pelo apreço por modulações
vocais.
"Essa
influência ainda está na música
popular brasileira de hoje", ele disse.
"Eu ouço de uma forma mais clara
e bela quando o Caetano canta. Eles desenvolveram
uma maneira sofisticada e criativa de usar essas
modulações que eram muito comuns
nos cantores que ouvimos no sertão nordestino".
Apesar
do foco principal da missão estar principalmente
nos ritmos, os violonistas ,provavelmente, vão
se interessar pelos terceiro e quarto discos,
que incluem gravações de duplas
conhecidas como repentistas. Assim como o blues,
o gênero é baseado no violão
e enfatiza o desafio e a resposta, além
de freqüentemente empregar uma mistura
de bravatas e insultos que os americanos conhecem
como "the dozens".
Há
trinta anos, depois de uma visita por aqui,
um repórter mostrou algumas gravações
de repentistas para o guitarrista primitivista
americano John Fahey, que se interessava por
música folclórica de todas a partes
do mundo. Ele demonstrou curiosidade pelas afinações
e escalas que os repentistas usavam, e comentou
que alguns dos vocais roucos, ásperos
e de certa forma anasalados, lembravam os dos
cantores e guitarristas Son House e Bukka White.
Tom
Zé diz: "me dá arrepios só
de pensar nessas semelhanças entre o
blues americano e a música nordestina;
é como se a mãe África
acabasse com netos no Alabama e em Pernambuco",
o estado no qual o time folclórico começou
sua missão.
Segundo
Lacerda, das três principais correntes
que se misturaram para tornar o Brasil o que
é hoje, o elemento ameríndio é
menos representado nos discos que os componentes
europeus e africanos. Mas a coleção
contém músicas executadas por
bandas de pífano e grupos de percussão,
que são originariamente indígenas,
assim como gravações de praiás,
um ritual musical indígena que praticamente
desapareceu do Brasil moderno.
 |
Luis
Saia
Garotas brincando e dançando
em Patos, na Paraíba.
|
O
projeto original foi idéia de Mário
de Andrade, um dos intelectuais brasileiros
mais proeminentes do século XX. Poeta,
novelista, crítico, historiador de arte,
musicólogo e autoridade pública,
Andrade estudou para ser pianista, mas em 1923
se tornou um dos fundadores do movimento literário
moderno, que dominou o cenário cultural
brasileiro por décadas.
"Nos
anos 1930, Mário de Andrade e outros
sentiram uma urgência em registrar as
manifestações de cultura popular
antes que fosse tarde demais", afirmou
a musicóloga Flávia Camargo Toni,
que escreveu parte dos textos presentes na coletânea.
"Ainda não havia chegado eletricidade
na maior parte do nordeste, então a vida
era completamente isolada e poucas pessoas viajavam.
Ele sentiu que tinha que aproveitar esse momento".
Durante
a Segunda Guerra Mundial, cópias das
gravações foram enviadas à
Biblioteca do Congresso, em Washington. Uma
década atrás, a Rykodisc lançou
um disco co-produzido por Mickey Hart, baterista
do Grateful Dead. A produção se
chamou "The Discoteca Collection"
e fazia parte do projeto "Endangered Music",
da Biblioteca do Congresso. Mas por aqui os
esforços para recuperação
só começaram em 2000.
"Quando
eu vi pela primeira vez o material nos anos
1980, o teto estava caindo e com goteiras, achei
que iríamos perder tudo", disse
Lacerda. "Mas eu fiquei grandemente surpreendido,
quando descobri que a maior parte dos discos
de 78 rotações estava em boas
condições, e os que não
estavam nós tivemos sorte de achar duplicatas,
que poderíamos passar direto para CD
e eliminar muitos dos chiados".
Durante
as viagens, a expedição de Mário
de Andrade também coletou instrumentos
musicais e outros objetos, filmaram e fotografaram
danças e festivais. O resultado desse
trabalho foi colocado à mostra no centro
cultural municipal, incluindo os cadernos de
anotações do time, o equipamento
da marca Presto Recording Corporation que a
equipe usava e transcrições de
entrevistas e artistas.
No
tempo em que essas gravações foram
feitas, o Brasil era governado por uma ditadura
que tinha tornado ilegais as práticas
religiosas afro-brasileiras. Como resultado,
o time folclórico teve que requerer uma
carta de autorização da polícia
para continuar seu trabalho e "uma boa
quantidade de objetos que eles coletaram, especialmente
tambores, vieram de materiais confiscados pela
polícia", disse Vera Lúcia
Cardim, uma curadora do centro.
A
música brasileira,na atualidade, está
exposta a influências internacionais,
mas, a herança deixada pelo material
coletado pela Missão folclórica
continua relevante. Tom Zé se referiu
especificamente a "What's Happening in
Pernambuco: New Sounds of the Brazillian Northeast",
disco lançado pelo selo Luaka Bop, de
David Byrne, em sete de fevereiro. Ele disse
que a coletânea estava repleta de ritmos
derivados daquilo que a expedição
folclórica documentou.
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Luis
Saia
Uma dupla de violonistas repentistas
em Cajazeiras, Paraíba, em 1938.
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No
passado, o Brasil "não tinha uma
cultura de preservação",
afirmou Flávia Camargo Toni, o que complicava
os esforços de inserir a evolução
musical do país dentro de um contexto
apropriado. Mas com as gravações
da Missão finalmente disponíveis,
ela diz, os brasileiros agora têm a "possibilidade
de ouvir o passado pensando no futuro".
"Nós
podemos mostrar o que nós fomos, o que
somos hoje e como isso aconteceu", ela
diz.
Tradução: Paula Bassi
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janeiro
de 2007
Morre
em São Paulo o cineasta Ozualdo Candeias
Ozualdo
Candeias - além de amigo do Núcleo
de Cinema e Vídeo - foi um dos mais expressivos
cineastas brasileiros. Expoente daquilo que
ficou conhecido como Cinema Marginal,
sua obra foi utilizada em vários ciclos
realizados no Centro Cultural São Paulo.
Na última mostra, este ano ainda, utilizamos
os fundamentais: As Belas da Billings
(1986) e A Margem (1967), no ciclo comemorativo
ao aniversário da cidade de São
Paulo, Mosaico São Paulo. De 18
a 23 de julho de 2000, nós o homenageamos
com um ciclo denominado Candeias: O Cineasta
dos (Des)Possuídos, com uma ampla
retrospectiva de sua obra.
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janeiro
de 2007
Programadora
do CCSP é indicada ao Prêmio Coca-Cola
Femsa
Lizette
Negreiros, responsável pela programação
de teatro infanto-juvenil da instituição,
foi indicada ao Prêmio Coca-Cola Femsa
por sua atuação na peça
A centopéia e o cavaleiro. O espetáculo
esteve em cartaz de outubro a dezembro de 2006,
no espaço do Grupo Vento Forte, do qual
a atriz faz parte desde 2003.