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  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Imagem de divulgação da capa do livro
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Vista do terreno onde hoje se localiza o CCSP - Foto: Arquivo Luiz Telles
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Vista aérea do terreno onde hoje se localiza o CCSP - Foto: Arquivo Luiz Telles
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Vista das obras de construção do CCSP - Foto: Arquivo Mário Chamie
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Vista das obras de construção do CCSP - Foto: Arquivo Luiz Telles
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Inauguração do CCSP em 13 de maio de 1982 - Foto: Antônio Corso
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Imagem do arquivo de Mário Chamie, Secretário Municipal de Cultura na ocasião da criação do CCSP
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Projeto de dança Novos Coreógrafos - Novas Criações: Site Specific (2009) -Foto: João Mussolin
  • Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Centro Cultural São Paulo: espaço e vida Show do rapper Criolo na Sala Adoniran Barbosa (2011) - Foto: Sossô Parma

Centro Cultural São Paulo: espaço e vida

Como parte das comemorações pelos 30 anos do CCSP, a Secretaria Municipal de Cultura e a Editora Monolito promovem o lançamento do livro Centro Cultural São Paulo: espaço e vida, escrito pelo jornalista e crítico de arquitetura Fernando Serapião. Ao longo dos capítulos que integram a obra, Serapião narra fragmentos da história e da memória viva da instituição, desde a sua origem até a atualidade. Além de imagens e desenhos de arquivo, o livro apresenta três ensaios fotográficos realizados por Cristiano Mascaro, Mauro Restiffe e Nelson Kon. “Com ele, esperamos divulgar a instituição pelo país e pelo mundo”, afirma o diretor geral do CCSP, Ricardo Resende.

Para a realização da obra, foram necessárias quase 40 entrevistas com participantes do projeto de arquitetura, funcionários e ex-funcionários que fizeram e fazem parte da história do espaço. Com texto de apresentação do ex-diretor do CCSP e atual Secretário Municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, Centro Cultural São Paulo: espaço e vida se divide em quatro capítulos: Gênese, Espaço, Vida e Perspectiva.

O primeiro capítulo, Gênese, trata das origens do terreno e relembra outros projetos propostos para o mesmo espaço. A narrativa é centrada na decisão de construir um grande equipamento público, que seria uma espécie de anexo da Biblioteca Mário de Andrade, bem como nos personagens envolvidos no episódio.

A trajetória de Eurico Prado Lopes e Luiz Telles, arquitetos responsáveis pela criação do projeto do CCSP, e o contexto da construção integram o capítulo Espaço, que revela as propostas da dupla e os estudos da estrutura adotada, inspirados no corpo humano e no mar. Serapião também destaca nesta seção a mudança de uso do prédio, elaborada pelo então Secretário Municipal de Cultura, Mário Chamie, que alterou o destino do edifício, de biblioteca para centro cultural.

A narrativa de Vida, o terceiro capítulo, perpassa a existência do equipamento desde a sua inauguração. Sem esquecer os problemas construtivos (o prédio foi inaugurado inacabado), o texto relembra a formatação da gestão cultural que buscava atingir a todas as camadas sociais, com eventos gratuitos ou a preços populares. Neste capítulo são elencados os responsáveis pela programação cultural da instituição nas mais diversas áreas.

Por fim, Perspectiva foca o CCSP na atualidade, no momento em que completa três décadas, apontando os obstáculos e adversidades que as transições governamentais acarretaram ao espaço e as projeções para seu futuro.

O lançamento do livro acontece no dia 19/12 na Sala Jardel Filho e no Foyer. Fernando Serapião e o crítico de arquitetura Guilherme Wisnik participam de uma mesa-redonda com mediação do diretor do CCSP, Ricardo Resende.

saiba mais Acesse o site da Editora Monolito para mais informações sobre o livro Centro Cultural São Paulo: espaço e vida

