de
7/6 a 20/7
Fredi Kleemann
Exposição de registros de cenografias, figurinos
e atores, caracterizando-os com as nuanças psicológicas
dos personagens que interpretam. Olhar confiante de quem
conhece o teatro e o vivencia. É datada dos anos
1950 a parte mais importante e original do trabalho do artista,
realizado com tomadas fixas e luz original do palco. Além
do trabalho de teatro existem fotos pessoais.
De
terça a sábado, das 12h às 21h30; domingos,
das 12h às 19h30 - CCSP - Galeria Olido - sobreloja
e primeiro andar
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fotógrafo:
Fredi Kleeman

O
ator Zbigniew Ziembinski em Convite ao baile,
de Jean Anouilh. Teatro Brasileiro de Comédia,
1951.
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Fredi Kleemann chegou ao Brasil em 1933, com seis anos de
idade, como refugiado da perseguição anti-semita
nazista. Em 1936, deu seus primeiros passos como ator, fazendo
parte do grupo de teatro amador de sua comunidade judaica.
Foi nessa época também que ele comprou sua
primeira câmera e passou a registrar os amigos, a
comunidade e os eventos, construindo um arquivo de imagens
pessoais. Seu primeiro trabalho profissional relacionado
a fotografia foi na Fotoptica, loja de materiais e equipamentos
fotográficos. Ele fez parte, também, do tradicional
Foto Cine-Clube Bandeirantes.
Kleemann
era amigo do ator Marcos Jourdan, que cursava a Escola de
Arte Dramática e o ajudou a conseguir seus primeiros
registros do Teatro Brasileiro de Comédia. Jourdan
também o ajudou a entrar em contato com Cacilda Becker,
que mais tarde lhe convidou para fazer parte do TBC como
ator coadjuvante. Quando Franco Zampari, diretor da companhia,
descobriu seu talento para a fotografia, também o
contratou para registrar e divulgar os trabalhos do grupo.
Assim, Kleemann passou a registrar um dos períodos
mais profícuos momentos da história do teatro
brasileiro no grupo que se tornou revolucionário
pela inovação na forma de interprer dos atores
e na montagem dos espetáculos.
Seu
trabalho como fotógrafo passou a ser reconhecido.
Recebeu prêmios em salões internacionais de
Nova York, Montreal, Buenos Aires e São Paulo. Em
1952, foi o primeiro sul-americano a ser premiado pelo Salão
Internacional de Paris. Kleemann foi convidado a ser fotógrafo
da lendária Companhia Cinematográfica Vera
Cruz, sendo responsável pelos stills (fotos
que ficavam expostas nas portas dos cinemas para divulgação
dos filmes em cartaz) dos filmes lançados pelo estúdio.
Entre
de 1949 a 1973, além do Teatro Brasileiro de Comédia,
realizou diversos registros de outras companhias e espetáculos.
Amigo inseparável da atriz Cacilda Becker, acompanhou-a
até sua morte, em 1969. Quando ela saiu do Teatro
Brasileiro de Comédia para fundar sua própria
companhia, levou Kleemann para trabalhar com ela como ator
e fotógrafo oficial.
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fotógrafo:
Fredi Kleeman

Cacilda
Becker e seu filho, Luiz Carlos.
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Aliando
sua experiência como ator a seu trabalho fotográfico,
Fredi Kleemann conseguiu captar com extrema sensibilidade
as nuances do trabalho dos atores registrados por suas lentes.
Em suas mãos, as imagens deixavam de ser meros documentos
históricos para se tornarem peças singulares
de valor artístico.
Fredi
Kleemann faleceu em 30 de outubro de 1974, vítima
de colapso cardíaco, aos 47 anos. Sobre sua obra,
o crítico teatral Décio de Almeida Prado escreveu:
Fredi
não se limitou a viver intensamente aquele momento
único deeuforia e renovação como uma
de suas figuras mais queridas. Deixou-o consignado em centenas
de negativos, talvez com a esperança de que esse
teatro, afinal tão transitório como os outros,
sobreviva de algum modo no tempo ao se transformar em arte
puramente espacial. O teatro passa, a fotografia fica.
Em
1976, o então secretário da Cultura do Município
de São Paulo, Sábado Magaldi, por sugestão
da atriz Cleyde Yáconis, adquiriu para o Centro de
Pesquisas sobre Arte Contemporânea (Idart) o acervo
de Fredi Kleemann, composto de 12.000 negativos. O acervo
foi transferido para o arquivo Multimeios, no CCSP. Foram
encontrados nessa coleção ensaios fotográficos,
estudos de iluminação, trabalhos de documentação
fotográfica, bonecos para divulgação
e fotos de familiares e amigos.
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Veja
também
Este texto foi adaptado de biografia escrita por Marta
Regina Paolicchi para a Coleção Cadernos
de Pesquisa, em número dedicado ao fotógrafo.
Confira
a íntegra. Leia
também outras
edições do Caderno, que,
entre 2000 e 2006, publicava
trabalhos de pesquisadores da Divisão de Pesquisas
do CCSP.
Em 1997, a Revista D'Art foi criada para divulgar
a produção dos pesquisadores do Idart.
A última edição foi publicada
em dezembro de 2005. Clique aqui
para consultar os números e os artigos, disponíveis
para download em pdf.
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