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Sobre a Braille
A Bilblioteca Louis Braille, idealizada por Dorina Gouvêa
Nowill, foi criada para atender à necessidade de se transcrever,
para o sistema Braille, os livros de histórias infantis
que compunham o acervo da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro
Lobato. Inaugurada oficialmente em 29 de abril de 1947, graças
ao empenho de Lenyra Fraccarolli, , a Biblioteca Braille ofereceu
uma oportunidade às crianças cegas, pela primeira
vez, de conhecer uma biblioteca. Em 1986, a Biblioteca Braille
foi transferida para o Centro Cultural São Paulo, como
uma das Coleções Especiais da Divisão de
Bibliotecas.
À medida que as necessidades do público infantil
cresceram, a Biblioteca também foi ampliando, seus serviços,
passando a transcrever, para o sistema Braille, obras didáticas
para que o estudante portador de deficiência visual pudesse
acompanhar os currículos escolares. Paralelamente, foram
transcritos livros de literatura para atender à solicitação
de adultos que passaram a freqüentar o local em busca de
conhecimento, de convívio social e de interação
com outros usuários.
O acervo dos livros em Braille abrange tanto obras de referência
como de ficção, literatura brasileira e portuguesa,
literatura infantil, além de periódicos nacionais,
colocando à disposição do portador de deficiência
visual material específico para leitura tátil. Dando
suporte a esta coleção, existem os setores de informática
e processamento técnico em Braille. A Biblioteca também
dispõe de uma Audioteca - coleção de livros
e periódicos falados -, gravados em estúdio do Centro
Cultural São Paulo.
Por ser um local onde se acumulam experiências relativas
à problemática da cegueira, a Biblioteca Braille
é constantemente procurada por profissionais das áreas
de Biblioteconomia, Educação e Saúde. Além
de acompanhamento individualizado, com orientação
de funcionários no momento da consulta, a biblioteca trabalha
também com remessa postal, ampliando o seu atendimento
a todo o país. Para o desenvolvimento destas atividades
e dos serviços prestados à comunidade portadora
de deficiência visual, a biblioteca conta com a colaboração
de voluntários, e do apoio da Sociedade Amigos da Biblioteca
Braille.

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