Confira trechos do livro Centro Cultural São Paulo: espaço e vida

Capítulo 1 - Gênese

“O Centro Cultural São Paulo ocupa um pedaço de terra que sobrou. Sobrou da construção da cidade. Uma nesga estreita, comprida e desbarrancada que sobreviveu apesar de sua condição de margem, do ponto de vista físico e metafórico. Pelo viés físico, a gleba tem cerca de 400 metros de comprimento e menos de 70 metros de largura; na menor distância, o desnível possui aproximadamente 10 metros de altura, o que a transforma em um imenso talude. 
Durante os primeiros séculos da cidade a pequena ribanceira ficou esmagada entre um diminuto vale, a nascente do córrego Itororó, e uma estrada de terra que a margeava pelo alto e seguia para Santos. Entre a topografia natural e a ocupação humana, essa situação geométrica particular a definiu por estar à margem, do riacho e da sociedade, caprichosamente delimitada por caminhos d’água contrários: no lado mais baixo, a água que escorria para o rio estabelecia o limite, seguindo a gravidade, que a conduzia para o norte; do lado mais alto, o contorno se definia pelo caminho das carroças que seguiam para o sul em busca da água do mar. Hoje, o veio d’água segue canalizado sob a avenida 23 de maio e deságua no rio Tamanduateí, oito quilômetros adiante. Já a antiga estrada de terra é a atual rua Vergueiro, há mais de um século e meio o primeiro trecho da rota fundamental que ligava São Paulo ao litoral”.

Capítulo 2 - Espaço

“A Biblioteca Central de São Paulo – Vergueiro (que deu origem ao CCSP) começou a ser desenhada no escritório da Plae, na Paulista, mas logo a equipe mudou para uma casa no Pacaembu, atrás da Faap. No início do projeto o grupo tinha oito arquitetos; quando terminou, contava com mais 13 profissionais. Desde o estudo do programa funcional os arquitetos imaginaram um projeto horizontal que favorecesse o contato direto do usuário com o livro, em contraponto à verticalidade da Mario de Andrade, onde os volumes são estocados na torre. 'Seria a antiMario de Andrade', lembra Telles. 'O que nos chamou a atenção quando visitamos o terreno pela primeira vez foram as árvores. Desde logo decidimos preservá-las. Alguns nos criticaram, dizendo que estávamos mantendo até goiabeiras. Bobagem: tinha até araucária! No meio daquele barranco todo remexido, elas eram sobreviventes, testemunhas daquela história'".

Capítulo 3 - Vida

“No final da manhã do dia 13 de maio de 1982, o trecho da rua Vergueiro em frente ao Centro Cultural São Paulo foi tomado por uma fileira de Opalas pretos com chapa branca. Estacionados a 45o, ocupavam uma faixa de trânsito. Enquanto a cerimônia de inauguração não começava, a banda militar distraía o público com músicas de Fagner e Roberto Carlos. Mario Chamie, Secretário Municipal da Cultura, caminhava entre os convidados, distribuindo santinhos com a imagem de sua cria.
O último carro com chapa branca a estacionar viajou quase 100 quilômetros em alta velocidade antes de manobrar na Vergueiro. Vinha da inauguração da estrada Mogi-Bertioga, onde a fita foi cortada pelo governador Paulo Maluf. Dentro do carro estava o prefeito de São Paulo, em seu penúltimo dia de mandato. Reynaldo de Barros saiu do veículo com a primeira-dama e foi cercado por uma pequena multidão. Após cumprimentar com calma os operários, entrou no prédio, ávido para inaugurá-lo. Passava do meio-dia quando desceu a rampa em direção à biblioteca. Paciente, Chamie o aguardava já há mais de uma hora. Abraçaram-se e juntos descerraram a pedra inaugural, um grande bloco de granito vermelho, com mais de um metro e meio de altura”.

Capítulo 4 - Perspectiva

“O som de uma voz e de um coro, acompanhados de percussão e metal, ecoou no início da tarde de domingo no grande vazio das rampas metálicas, fazendo pulsar o coração do espaço. O público, acomodado em todos os cantos, assistiu os músicos se deslocarem pela rampa. “A música não é sincronizada, ninguém canta junto. A ideia é de uma coisa coletiva e individual ao mesmo tempo”, explicou o regente Ricardo Bologna. A peça de música clássica contemporânea 'Cortejos', em cuja composição entram elementos de festas populares, do Carnaval ao congado, foi criada pelo compositor Eduardo Guimarães Álvares especialmente para os 30 anos do Centro Cultural São Paulo, festejado no dia 13 de maio de 2012. A data coincide com o aniversário da abolição da escravatura e Álvares contou que, por isso, 'a temática é negra, mas eclética, como são ecléticos os frequentadores do centro'. 'Também é papel do Centro Cultural fomentar a criação de música clássica contemporânea. Vou tentar fazer isso todo ano. Este espaço nunca havia sido usado para uma apresentação assim. A acústica é ótima: parece uma catedral! Já pensou montar uma ópera ali?', divagou Dante Pignatari, pianista e curador de música erudita".

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