de
22/1 a 3/2
Novo
olhar do cinema africano - ficção e documentário
co-realização: Consulado Geral da França
em São Paulo e Cinemateca da Embaixada da França
no Rio de Janeiro
Idade recomendada: 16 anos - retirada de ingressos: uma
hora antes de cada sessão - Sala Lima Barreto - entrada
franca
(Os filmes serão exibidos com legendas em português
e em suporte DVD)
Mais sobre o cinema africano
Antes da Independência - cujo processo teve início
nos anos 1960 -, os africanos não tinham direito
de fazer filmes. A imagem da África era aquela dada
pelos filmes etnográficos ou pelo chamado cinema
colonial. Após a conquista da independência
política, quando os africanos finalmente puderam
usar câmeras, eles lançaram mão do cinema
para retomar seu espaço, suas raízes, sua
cultura. Era necessário "descolonizar"
seu pensamento. Em vez de buscar na tradição
uma definição estática deles mesmos,
desenvolveram um olhar contraditório e se concentraram
na realidade social: a modernidade questiona as normas tradicionais,
as elites copiam o modelo ocidental e baseiam seu poder
na corrupção. O cinema da África Negra
tornou-se político. Não com cartazes e faixas,
mas com uma consciência aguda do Estado e do futuro
do continente.
Graças às novas mídias (desenvolvimento
do vídeo e tecnologia digital) são produzidos
cada vez mais filmes que, se não encontraram ainda
o seu espaço de exibição, ousam, arriscam
uma nova perspectiva, um olhar diferente e questionador
de sua realidade objetiva. O cinema africano quer ser parte
integrante e ativa da história de seu país.
Este ciclo - composto de documentários e obras de
ficção que pertencem à Coleção
Novo Olhar do Cinema Africano, organizada pela Cinemateca
da Embaixada da França - traz a recente produção
audiovisual daquele continente, onde são desvelados
os diversos aspectos de sua realidade: guerras étnicas,
colonização européia e suas marcas,
conflitos tradição versus modernidade, música,
cultura, etc. Uma rara oportunidade para se conhecer um
pouco mais das inúmeras facetas da África
contemporânea a partir do olhar de seus filhos.