“Dizem que ela existe pra te ajudar, dizem que ela existe pra proteger”, há muito tempo a polícia comete abuso de poder. “A gente não sabemos escolher presidente” é o que a maioria dos revoltados de Facebook posta todos os dias nos seus murais. “O jornal, a rádio, a televisão, todos os meios de comunicação, neles estavam estampados o rosto de medo da população”, isso é sobre o Jornal Nacional de ontem?

Seja na letra do Titãs, no clássico do Ultraje a Rigor ou no punk do Inocentes, a indignação política se mostra presente. E as canções, ainda que compostas na década de 80, permanecem incrivelmente contemporâneas. Marcadas pela reabertura política, mostram (assim como as outras diversas manifestações artísticas da época) o espírito de uma população que vive até hoje insatisfeita com a falta de informação sobre o que acontece no Congresso, no Planalto, mas principalmente sobre o que aconteceu na Ditadura Militar.

A influência dos Estados Unidos em “Geração Coca-Cola” (de Renato Russo), a desigualdade social escancarada em “Alagados” (de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone), a falta de esperança em “Ideologia” (de Cazuza e Roberto Frejat), nada disso parece tão distante assim. A principal referência é o movimento Diretas Já, mas também poderia ser as Jornadas de Junho de 2013.