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Lista de equipamentos
Equipamentos
O Centro Cultural oferece aos usuários equipamentos
que facilitam o acesso dos portadores de deficiência visual
a diversos tipos de conteúdos, desde contas pessoais até
pesquisas na Internet.A lista de equipamentos abaixo foi doada
pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED):
Veja a lista de equipamentos que o CCSP oferece
aos usuários:
Vídeo ampliador
O que é?
Lupa eletrônica que permite ampliação, regulagem
de foco e controle de cor e contraste de materiais diversos. Utilizado
por pessoas com baixa visão.
Onde fica?
Entrada da Biblioteca Sérgio Milliet, próximo ao
balcão de informações. Disponível
a todos os usuários.
Saiba mais sobre a Lupa Eletrônica
Jaws
O
que é?
Software leitor de tela que auxilia na navegação
lendo para o usuário as informações digitais.
Pode ser utilizado juntamente com a Linha Braille ou independentemente
dela.
Onde fica?
Computadores da Biblioteca Braille. Disponível a todos
os usuários.
Clique
aqui para download gratuito.
Linha Braille
O que é?
Ferramenta instalada no computador que permite a leitura em Braille
de informações digitais. Depende do Jaws para funcionar.
Onde fica?
Computadores da Biblioteca Braille. Disponível a todos
os usuários.
Saiba mais sobre a Linha
Braille
Magic
O
que é?
Software para acesso a conteúdos digitais, que permite
ampliação da tela conforme as necessidades dos usuários.
Onde fica?
Entrada da Biblioteca Sérgio Milliet, próximo ao
balcão de informações. Disponível
a todos os usuários.
Openbook
O
que é?
Software que converte conteúdos digitais em áudio.
Onde fica?
Computadores da Biblioteca Braille. Disponível a todos
os usuários.
Além disso, a parceria com a SMPED também
possibilitou o conserto das Máquinas Braille, que já
pertenciam ao CCSP, mas estavam fora de uso por problemas de manutenção.
Máquinas Braille
O
que é?
Utilizada pelos funcionários da Biblioteca Braille para
produção de material em Braille.
Onde fica?
Biblioteca Braille.
A Braille também recebeu doações da IBM,
entre elas as mais recentes foram:
Acessibility Works
O que é?
Software utilizado para ampliação
das informações da tela da Internet. Num monitor
de 14 polegadas, uma letra pode chegar a ocupar a tela toda sem
distorção. Para quem tem baixa visão.
Onde fica?
Em 4 dos computadores da Biblioteca Braille. Disponível
para todos os usuários.
Headsets
O que é?
Acessório multimídia para ser utilizado em conjunto
com o HPR (leitor de conteúdo na Internet), dando mais
privacidade aos usuários e evitando incomodar os demais.
Onde fica?
Biblioteca Braille. Disponível para todos os usuários.
Saiba
mais sobre a Lupa Eletrônica
A lupa eletrônica - ou vídeo-ampliador
é um equipamento utilizado na Biblioteca Sérgio
Milliet que permite ao usuário regular o foco e ampliar
ou diminuir imagens que deseja consultar, de acordo com sua necessidade
visual. Além disso, com o uso da lupa também é
possível inverter as cores de fundo e de forma (textos,
figuras, gráficos etc) e o contraste entre eles. "Existem
pessoas, por exemplo, que preferem ler com fundo claro e letras
escuras", exemplifica Edvaldo dos Santos, funcionário
da Braille desde 1990.

Clique aqui e veja
mais imagens da lupa Eletrônica
As informações do material selecionado
são captadas por uma câmera e transmitidas para um
monitor de 19 polegadas. Ao ampliar as informações,
a lupa regula automaticamente o foco, evitando que as imagens
fiquem embaçadas ou ilegíveis. A lupa utilizada
antes na Braille possuía uma tela menor 16 polegadas
e não oferecia certas funções, como
controle de contraste e cores.
Nelson Katayama, editor dos livros falados produzidos
pela Braille, afirma que a lupa pode ajudar muito quem tem baixa
visão e até mesmo quem enxerga bem. "Com ela
você consegue ler até bula de remédio sem
maiores problemas", brinca. A facilidade se dá por
conta da capacidade de ampliação que chega a 67
vezes o tamanho normal.
Para Nelson, que utiliza o equipamento diariamente,
o uso da lupa permite ao portador de deficiência visual
ser mais independente. "Se você recebe uma conta, o
seu holerite ou qualquer particularidade sua que você não
quer dar pra ninguém ler, é só vir aqui e
ler."
Edvaldo acrescenta que um portador de deficiência
visual que mora sozinho pode utilizar o equipamento para ver suas
contas, sem ter que pedir que ninguém faça isso
por ele. Além disso, Edvaldo destaca o fato de a lupa ser,
muitas vezes a abertura para a leitura. "Uma pessoa que tem
visão parcial e não sabe Braille, não tem
contato com as letras. Então, se ela tiver acesso ao aparelho,
pode comprar um livro, colocar na lupa e ver como essas palavras
são escritas e ter a independência de ler um livro".
Outra questão importante é a possibilidade de tirar
as próprias conclusões sobre a leitura. "Muitas
vezes, alguém lê com má vontade ou interpreta
um texto errado e você fica com uma informação
equivocada."
Maria da Ascenção Cardoso Campos
trabalha no balcão de informações da Biblioteca
Sérgio Milliet e orienta quem procura pelo serviço
da lupa eletrônica. "As pessoas ficam contentes com
essa possibilidade. Elas têm vindo, pedindo para usar a
lupa e acompanhar, mostrar como é o uso. Está começando,
mas a receptividade tem sido boa", conta.
Opção
para quem não pode ouvir ou precisa ter acesso a detalhes
dos textos
O Display Braille, conhecido no Brasil como Linha
Braille, traduz para a linguagem Braille as informações
exibidas na tela de um computador. O aparelho funciona em conjunto
com o Jaws, programa que anuncia verbalmente o conteúdo
das páginas. O Display Braille captura o que o Jaws lê
e transforma em Braille, por meio de células.
Normalmente, o equipamento é utilizado por
surdos cegos, pois a Linha Braille permite que eles acessem pelo
tato às informações faladas pelo Jaws. O
aparelho também pode ser útil para usuários
do software, que, por algum motivo, precisam conferir detalhadamente
cada letra do conteúdo analisado. André Luis de
Assis, funcionário da Laramara instituição
voltada para o atendimento de pessoas com deficiência ,
conta que utiliza a Linha Braille porque trabalha como programador:
"É muito mais prático para ler as linhas de
código, que têm muitos símbolos misturados,
como parênteses, aspas, interrogação. É
um sacrifício ouvir duzentas, trezentas linhas com isso."
André cita o caso da jornalista espanhola
Nuria del Saz, que, em 1999, tornou-se a primeira apresentadora
cega de um telejornal da Europa. À frente do programa Telenoticias,
transmitido pelo Canal 2 - Andalucia, em Sevilha, sul da Espanha,
ela utiliza o Display Braille como uma espécie de teleprompter
- aparelho que tradicionalmente exibe o texto que os apresentadores
devem falar. Assim, em vez de um programa como o Jaws ler em voz
alta as notícias em um ponto eletrônico, ela pode
conferir o texto em Braille com os dedos, por meio do Display
Site da Laramara
www.laramara.org.br/
Site de Nuria Del Saz
www.nuriadelsaz.com/
Entrevista com Nuria Del Saz (somente para
assinantes)
www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft17019901.htm
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