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No ano de 2007, o Centro Cultural São Paulo comemorou
25 anos de existência com uma série de eventos
especiais. Um deles foi o show com o cantor Chico César,
realizado dia 15/12/2007. Abaixo, entrevista com o
músico.
O
músico paraibano Chico César
está há 23 anos em São Paulo. Desde que
mudou para a cidade, sua carreira deslanchou, o artista alcançou
reconhecimento nacional e internacional e teve suas composições
gravadas por grandes nomes da música brasileira como
Gal Gosta, Maria Bethânia e Emílio Santiago.
Em entrevista, ele fala sobre a carreira e sobre sua estreita
relação com o CCSP, lugar onde iniciou a sua
trajetória em terras paulistanas.
entrevista: Flávia Ragazzo
de Barros
edição: Flávia Ragazzo
de Barros e Paula Bassi
O que
você está fazendo atualmente?
Chico César
Eu estou divulgando meu primeiro DVD, Cantos e Encontros de
uns tempos pra cá, que eu fiz com o Quinteto da Paraíba.
É a gravação de um show plasticamente
elaborado para virar DVD, realizado no auditório do
Ibirapuera há um ano, com participações
de Chico Pinheiro, Vange Milliet, Elba Ramalho, Ana Carolina
e Maria Bethânia. Além disso, acho que entre
janeiro e maio teremos um disco novo, que eu já estou
terminando de gravar. São composições
inéditas de forró e frevo e vai se chamar A
Dança.
Como
vai ser o show no CCSP? (realizado dia
15/12/2007)
Chico César
Esse é o show que eu faço com a percussionista
Priscila Briganti. Somos só nós dois tocando
músicas minhas de diversos momentos da carreira. São
canções do meu repertório e composições
que não serão gravadas, que só funcionam
para o nosso encontro. A gente já rodou bastante pelo
Brasil com essa apresentação, que eu faço
paralelamente ao show com o Quinteto da Paraíba. É
um espetáculo bem livre, bem aberto, a gente não
segue um roteiro. Sabemos como começa, mas não
sabemos como termina, porque cada vez é de um jeito.
Que
papel o CCSP desempenha na sua história profissional?
Chico César
O primeiro show que eu fiz em São Paulo foi no CCSP,
na sala Adoniran Barbosa. Era um show que ia se chamar Pentelho
Luminoso, mas logo entrou o Jânio Quadros e os diretores
ficaram com medo, pediram para mudar o título. Aí
a gente mudou para Pastoril do Velho Fascista, em homenagem
a um político de então. Este foi o primeiro
espaço que me fez sentir que eu seria um artista bem
vindo na cidade. Creio que isso aconteceu com muitos outros
músicos, como Vidal França e Paulinho Pedra
Azul.
Como
foi a receptividade do público nas suas apresentações
aqui?
Chico César
Foi muito boa. Essa proximidade, a possibilidade de levar
crianças, sentar, ficar passeando ali embaixo, brincando,
vendo o show ou subindo no palco é muito bacana. Essa
coisa de o palco ser baixinho cria um olho no olho que a maioria
dos palcos não permite, porque é sempre uma
coisa verticalizada, o artista em cima e a platéia
em baixo. Eu acho que é o espaço ideal pra ter
esse tipo de encontro informal, improvisado.
Qual
a importância do Centro Cultural São Paulo para
a cidade?
Chico César
O CCSP tem um papel histórico em São Paulo.
É um ponto de encontro de artistas, de gerações.
Sempre foi um espaço muito democrático, aberto
para a poesia, a dança, a fotografia, as artes plásticas
em geral, para o teatro. É um lugar muito bacana, com
muita história. A cultura é algo dinâmico,
vivo, feito e refeito cotidianamente. O CCSP, independente
dos eventos que realiza, possibilita encontros, é um
ponto onde artistas alternativos se reúnem para tocar
violão e trocar versos.
Como
se sente fazendo parte das comemorações dos
25 anos da instituição?
Chico César
Fico muito feliz de ter tido aquela primeira oportunidade
de tocar em um espaço tão bacana. E fico muito
lisonjeado de ser lembrado para participar dessas comemorações,
porque isso significa que o espaço tem uma visão
de reciprocidade em relação a mim. Eu reconheço
o espaço como parte da minha vida, e ele também
me vê fazendo parte da história dele.
dia
15/12/2007
- sábado
às
19h
Chico César
Entrada
franca - Sala Adoniran Barbosa
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