Durante o regime militar, a censura à produção cultural passa a perseguir qualquer ideia contrária aos interesses dos militares – mesmo aquela que não tivesse conteúdo diretamente político. E muitas canções foram censuradas por motivo moral, por discriminação, preconceito e, principalmente, pela falta de preparo dos censores. João Carlos Muller Chaves, na época advogado da Phonogram e EMI-Odeon, ressalta a questão do critério no órgão de censura. “O critério era não ter critério. Às vezes eles barravam determinada música por não entenderem o que estava escrito ali. Não estavam preparados para aquela atividade, foram remanejados de outros departamentos e caíram em uma função jamais imaginada por eles”.