Ricardo
Ohtake, primeiro diretor do CCSP
Muito antes de se tornar diretor do Centro Cultural São
Paulo, Ricardo Ohtake já trabalhava, juntamente com
uma equipe multidisciplinar, na elaboração
do projeto de lei que criaria a instituição.
Por conta de sua formação em arquitetura,
ele era consultor do então secretário municipal
de cultura, Mário Chamie, nos assuntos que diziam
respeito à obra em andamento.
A
ampliação do projeto da biblioteca que se
transformou em centro cultural aconteceu com o objetivo
de democratizar os espaços culturais. Sua localização
de fácil acesso, o preço dos ingressos e a
variedade da programação colaborou para isso.
O CCSP foi o primeiro espaço multidisciplinar da
cidade de São Paulo a abrigar teatros, cinema, biblioteca
e acervos. A inovadora arquitetura do prédio contribuiu
para uma programação que previa espetáculos
diversificados, utilizando os espaços não
tradicionais que se espalhavam pelo prédio. Inicialmente,
a equipe de Artes Gráficas, que era responsável
pela montagem das exposições na Casa das Retortas
e da qual Ohtake fez parte, participou da direção
como uma espécie de colegiado, traçando os
rumos do CCSP. O Centro Cultural aglutinou atividades que
estavam dispersas como a Discoteca Municipal, a Biblioteca
Braille, a Biblioteca de Arte Volpi e a Pinacoteca. Nesse
primeiro ano, Ricardo Ohtake também estabeleceu parcerias,
entre elas, com a Cinemateca Brasileira e com os corpos
estáveis do Teatro Municipal.
Antes
de ser nomeado diretor do CCSP, Ricardo Ohtake dirigiu o
Idart (Departamento de Informação e Documentação
Artísticas), que foi transformado em Divisão
de Pesquisas do Centro Cultural. Um dos conceitos de sua
gestão para o desenvolvimento e consolidação
do CCSP era que essa divisão fosse a "cabeça"
e o "coração" da instituição.
Ela teria um papel articulador de toda a programação,
baseando-se nas pesquisas e na documentação
existentes no Arquivo Multimeios e em outras que seriam
realizadas.